Papa confia os doentes de todo o mundo à proteção de Nossa Senhora

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Na Solenidade da Imaculada Conceição, celebrada nesta terça-feira, 8 de dezembro, o Papa Francisco não deixou de fazer seu ato de devoção diante da imagem da Virgem Maria, na Praça de Espanha, centro de Roma. De surpresa, ele deixou o Vaticano ao amanhecer e foi rezar no local onde tradicionalmente se realiza o ato.

Para evitar aglomerações, o evento, que normalmente se realiza à tarde, havia sido cancelado. Mas o Pontífice, às 7h, sob chuva, depositou um maço de rosas brancas na base da coluna onde se encontra a imagem de Nossa Senhora. Sozinho, em oração, pediu à Mãe de Jesus que guarde Roma e seus habitantes, confiando a Ela todos os que na cidade e no mundo sofrem com a doença e o desencorajamento.

Segundo uma nota da Sala de Imprensa da Santa Sé, pouco antes das 7h15, o Papa deixou a Praça de Espanha e foi até à Basílica de Santa Maria Maior, onde rezou diante do ícone de Maria Salus Popoli Romani e celebrou a missa na capela do presépio. Logo depois, regressou ao Vaticano.

Angelus: como Maria, estar aberto à graça e dizer “não” ao mal e “sim” a Deus

Após o ato privado de devoção a Maria na Praça de Espanha, em Roma, Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, apesar de dia de outono chuvoso e frio na Capital Eterna.

Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice fez referência à festa litúrgica deste 8 de dezembro em que a Igreja “celebra uma das maravilhas da história da salvação”, que é a da Virgem Maria, “salva por Cristo, mas de uma forma absolutamente extraordinária”, porque Deus quis que “não fosse tocada pela miséria do pecado”. Dessa forma, ao longo da vida terrena, Maria esteve livre de qualquer mancha de pecado e “cheia de graça” (Lc 1, 28).

O Papa, então, recordou o hino que abre a Carta aos Efésios (cf. 1, 3-6.11-12), quando São Paulo nos ajuda a compreender que o ser humano é criado por Deus para a santidade, uma graça, uma “beleza com que Nossa Senhora foi revestida desde o início”, desde o ventre da sua mãe.

“E aquilo que para Maria estava no início, para nós estará no fim, depois de passarmos pelo ‘banho’ purificador da graça. Aquilo que nos abre a porta do paraíso é a graça de Deus, recebida com fidelidade por nós. Contudo, até os mais inocentes foram marcados pelo pecado da origem e lutaram com todas as forças contra as suas consequências. Eles passaram pela ‘porta estreita’ que conduz à vida (cf. Lc 13, 24). […] Irmãos e irmãs, a graça de Deus é oferecida a todos; e muitos dos últimos que estão nesta terra serão os primeiros no céu (cf. Mc 10, 31).”

Francisco alertou, porém, para se abrir à graça de Deus ainda hoje, iniciando um processo de conversão e evitando de enganar a si mesmo, aos homens e ao Senhor: “Cuidado. Não vale a pena ser esperto: adiar constantemente um exame sério da própria vida, aproveitando-se da paciência do Senhor. Ele é paciente, Ele nos espera, Ele sempre está para nos dar a graça. Mas nós podemos enganar os homens, mas a Deus não, Ele conhece os nossos corações melhor do que nós próprios. Aproveitemos o momento presente! Este é o sentido cristão de aproveitar o dia. Não desfrutar da vida no momento fugaz, não, esse é o sentido do mundo. Mas aproveitar o presente para dizer “não” ao mal e “sim” a Deus; para se abrir à sua Graça; para deixar finalmente de se fechar em si próprio, arrastando-se para a hipocrisia. Enfrentar a nossa própria realidade, como somos: assim, somos; reconhecer que não amamos Deus e não amamos o nosso próximo como deveríamos.”

Tudo isso através da conversão, “pedindo primeiro a Deus perdão no Sacramento da Reconciliação, e depois fazendo reparações pelo mal feito aos outros”, indicou o Papa, ao finalizar: “Mas sempre abertos à graça: o Senhor bate à nossa porta, bate ao nosso coração para entrar conosco em amizade, em comunhão; para nos dar a salvação. E essa, é para nós, a forma de nos tornarmos ‘santos e imaculados’. A beleza não contaminada da nossa Mãe é inimitável, mas ao mesmo tempo nos atrai. Vamos nos confiar a ela, e digamos de uma vez por todas ‘não’ ao pecado e ‘sim’ à Graça.”

*Fonte: Site do Vatican News

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