Papa Francisco: 50 anos de sacerdócio dedicados ao povo e à Igreja

0

Ocupando há seis anos a Cátedra de Pedro, o padre jesuíta de origem argentina, hábitos simples e predileção pelos pobres completa, nesta sexta-feira (13), 50 anos de sacerdócio. O então Jorge Mario Bergoglio foi ordenado padre em 13 de dezembro de 1969, quatro dias antes de completar 33 anos. Desde então, foram cinco décadas dedicadas à edificação da Igreja de Pedro, de amor aos pobres e de entrega para uma vida digna aos preferidos de Deus.

Ordenado pelas mãos de Dom Ramón José Castellano, Papa Francisco demonstra, desde o início de seu pontificado, preocupação e cuidado com a vida sacerdotal do clero. Por meio de documentos, audiências, visitas, viagens, discursos, mensagens e homilias, o Santo Padre anima o ministério e orienta a vida dos presbíteros católicos e dos vocacionados.

Sobre o sacerdócio, em 2014, o Pontífice alertou para a falsa visão de quem o considera uma profissão. “Isso não faz bem à Igreja. Estejam atentos a não cair nisso!”, frisou na época. No mesmo ano, o Papa chamou atenção dos presbíteros para o acolhimento, característica que deve ser encontrada no sacerdócio.

Também em 2014, durante encontro com sacerdotes da Diocese de Cassano, no sul da Itália, Francisco compartilhou a alegria de ser padre: “Uma surpresa sempre nova de ter sido chamado pelo Senhor Jesus a segui-Lo, estar com Ele, ir com os outros levando Ele, sua palavra e seu perdão…”. Aos sacerdotes, o Santo Padre pediu a vivência da ‘beleza da fraternidade’ e alertou para a cultura do egocentrismo e do individualismo pastoral que assola muitas dioceses.

“Apóstolos da alegria” é o que devem ser os sacerdotes, de acordo com o Santo Padre. O Pontífice alertou que não é normal que um padre seja frequentemente triste, nervoso ou duro de caráter. “Não está bem e não faz bem, nem ao padre, nem a seu povo. Nós, sacerdotes, somos apóstolos da alegria, anunciamos o Evangelho, a ‘boa nova’”.

Em 2015, Francisco afirmou que um padre jamais pode perder suas raízes ou esquecer onde Cristo o chamou. Aos formadores, presentes nos seminários, o Pontífice destacou que nunca podem esquecer que cada padre tem uma história pessoal que deve ser considerada na hora da formação. “Ele [presbítero] é um homem do povo e da cultura que o geraram”, afirmou. De acordo com o Santo Padre, as raízes ajudam os sacerdotes a recordarem quem são e onde Cristo os chamou.

A relação com Cristo é construída por meio da oração e o fruto mais maduro desta prática é sempre a caridade, sublinhou o Papa aos seminaristas. Em 2016, o Pontífice afirmou que é importante que os futuros sacerdotes entendam que pertencer a Cristo significa ir ao encontro dos excluídos e marginalizados, experimentar a beleza da fraternidade, e ser canal do amor de Deus com humildade e inteligência. “Não é importante a quantidade das vocações sacerdotais, mas a sua qualidade e formação”, reforçou.

Mensagem do Presidente da CNBB ao Papa

Para celebrar a data, o Arcebispo de Belo Horizonte (MG) e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Walmor Oliveira de Azevedo, publicou um vídeo no qual afirma que trata-se de meio século de vida dedicada ao povo de Deus como sacerdote. Dom Walmor ressalta que a vocação do Papa Francisco é um dom a serviço da Igreja e do mundo para ajudar a superar os desafios do terceiro milênio.

A simplicidade, marca do Papa Francisco segundo dom Walmor, torna-se um farol, luz que permite a cada pessoa enxergar um caminho a ser seguido no atual contexto que exige a adoção de novos hábitos alicerçados nos parâmetros da ecologia integral e do Evangelho. Para dom Walmor, é pelas atitudes coerentes de Francisco e por sua simplicidade que o mundo se transforma. Dom Walmor convida todos a rezar pelo Santo Padre e por seu pontificado.

Veja o vídeo na íntegra:

*Com informações dos sites da Canção Nova e da CNBB

Conteúdo Relacionado
X