“Somos um povo chamado a caminhar juntos”: Conselho Arquidiocesano de Pastoral realiza primeira reunião de 2026 e reforça caminho sinodal

No último sábado, 2 de maio, o Seminário Arquidiocesano Santo Antônio sediou a primeira reunião de 2026 do Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CAP). O encontro reuniu coordenações de pastorais, movimentos, novas comunidades e serviços arquidiocesanos, além dos vigários forâneos e episcopais, marcando também o primeiro momento de convivência entre o arcebispo Dom Marco Aurélio e as lideranças da Arquidiocese.

A programação contou com café da manhã partilhado, oração inicial, formação, trabalhos em grupo e plenária, favorecendo a escuta, o diálogo e a construção conjunta.

Comunhão e direção para a caminhada pastoral

Na acolhida, Dom Marco Aurélio destacou a alegria de estar reunido com as diversas expressões da Arquidiocese, ressaltando o CAP como um espaço privilegiado de comunhão, escuta e discernimento. O encontro, segundo ele, permitiu não apenas o alinhamento das ações pastorais, mas também um primeiro contato mais próximo com as lideranças que atuam nas diferentes frentes da evangelização.

O arcebispo também recordou o caminho já percorrido na construção das diretrizes da ação evangelizadora, destacando que esse processo foi prolongado para acompanhar o desenvolvimento do Sínodo sobre a sinodalidade. A decisão, segundo ele, foi importante para que a Igreja no Brasil pudesse avançar de forma mais segura, em sintonia com as orientações da Igreja universal.

Nesse sentido, Dom Marco Aurélio reforçou que o momento atual é de aprofundamento. A proposta é conhecer mais profundamente o Documento Final do Sínodo e, a partir dele, iluminar as decisões pastorais da Arquidiocese. Ele também evidenciou a importância de fortalecer processos participativos, onde a escuta e o discernimento comunitário ajudem a definir os caminhos da missão.

O encontro, portanto, se insere em um horizonte mais amplo, no qual a Arquidiocese busca consolidar uma caminhada pastoral marcada pela unidade, pela corresponsabilidade e pela abertura à ação do Espírito Santo.

Formação destaca conversão e corresponsabilidade

A formação foi conduzida pelo padre Emerson de Assis Braz, que refletiu sobre o tema “Sinodalidade – Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”, à luz do Documento Final do Sínodo dos Bispos.

Em sua exposição, o sacerdote destacou que a sinodalidade não é apenas uma proposta organizativa, mas uma dimensão constitutiva da Igreja. “Somos um povo chamado a caminhar junto. Pelo batismo, todos participam da mesma dignidade e são corresponsáveis pela missão”, afirmou, reforçando que essa compreensão exige uma mudança de mentalidade.

Ao abordar o conceito de conversão, o padre Emerson explicou que o desafio vai além de ajustes estruturais. Trata-se de uma transformação profunda das atitudes e das relações dentro da Igreja. “É fácil mudar estruturas, mas difícil é converter a mentalidade. A sinodalidade exige uma espiritualidade concreta, feita de escuta verdadeira, diálogo sincero e abertura ao outro”, pontuou.

Outro aspecto importante foi a reflexão sobre a corresponsabilidade dos fiéis leigos e leigas. Segundo ele, a missão da Igreja não está restrita aos ministros ordenados, mas é confiada a todo o povo de Deus. “Todos são chamados a ser sujeitos da missão. Isso nos ajuda a superar a lógica de espectadores e fortalece uma Igreja mais participativa e missionária”, destacou.

O sacerdote também abordou a necessidade de conversão nas relações e nos processos de decisão. Ele enfatizou que a Igreja é chamada a cultivar relações mais fraternas, baseadas na escuta, no respeito e na valorização dos dons de cada pessoa. Além disso, destacou que os espaços de participação, como conselhos e assembleias, devem ser cada vez mais efetivos, evitando o risco de se tornarem apenas formais.

Outro ponto sublinhado foi a importância da formação contínua. Para o padre Emerson, viver a sinodalidade exige preparo, tanto dos ministros ordenados quanto dos fiéis leigos e leigas, para que todos possam atuar com maturidade, espírito de comunhão e compromisso com a missão.

Partilha e construção em conjunto

Após a formação, os participantes se dividiram em grupos para refletir sobre os desafios apresentados e indicar caminhos concretos de conversão nas diversas dimensões da vida da Igreja. Em seguida, as contribuições foram partilhadas na plenária.

O padre João Carlos Ventura, secretário da Comissão Arquidiocesana da Ação Evangelizadora, destacou a importância do encontro como espaço de unidade. “O CAP reúne as diversas realidades da Arquidiocese e nos ajuda a caminhar juntos. Ao refletirmos sobre a sinodalidade, conseguimos vislumbrar, com o nosso novo arcebispo, os passos que somos chamados a dar”, afirmou.

A representante do Setor Juventude, Gabriella Costa, ressaltou a importância da escuta na vivência sinodal. “A acolhida passa pela escuta, pelo olhar e pela atenção ao outro. É assim que conseguimos caminhar juntos e viver uma Igreja em saída, comprometida com a missão”, destacou.

Ao final do encontro, ficou evidenciado o compromisso das lideranças em fortalecer uma Igreja cada vez mais participativa e missionária, em sintonia com o caminho sinodal proposto para toda a Igreja.

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