O segundo dia de Francisco na Eslováquia

Papa Francisco mostra a uma criança eslovaca como cruzar as mãos em oração / Foto: Vatican Media
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Um resumo do segundo dia da peregrinação do Pontífice à Europa Central: do encontro com a presidente eslovaca Zuzana Čaputová, as autoridades civis e o corpo diplomático, ao encontro na Catedral com bispos, sacerdotes, religiosos (as) e catequistas. Após, a saudação às Missionárias da Caridade e seus hóspedes no Centro Belém e o abraço à comunidade judaica do país.

Imagens exclusivas do Vatican Media:

As boas-vindas e a programação do dia

O primeiro compromisso da segunda-feira foi no Palácio Presidencial com a cerimônia de boas-vindas, após sua visita à Presidente Čaputová. Em seguida foi realizado um encontro com as autoridades políticas e religiosas, a sociedade civil e o corpo diplomático. Uma mensagem capaz de tocar o coração da Europa. A manhã terminou na Catedral de São Martinho onde o Papa se encontrou com os bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas, seminaristas e catequistas. À tarde, a visita ao Lar Centro de Belém, onde as Irmãs da Caridade cuidam dos desabrigados que aqui encontram ajuda e conforto. Seguido pelo esperado encontro com a comunidade judaica eslovaca que sofreu atrocidades e violências durante a Segunda Guerra Mundial.

Ali, Francisco assinou o Livro de Honra onde deixou a seguinte mensagem: “Peregrino em Bratislava, abraço com afeto o povo eslovaco e rezo por este país de raízes antigas e com rosto jovem, para que seja uma mensagem de fraternidade e de paz no coração da Europa”.

Após, no Salão Verde, seguiu-se a troca de presentes e a apresentação da família da mandatária eslovaca ao Pontífice. Ao final, dirigiram-se ao jardim do Palácio para o Encontro com as Autoridades.

Eslováquia: um país que renasceu

Depois da queda do comunismo como entidade estatal em 1993 a Eslováquia renasceu – quando se separou da República Tcheca com a qual havia formado a Tchecoslováquia desde 1918 – e faz parte da União Europeia desde 2004 e da Zona Euro desde 2009. Tem uma população de 5,5 milhões de habitantes, 73% são católicos e 4% são greco-católicos, enquanto 13,5% se declaram ateus. Francisco é o segundo papa a visitar o país depois de São João Paulo II, que o visitou em 1990, 1995 e 2003.

“O Papa encontra uma Eslováquia que precisa de força e esperança”, afirma Maria Fabyrova Frisova, jornalista da Agência Nacional Eslovaca e ex-editora do programa eslovaco da Rádio Vaticano, “uma nação que está bastante dividida política e socialmente”. Explica que para muitos esta viagem é algo surpreendente. “Sabe-se que o Papa escolhe, em certo sentido, as periferias, mas na minha opinião poucas pessoas esperavam que o Papa Francisco visitasse a Eslováquia tão cedo. Infelizmente, toda a Viagem Apostólica acontece em um momento em que o número de casos Covid na Eslováquia está aumentando”.

A proximidade com o povo judeu

Após o encontro com as autoridades, os bispos e a Igreja local em Bratislava, o Papa dirigiu um discurso à comunidade judaica do país, na praça Rybné Námestie, simbólica do sofrimento dos judeus eslovacos no século XX – durante o Holocausto foram mortos 105 mil judeus. “O encontro com a Comunidade Judaica – explica Frisova – ocorre alguns dias após 9 de setembro, quando a Eslováquia comemorou o 80º aniversário da adoção do chamado Código Judaico, a medida pela qual os judeus perderam todos os direitos à liberdade. A comemoração do dia foi organizada em várias cidades. “Eu participei da que aconteceu em uma pequena cidade do Leste, onde um sacerdote simbolicamente pediu perdão por todos os erros sofridos durante o Holocausto. Assim, o encontro do Santo Padre com os representantes da Comunidade Judaica foi mais um passo em direção a um caminho comum”.

“A memória não pode nem deve ceder lugar ao esquecimento, porque não haverá alvorada duradoura de fraternidade sem antes se ter compartilhado e dissipado as trevas da noite”. Palavras do Papa Francisco durante o encontro com a Comunidade Judaica da Eslováquia na Praça Rybné. O Papa recordou os sofrimentos do povo judeu e afirmou “a vossa história é a nossa história, os vossos sofrimentos são os nossos sofrimentos.

Fonte: Site Vatican News

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