Agosto, mês das vocações

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O mês de agosto é dedicado às vocações. A cada domingo, a liturgia nos leva a uma reflexão sobre os principais chamados da vida da Igreja. O primeiro final de semana é voltado aos que fazem parte dos ministérios ordenados: bispos, padres e diáconos. Já no segundo o destaque são as famílias, celebrando o matrimônio. O terceiro domingo é dedicado aos (às) religiosos (as) e consagrados (as) que fazem parte das diferentes congregações e comunidades da Igreja, enquanto o último lembra os catequistas, recordando a importância do leigo.

Por isso, ouvir o chamado de Deus e discernir os nossos dons à luz da fé é fundamental, como explica o Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira. “Vocação é um chamado de Deus, a própria palavra em latim, ‘vocare’, significa chamar. Pela nossa fé, acreditamos que o Pai nos chama. Nós temos aqueles que são chamados para serem sacerdotes consagrados, religiosos e religiosas, leigos (as) para vários ministérios da Igreja e famílias que são chamadas para viverem na fé cristã. Tudo isso é um chamado de Deus”.

Todos são chamados a servir, segundo o pastor. “O chamado significa um favor de Deus à pessoa, mas muito mais um favor ao povo e à Igreja. Todos a servem de alguma forma, mas sempre com esta força da fé, do amor a Deus. Tudo isso nos impulsiona. Descobrir uma vocação é um ato de fé. É olhar para o alto e perguntar: qual é a minha vocação, o que Deus espera da minha vida em favor da Igreja e das pessoas?”, destacou.

Seminário

Todas as vocações recebem uma atenção especial da Igreja. Seja através de encontros, congressos, catequeses ou ensino, pela educação em todos os níveis de escolaridade, ela está atenta às demandas da sociedade e à formação intelectual e espiritual de todos. É o que explica o Reitor do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio, Monsenhor Luiz Carlos de Paula. “O nosso seminário forma padres, diáconos permanentes na Escola Ciaconal e também leigos e leigas, para que estejam preparados para a missão evangelizadora”.

Monsenhor Luiz Carlos diz que, entre as propostas de atuação do seminário, está o suporte que as paróquias podem dar aos vocacionados. “A nossa atenção será a de despertar e acompanhar as vocações ao sacerdócio, ou seja, aqueles jovens que sentem o chamado para serem padres. Estamos planejando formar uma equipe para ir às paróquias, ter contato com os párocos para um acompanhamento e falar sobre a importância da vocação e de ouvir o chamado de Deus”.

Congregações religiosas

Atentos ao chamado à vida consagrada, ainda há aqueles que se dedicam às congregações. Para o Frei Carlos Roberto de Oliveira Charles, da Ordem dos Frades Menores Conventuais, o chamado à vida religiosa é um impulso do Espírito Santo na vida da Igreja. “A vida religiosa nasceu na Igreja como uma possibilidade de voltar às fontes, de resgatar o que parecia estar perdido, é sempre um retorno ao Evangelho”.

As congregações possuem diferentes carismas na vida da Igreja. Todos os carismas são inspirados à luz do Evangelho. “Os trabalhos de quem se dedica a vivenciar a vida religiosa são completos e variados. Depende de cada instituto, fundador e fundação. Os trabalhos vão desde a vida pastoral, humanística e ações sociais. Com o tempo, o espírito vai suscitando novas comunidades religiosas que abraçam uma causa ou tarefa, que supram as necessidades do tempo e da Igreja”.

Frei Carlos destaca a importância do discernimento ao chamado. “Primeiro, é importante saber a qual tipo de vocação a pessoa é chamada. A partir disso, é preciso adequar sua vida, seu jeito de ser e pensar a esta espiritualidade encontrada no discernimento. Quando a pessoa se vê vocacionada a ajudar no Reino, ela precisa buscar e encontrar o seu caminho”, finalizou.

*Colaboração: Elias Arruda

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