Quarto dia do Congresso de Educação Católica é marcado por apresentações culturais e reflexões sobre gênero

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As atividades do Congresso Internacional retornaram na tarde dessa segunda-feira (4), com uma mesa-redonda entre Dom Vincenzo Zani, Secretário da Congregação para Educação Católica, e os gestores das escolas confessionais de Juiz de Fora. Em pauta, os documentos da Igreja, as discussões sobre o amor humano e a religiosidade na educação.

Na sequência, com uma palestra mais ligada à espiritualidade, Dom Henrique Soares tratou da “Mística da gestão da escola católica”, frisando a necessidade da “voltar sempre ao Cristo. Encontrar n’Ele sua motivação, referência e seus critérios”. O Bispo da Diocese de Palmares (PE), Mestre em Teologia Dogmática, lembrou que a escola deve dar testemunho de ser cristã, porque educar é a finalidade dessas instituições, mas que suas atividades não devem se resumir apenas a isto.

Muito aclamado ao final de sua explanação, Dom Henrique comentou sobre o que fora abordado, em entrevista. “A experiência desse Congresso é muito positiva, porque a questão da educação e da educação católica é urgente. A gente precisa ter uma identidade da educação católica, saber por onde se mover, saber como fazer educação católica num muito tão complexo e tão contraditório”.

A parte da noite foi aberta por apresentações culturais. O projeto Acorde, do Instituto Padre João Emílio, se apresentou primeiro, com um repertório variado, passando por diversos clássicos populares. Na sequência, as atenções se voltaram às crianças do Centro Educacional Santa Clara, que jogaram capoeira com seus mestres.

Fechando o quarto dia de Congresso, a palavra foi dada a Dom Vincenzo Zani para discorrer sobre gênero e ideologias. À luz do documento da Congregação para Educação Católica “Homem e mulher os criou. Para uma via de diálogo sobre a questão de gênero na educação”, ele trouxe um histórico das principais teorias sobre a temática e contextualizou-as.

Segundo o religioso, o documento propõe a escuta e a reflexão, apontando como caminho “perspectivas dialógicas, sem cair no relativismo”. Além disso, reconhece que cada interlocutor tem valor e frisa que dialogar não significa perder a própria identidade, mas, sim, ouvir e propor. Caminhando para o final, o secretário da Congregação para Educação Católica deu algumas orientações. A principal é que essa temática, que tem pouca literatura da Igreja, seja aprofundada. É possível ler o documento-base da palestra aqui.

Em entrevista, Dom Zani contou sua avaliação sobre a noite. “Encontrei uma grande abertura, um grande desejo, dos pais e dos educadores, de encontrar uma orientação segura na questão de ideologia de gênero e outros temas. Isso é muito importante. Estou contente de ver esse interesse de todos aqui, de acertar na posição da educação, bastante condizente com o que a Igreja ensina”.

Ele acrescentou ainda suas observações acerca do trabalho feito na Igreja Particular de Juiz de Fora. “Estou muito contente, porque vi que o Congresso não é uma coisa isolada, é fruto de uma caminhada da Arquidiocese no campo da Educação Católica. Vê-se que é um esforço que já foi feito antes para culminar nesse Congresso. Vê-se o trabalho que vem sendo feito, dia por dia, e isso vai ser muito importante para o Sínodo”, finalizou.

Nesta terça-feira (5), último dia do Congresso Internacional de Educação Católica, a programação segue com palestras sobre a mística do educador católico e a corresponsabilidade entre família e escola.

Clique aqui e confira outros registros do 4º dia de Congresso.

*Colaboração: Monalisa Lima

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