Arquidiocese celebra 64 anos de elevação com Missa no Domingo da Misericórdia

No último domingo, 12 de abril, a Arquidiocese de Juiz de Fora celebrou os 64 anos de sua elevação à categoria de Arquidiocese, instituída pela bula Qui Tanquam Petrus, promulgada pelo Papa João XXIII. A data, que marca um passo importante na organização e na missão da Igreja Particular, coincidiu neste ano com o Segundo Domingo da Páscoa, também celebrado como Domingo da Divina Misericórdia.

A comemoração foi marcada por Missa Solene na Catedral Metropolitana, às 18h, presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Marco Aurélio Gubiotti, e concelebrada pelo Pároco, Pe. João Paulo Teixeira Dias.

Na acolhida inicial, Pe. João Paulo recordou a trajetória da Igreja local e o testemunho de tantos que contribuíram para sua construção ao longo das décadas. Ele também destacou a coincidência com o Domingo da Misericórdia, sublinhando o chamado permanente da Igreja a anunciar o amor de Deus: “Louvamos e bendizemos ao nosso Deus para que possamos continuar anunciando esta bonita misericórdia, o amor de Deus por nós”.

Ressurreição, comunidade e testemunho

Durante a homilia, Dom Marco Aurélio refletiu sobre o sentido da Oitava da Páscoa, destacando que a Igreja celebra esse período como um único dia, centrado no mistério da ressurreição. “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa fé”, recordou, reafirmando que a fé cristã se fundamenta na presença viva de Jesus ressuscitado.

Ao comentar o Evangelho, o Arcebispo chamou atenção para a experiência dos discípulos reunidos, ainda marcados pelo medo, quando são surpreendidos pela presença de Cristo. Ele destacou o significado da saudação de Jesus: “A paz esteja convosco”. Segundo Dom Marco Aurélio, mais do que um cumprimento, trata-se de uma realidade: “Jesus é a nossa paz”.

A reflexão também abordou a importância da vivência comunitária, a partir da ausência de Tomé no primeiro encontro com o Ressuscitado. Para o arcebispo, o episódio evidencia como a participação na comunidade é essencial para a experiência de fé. “Se a gente não se faz presente na vida da comunidade, muito especialmente na Eucaristia, deixamos de fazer a nossa experiência de encontro com Jesus”, afirmou.

Ao mesmo tempo, o Pastor Arquidiocesano ressaltou que a dificuldade de Tomé em acreditar também aponta para a responsabilidade do testemunho cristão. “Não adianta nós hoje falarmos de Jesus, a gente precisa testemunhar aquilo que fala”, disse, ao destacar que a coerência de vida é fundamental para comunicar a fé.

Ao refletir sobre o reencontro de Tomé com a comunidade, no domingo seguinte, o Arcebispo destacou a profissão de fé do apóstolo — “Meu Senhor e meu Deus” — e a bem-aventurança proclamada por Jesus àqueles que creem sem ter visto. “Nós não vimos e acreditamos”, afirmou, indicando o chamado a uma fé vivida no tempo presente.

Outro ponto abordado na homilia foi a centralidade da Palavra de Deus. Dom Marco Aurélio recordou que os textos bíblicos foram escritos “para que acrediteis”, incentivando os fiéis a aprofundarem sua relação com a Sagrada Escritura como fundamento da vida cristã.

O Arcebispo também destacou as características da primeira comunidade cristã, conforme narradas nos Atos dos Apóstolos: a perseverança no ensinamento, a comunhão fraterna, a fração do pão e a oração. Ele relacionou esses elementos à realidade atual, mencionando gestos de solidariedade vividos recentemente na cidade, especialmente após as chuvas, como expressão concreta da vivência da fé.

Ao tratar do Domingo da Divina Misericórdia, instituído por São João Paulo II, Dom Marco Aurélio reforçou o envio missionário dos cristãos: “Nós estamos enviados, com a força do Espírito, para sermos testemunhas do Cristo morto e ressuscitado”. Ele também destacou o papel do perdão, lembrando que a Igreja é chamada a anunciar e oferecer a misericórdia de Deus.

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