Arquidiocese de Juiz de Fora se despede de Monsenhor Elias e Padre Márcio Cabral

A Arquidiocese de Juiz de Fora perdeu, nos últimos dias, dois sacerdotes. Na sexta-feira, 9 de junho, faleceu Monsenhor Elias José Saléh Filho, de 86 anos. Nascido em Bom Jardim de Minas (MG), ele celebrou, no último dia 22 de setembro, 60 anos de Ordenação Presbiteral.

*Reprodução – WebTV “A Voz Católica”

A Missa de Corpo Presente foi celebrada no sábado (10), na nova Matriz Bom Jesus de Matozinhos, em Bom Jardim de Minas (MG), sua cidade natal. A celebração foi presidida pelo Arcebispo Emérito de Sorocaba (SP), Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues. “Quando eu entrei no Seminário, em 1952, Padre Elias estava no terceiro ano de ginásio. Depois estudamos juntos, fomos colegas em Mariana, no Seminário Maior, e como padre convivi com ele por muitos anos e se tornou um grande amigo. Nós lamentamos muito essa partida do Monsenhor Elias; lamentamos no sentido de saudade, do vazio que ele deixa. Deixou o exemplo de um grande pastor, sacerdote, passou por várias paróquias e conosco, no Lar Sacerdotal, conviveu esses últimos anos. Nós, com toda a fé, cheios de esperança, entregamos o Padre Elias nas mãos de Deus Pai, certos de que ele está sendo acolhido para desfrutar agora do repouso e da alegria eternas”, disse Dom Eduardo em entrevista à WebTV “A Voz Católica”.

O Padre José Maria Vieira Novaes, Pároco da Paróquia Bom Jesus do Matozinhos, afirmou que, com a partida de Monsenhor Elias, a Igreja Particular de Juiz de Fora fica um pouco mais pobre. “Pobre no sentido da presença que nós não teremos mais do Padre Elias, dos seus conhecimentos, da sua bondade, do seu carinho. Hoje eu estou em Bom Jardim como pároco, assumindo um lugar que um dia ele também ocupou, além de ser bonjardinense.”

O corpo de Monsenhor Elias foi sepultado na antiga Igreja Matriz de Bom Jardim de Minas.

Padre Márcio

Já no domingo, 11 de junho, a Arquidiocese perdeu o Padre Márcio Roberto Cabral, vítima de um mal súbito. O sacerdote tinha 61 anos e faleceu no Lar Sacerdotal Mater Christi, onde residia. A Santa Missa Exequial foi celebrada na Igreja São José, localizada na Rua Dom Silvério, na manhã de segunda-feira (12).

A Eucaristia foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, que falou da partida tão repentina do sacerdote. “A primeira lição que a gente tira quando vê uma partida tão inesperada assim é que nós não sabemos nem o dia, nem a hora, nem o local onde Deus vai nos chamar. Por isso, devemos estar sempre preparados para essa hora. A segunda grande lição é a vida do Padre Márcio: a lição de exemplo que ele dá de perseverança; mesmo no meio de muito tormentos, muitos problemas, muitas dificuldades, sofrimentos que ele teve, sempre perseverou. E sempre com um sorriso, sempre com uma pregação ungida, sempre com um grande amor a Deus, à Nossa Senhora, à Eucaristia, à Igreja.”

O Padre Carlos José Arlindo Silva, que também conviveu com Padre Márcio nos últimos anos, no Lar Sacerdotal, ressaltou sua disponibilidade e vida de oração. “Nas últimas três paróquias em que fui pároco, ele sempre se dispôs a me ajudar, estava sempre comigo. Não só a mim, mas vários outros padres, outras pessoas que vinham buscar o seu auxílio e ele aceitava com carinho, sem pedir nada em troca. A sua pregação era bem simples, bem mansa e profunda, e as pessoas sempre falavam que o Padre Márcio falava ao coração.”

Após a Missa Exequial, o corpo de Padre Márcio foi levado para o cemitério do distrito de Valadares, onde foi sepultado.

Perdas para o Clero

Dom Gil, que conviveu com Monsenhor Elias e Padre Márcio nas dependências do Lar Sacerdotal, falou ainda das duas perdas para o clero. “É uma dor que atravessa o nosso coração, sem nenhuma dúvida, porque, por mais velho que esteja, por mais doente que esteja, nós não queremos que morra. Também um padre relativamente jovem, sentimos no coração. Mas, ao mesmo tempo, reafirmamos a fé na ressurreição. A nossa casa é uma casa de padres idosos, é uma casa onde os padres doentes vão se recolher, então é uma casa em que nos prepara para a vida eterna. Vendo esses dois irmãos partirem em dias tão próximos, nos ajuda também a preparar o nosso dia e agradecer a Deus pelo trabalho ministerial daqueles que partem antes de nós”, finalizou o Arcebispo.

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