Igreja rejeita o antissemitismo e toda forma de discriminação, reitera Papa

O Papa Leão XIV recebeu na manhã desta segunda-feira, 15, uma delegação de 35 pessoas da Federação de Nova York da UJA (United Jewish Appeal) no Vaticano.

Considerada a maior organização filantrópica local do mundo, a instituição arrecada e distribui fundos para cuidar dos judeus em nível mundial e também dos mais necessitados de todas as origens em nível local.

Na prática, comentou o Pontífice em seu discurso, a organização filantrópica presta ajuda humanitária em Nova York, no Estado de Israel e em mais de 70 países. Por ano, segundo dados do site oficial da organização, são atendidas mais de 5 milhões de pessoas.

Esses esforços, disse o Papa, refletem um claro reconhecimento da dignidade humana e da fraternidade, em sintonia com o compromisso da Igreja em favor do desenvolvimento humano integral e com o chamado a amar o próximo.

Tratado

Há 66 anos, recordou Leão XIV, uma delegação da organização foi recebida pelo Papa João XXIII que confirmou “humanidade e descendência comuns”, para posteriormente ser redigido um tratado que descrevia uma nova relação entre a Igreja Católica e o judaísmo:

“Aquele tratado foi o alicerce do que se tornou ‘o coração e o núcleo gerador’ de Nostra aetate, a Declaração do Concílio Vaticano II sobre as relações da Igreja com as religiões não cristãs. Aquele documento histórico, cujo sexagésimo aniversário a Igreja celebrou no ano passado, ‘abriu um novo horizonte de encontro, respeito e hospitalidade espiritual’. Afirmava, entre outras coisas, a verdade de que pertencemos a uma única família humana.”

Igreja rejeita o antissemitismo e condena discriminações

Dessa forma, continuou o Papa em discurso, foi plantada uma semente de esperança que “cresceu e se tornou uma árvore majestosa, oferecendo refúgio e produzindo frutos abundantes de compreensão mútua, amizade, cooperação e paz”.

Reconhecendo a dignidade inerente de todos os homens e de todas as mulheres, o Santo Padre frisou que a Nostra aetate assumiu uma posição firme contra o antissemitismo e declarou que a Igreja reprova toda forma de discriminação ou de perseguição perpetrada por motivos de raça, cor, condição social e religião.

“Em um mundo ainda marcado pela divisão e pelo conflito, ela nos convidava a superar os mal-entendidos do passado em direção à colaboração pelo bem comum”, frisou.

Missão que ajuda pobres e combate a intolerância

Esse mesmo espírito de solidariedade da Igreja para responder ao crescente antissemitismo atual, também encontra na organização UJA – Federação de Nova York a preocupação comum em ajudar quem se encontra em situação de necessidade. De fato, a missão dos colaboradores é encontrar soluções coordenadas e de longo prazo com os parceiros para cuidar das pessoas vulneráveis, como vem fazendo há mais de 100 anos, já que a organização foi fundada em 1917.

“O serviço aos pobres, aos marginalizados e aos indefesos”, observou o Papa, “é uma forma de encontrar o sagrado; através deles, a voz divina continua a nos falar”, através de “um caminho que abre os corações e renova a sociedade”:

Leão XIV declarou apreciar a dedicação com que os membros da instituição assistem os pobres e os necessitados, combatem o ódio e a intolerância e trabalham para construir um mundo melhor para todos.

“Que a missão de vocês possa fortalecer o diálogo, aprofundar a compreensão mútua e contribuir para a paz de que tanto se necessita em nosso mundo”, finalizou.

Fonte: Canção Nova Notícias

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