Arquidiocese de Juiz de Fora ganha nova padroeira: Nossa Senhora Mãe da Igreja

*Imagem: Site do Vatican News
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Na tarde dessa quinta-feira, 4 de agosto, o Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, anunciou que Nossa Senhora Mãe da Igreja será proclamada padroeira da Arquidiocese de Juiz de Fora, ao lado de Santo Antônio. O comunicado foi feito durante a Missa Festiva pelo Dia do Padre, que reuniu parte do Clero na capela do Seminário Santo Antônio.

“Nós tivemos um grande processo de consulta para escolher, neste Centenário Diocesano de Juiz de Fora, Nossa Senhora como padroeira arquidiocesana. E, por fim, nós chegamos à conclusão de que o título mais atual e mais expressivo para a nossa Igreja Particular seria Nossa Senhora Mãe da Igreja; Mater Ecclesiae, como foi proclamado no Concílio Vaticano II. Foi por causa do Concílio que nós escolhemos esse título, porque a Igreja foi renovada pela força do Espírito Santo com o Concílio Vaticano II”, explicou Dom Gil. “Maria, que é escolhida por Deus para ser a mãe do Salvador, é mãe do corpo místico de Cristo, e nós, Igreja, somos o corpo místico de Cristo”, completou.

Desta forma, Santo Antônio, que foi um grande devoto de Nossa Senhora, passa a ser copadroeiro arquidiocesano. “Nós encontramos vários sermões de Santo Antônio sobre Maria. Por isso, eu visualizo Santo Antônio no céu também se alegrando por este momento da Arquidiocese de Juiz de Fora, que ele conduz com a sua proteção e com seus exemplos a serem seguidos”, afirmou o Arcebispo de Juiz de Fora.

Anunciada a escolha do título mariano, Dom Gil enviará um pedido à Santa Sé para que seja feito o decreto oficial da nova padroeira. Depois de recebido o documento, a proclamação será feita no dia 1º de fevereiro de 2024, quando a Diocese de Juiz de Fora celebra cem anos de criação.

De acordo com o Decreto “Ecclesia Mater”, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, divulgado em 3 de março de 2018, a festa litúrgica dessa devoção de Maria é celebrada na primeira segunda-feira depois de Pentecostes.

As raízes profundas do título de Maria Mãe da Igreja*

*Coroação da Virgem Maria. Imagem: Site do Vatican News

Se o título de Maria Mãe da Igreja tem raízes nos primeiros tempos do Cristianismo – e já está presente no pensamento de Santo Agostinho e São Leão Magno, no Credo de Nicéia de 325, e já os Padres do Concílio de Éfeso (430) haviam definido Maria como “verdadeira mãe de Deus” – ele retorna ao Magistério de Bento XIV e Leão XIII.

Mas foi o Papa Paulo VI, no final da terceira sessão do Concílio Vaticano II, em 21 de novembro de 1964, a declarar a Bem-Aventurada Virgem “Mãe da Igreja, isto é, de todo o povo cristão, tanto dos fiéis como dos pastores que a chamam de Mãe amantíssima”.

Mais tarde, em 1980, João Paulo II inseriu nas Ladainhas Lauretanas a veneração a Nossa Senhora como Mãe da Igreja. Depois, chegou o decreto desejado pelo Papa Francisco, que escreveu um tweet que continua atual: “Maria, mãe da Igreja, ajuda-nos a entregar-nos plenamente a Jesus, a crer no seu amor, sobretudo nos momentos de tribulação e de cruz, quando nossa fé é chamada a amadurecer”.

Dia do Padre

Durante toda a manhã, padres e diáconos participaram da Reunião do Clero, durante a qual foram feitos os comunicados habituais. Além desses, o Padre Leonardo Loures falou de sua experiência missionária na Diocese de Óbidos – Igreja-Irmã da Arquidiocese de Juiz de Fora – e representantes da Comissão Ampliada do II Sínodo compartilharam os últimos passos dados na caminhada sinodal. Também foram tópicos do encontro o Mês da Bíblia, o Retiro do Clero 2023 e o Sínodo dos Bispos 2023.

Ao final, os sacerdotes concelebraram com o Arcebispo a Missa em recordação a São João Maria Vianney e ao Dia do Padre. O Arcebispo Emérito de Sorocaba (SP), Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, também esteve presente.

*Fonte: Site da Canção Nova

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