Missa de Envio fortalece jovens missionários que levarão fé, esperança e partilha à Amazônia

No último domingo, 21 de junho, a Arquidiocese de Juiz de Fora celebrou, na Catedral Metropolitana, a Missa de Envio dos jovens missionários que seguirão para a Paróquia São Martinho de Lima, na Diocese de Óbidos (PA). A celebração marcou o início de mais uma experiência missionária na Amazônia, realizada no contexto do Projeto Igrejas Irmãs, que há décadas fortalece os laços de comunhão, solidariedade e evangelização entre as duas Igrejas particulares. Neste ano, os jovens terão a oportunidade de vivenciar de perto a realidade amazônica, levando a presença da Igreja e, ao mesmo tempo, enriquecendo sua própria caminhada de fé por meio do encontro com as comunidades locais.

A celebração foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Marco Aurélio Gubiotti, que durante a homilia refletiu sobre o chamado missionário a partir da experiência do profeta Jeremias e do envio dos discípulos por Jesus.

Dom Marco Aurélio destacou que a missão nasce da iniciativa de Deus e exige disponibilidade daqueles que são chamados. Assim como Jeremias, que reconheceu ter sido escolhido pelo Senhor desde antes do seu nascimento, os cristãos também são convidados a assumir com coragem a responsabilidade de anunciar a Palavra de Deus.

Dirigindo-se especialmente aos jovens que partirão para a Amazônia, o arcebispo recordou que é natural sentir insegurança diante de uma experiência tão desafiadora. Questionamentos sobre onde dormir, como será a alimentação, a adaptação à realidade local e os desafios do cotidiano fazem parte da experiência de quem se coloca a serviço da missão.

Foi então que ele recordou uma das expressões mais marcantes do Evangelho proclamado naquele dia: “Não tenhais medo.”

Segundo Dom Marco, a confiança em Deus é a característica fundamental de todo missionário. “A expressão mais genuína da fé é a confiança em Deus. Não confiar apenas em si próprio, mas acreditar que o Senhor que chama e envia também cuida, acompanha e sustenta a missão”, destacou.

O arcebispo também lembrou que ninguém parte para uma missão apenas para ensinar. Pelo contrário, a experiência missionária é marcada pela troca de vivências e pelo aprendizado mútuo.

“Tenho certeza de que vocês voltarão com melhores condições de viver a própria fé. Será uma experiência intensa de aprendizado da vontade de Deus, da vida de fé e do testemunho daquele povo”, afirmou.

Expectativa de quem parte para a missão

Entre os jovens enviados, o sentimento predominante é de alegria, expectativa e abertura para viver uma experiência transformadora.

A missionária Brenda Sebastiana Gomes Fonseca destacou o desejo de conhecer mais profundamente a realidade das comunidades amazônicas.

“A expectativa é conhecer um pouco melhor a fé das pessoas de lá. Eles têm uma vivência diferente da nossa e acredito que isso pode reavivar a minha própria fé. Também será uma oportunidade de conhecer uma cultura diferente e levar essa experiência para outras ações missionárias que realizamos aqui na Arquidiocese.”

Já Bernardo da Silva Brigolini Porfírio, que participará da missão pela primeira vez, ressaltou a riqueza da troca de experiências proporcionada pela vivência missionária.

“Está sendo uma preparação espiritual muito grande. No começo a gente não sabe o que esperar, mas a expectativa só vai crescendo conforme as experiências compartilhadas. Tenho certeza de que será uma missão que dará muitos frutos. Ao mesmo tempo em que vamos anunciar a Palavra, também aprenderemos com aquele povo, sua cultura, sua fé e suas vivências.”

Bernardo também destacou que a experiência será uma oportunidade de crescimento humano e espiritual.

“É sempre uma aventura, porque a gente nunca sabe exatamente o que esperar. Vamos conviver com uma nova realidade, conhecer novos costumes e construir uma relação de fraternidade com as comunidades. Acredito que será uma experiência enriquecedora para todos nós.”

Formação e preparação dos missionários

A coordenadora da Comunidade Jovens Missionários Continentais (JMC), Ana Maria Roberto, ressaltou a importância da missão tanto para os jovens quanto para toda a Arquidiocese.

Segundo ela, embora não seja a primeira vez que jovens da Arquidiocese participem da missão em Óbidos, cada nova edição representa uma oportunidade única de encontro com uma realidade diferente e de aprofundamento da própria fé.

“É um momento muito especial para a nossa Arquidiocese e também para o Projeto Igrejas Irmãs. Os jovens vão para levar o amor de Cristo, anunciar a Boa Nova e também para serem evangelizados. É uma experiência muito rica, porque vemos Cristo nas pessoas que encontraremos lá e elas também veem Cristo em nós.”

Ana Maria destacou ainda que os missionários passaram por uma intensa preparação espiritual ao longo dos últimos meses.

“Os jovens tiveram encontros mensais de formação, oração e preparação para que pudessem viver esse momento tão especial representando a nossa Arquidiocese.”

Anunciar o Evangelho sem medo

Ao final da celebração, Dom Marco voltou a refletir sobre a mensagem central do Evangelho e sobre a importância da confiança para quem se coloca a serviço da evangelização.

Em entrevista, o arcebispo afirmou que a missão cristã é bem vivida quando os discípulos acolhem o convite de Jesus para anunciar a Boa Nova sem medo, confiando plenamente no amor e na providência de Deus.

“Tivemos a alegria de enviar estes jovens para a missão e refletir com eles sobre a necessidade de confiar. Jesus nos pede para não termos medo. Nossa missão é anunciar a alegria do Evangelho com o coração cheio de confiança no amor, na providência e na misericórdia do Senhor.”

Movidos por essa confiança e pelo desejo de servir, os jovens missionários seguem rumo à Paróquia São Martinho de Lima, em Óbidos, levando consigo a fé, a esperança e a fraternidade da Igreja de Juiz de Fora.

Notícias

Instagram

Facebook

Veja Também

Veja Também