Missa em honra ao centenário de Chiara Lubich acontece na Catedral

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Aconteceu na manhã deste domingo (26) a missa em honra ao centenário de Chiara Lubich, fundadora do movimento dos Focolares. A Missa foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira e pelo Administrador Paroquial da Catedral Metropolitana, Padre José de Anchieta Moura Lima. Os Diáconos  Waldeci Rodrigues da Silva e Antônio Valentino da Silva Neto serviram ao altar.

Em entrevista, Dom Gil destacou a importância dos ensinamentos de Chiara que propagou a união e o amor em todo o mundo. “Há em nossa cidade um bom grupo de pessoas do movimento dos Focolares. Nós queremos com eles fazer e celebrar a unidade, agradecendo a Deus a presença deste carisma que nos ensina a amar a todos, a receber o sofrimento como Jesus abandonado e a criar um mundo de irmãos guiados pelo amor que vem de Deus.”

O Pastor dedicou a Missa em honra ao centenário e também à beatificação de Chiara Lubich. “Para nós é uma alegria celebrar este nascimento, pedindo a Deus a beatificação e a canonização de Chiara, para que seu carisma se propague no mundo inteiro,” e completou, “Chiara deixou-se guiar muito e exclusivamente pela palavra de Deus”

Durante a homilia, o Arcebispo destacou que as leituras do dia dialogavam com a vida de Chiara Lubich e lembrou que o III Domingo do Tempo Comum foi instituído como Domingo da Palavra de Deus, pelo Papa Francisco.

Biografia

A fundadora do Movimento dos Focolares, Chiara Lubich, nasceu em 22 de janeiro de 1920, em Trento, norte da Itália, mas foi batizada com o nome de Silvia. Em 1943, atraída pela escolha de vida radical de Santa Clara de Assis, tornou-se Terciária Franciscana. Em 7 de dezembro, doou-se para sempre a Deus mediante o voto de castidade. No ano seguinte, após um violento bombardeio durante a guerra, sua família teve que fugir de Trento, mas Chiara decidiu permanecer. Com suas primeiras companheiras, dividiu um apartamento, na praça dos Capuchinhos, onde nasceu o Movimento dos Focolares.

Desde então, começou a aumentar o número de suas companheiras e companheiros. Por isso, durante o verão, começou a reuni-los, entre as montanhas das Dolomitas, dando origem assim às famosas “Mariápolis”, cujo nome significa “cidade de Maria”.

A partir de 1961, Chiara começou a compartilhar a sua vida comunitária com outras pessoas, queriam conhecer a espiritualidade evangélica.  Um ano depois, o Papa João XXIII aprovou o Movimento, que recebeu o nome de “Obra de Maria”.

Movimento dos Focolares

Chiara Lubich fundou assim o Movimento dos Focolares, difundido em 182 países, cujo carisma é a espiritualidade da unidade, com o objetivo de atuar, concretamente, contribuir para a atuação da oração de Jesus: “Para que todos sejam uma coisa só”.

Desta forma, Chiara Lubich se tornou uma figura carismática, conhecida pela sua incansável obra em favor da comunhão, da fraternidade e da paz entre as várias Igrejas diferentes, entre os fiéis de outras confissões religiosas. Assim, a espiritualidade dos Focolares tornou-se um estilo de vida novo em nível civil, econômico e político.

Chiara Lubich recebeu inúmeros títulos e condecorações, nacionais e internacionais; manteve uma profunda amizade com diversos Papas, autoridades e líderes religiosos, políticos e civis.

Após uma longa enfermidade, a fundadora do Movimento dos Focolares faleceu em 14 de março de 2008, na sua residência em Rocca di Papa, nas proximidades de Roma.

 

*** Com informações do site Vatican News

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