Papa: “Palavras da Escritura, sob ação do Espírito, tornam-se luminosas”

Papa em Audiência geral/Foto: Vatican Media

O Papa Francisco prosseguiu com o ciclo de reflexões sobre o Espírito Santo na Audiência Geral desta quarta-feira (12). Em sua catequese, falou sobre como o Espírito inspirou os relatos presentes na Sagrada Escritura, atuando na obra de revelação de Deus.

No início de sua fala, o Pontífice explicou que o Espírito Santo guia a Igreja em direção a Cristo. “Esta é a doutrina da inspiração divina da Escritura, que proclamamos como artigo de fé no Credo, quando dizemos que o Espírito Santo “falou pelos profetas’”, sinalizou.

Segundo Francisco, “o Espírito Santo, que inspirou as Escrituras, é também aquele que as explica e as torna perpetuamente vivas e ativas. De inspiradas, torna-as inspiradoras”. O Santo Padre comentou ainda que o Espírito Santo continua a ação de Jesus Ressuscitado, que “abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras” (cf. Lc 24,45).

“Pode acontecer, de fato, que uma determinada passagem da Escritura, que lemos muitas vezes sem nenhuma emoção especial, um dia a lemos em um clima de fé e de oração, e então esse texto de repente se ilumina, nos fala, derrama luz sobre um problema que estamos vivendo, deixa clara a vontade de Deus para nós numa determinada situação”, detalhou o Papa.

Essa iluminação, prosseguiu, se dá pela ação do Espírito, e no centro deste processo “está o acontecimento da morte e ressurreição de Cristo, que cumpre o plano da salvação, realiza todas as figuras e profecias, revela todos os mistérios escondidos e oferece a verdadeira chave para a leitura da Bíblia inteira”.

Alimentar-se da leitura espiritual

O Pontífice frisou ainda que a Igreja é a “intérprete autorizada” da Escritura e a mediadora de seu anúncio. “É sua tarefa ajudar os fiéis e aqueles que buscam a verdade a interpretar corretamente os textos bíblicos”, complementou.

Na sequência, o Santo Padre apontou a lectio divina como uma forma de ler espiritualmente a Palavra de Deus. Trata-se de dedicar um pouco de tempo do dia à leitura pessoal e meditativa de uma passagem da Escritura.

“E isso é muito importante: todos os dias, tire um tempo para ouvir. Se tiver muito tempo: medite, leia uma passagem das Escrituras”, aconselhou Francisco, indicando ainda que todos tenham sempre consigo um “Evangelho de bolso”. “Assim”, acrescentou, “quando você estiver na rua ou quando estiver um pouco livre, pegue-o e leia alguma passagem. Isso é muito importante para a vida”.

Dimensão comunitária

Contudo, ressaltou o Papa, a leitura espiritual da Escritura por excelência se realiza na Liturgia, em comunidade. Neste contexto, destacou a importância da homilia, que “deve ajudar a transferir a Palavra de Deus do livro para a vida”.

Além disso, deixou algumas recomendações aos sacerdotes. “A homilia deve ser curta: uma imagem, um pensamento e um sentimento. A homilia não deve durar mais de oito minutos, porque depois desse tempo, a atenção se perde e as pessoas dormem, e têm razão. Uma homilia deve ser assim”, orientou.

Por fim, o Pontífice declarou que, entre as muitas palavras de Deus que são ouvidas todos os dias na Missa ou na Liturgia das Horas, há sempre uma que é dirigida em particular a cada um. “Acolhida no coração, pode alegrar o nosso dia e animar a nossa oração. Trata-se de não deixá-la cair no vazio”, concluiu.

Fonte: Site Canção Nova

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