Membros da Comissão Arquidiocesana de Bens Culturais visitam obras da Catedral

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A primeira reunião de 2020 da Comissão Arquidiocesana de Bens Culturais da Igreja foi realizada na noite da última segunda-feira (10). O encontro, que sempre ocorre nas dependências do Edifício Christus Lumen Gentium, desta vez aconteceu na Catedral Metropolitana por decisão do Arcebispo, Dom Gil Antônio Moreira.

*Dom Gil foi o responsável por explicar o processo de restauração da Catedral aos visitantes

A iniciativa se deu por conta da fase final das obras de restauro do templo religioso. “A Comissão de Bens Culturais está acompanhando o restauro da Catedral desde o começo. Nos primeiros dias ela esteve aqui reunida também, durante o caminhar veio mais uma vez visitar as obras e, agora, que nós estamos na fase final, eu quis convocar a reunião aqui. É a última visita que a Comissão faz reunida para verificar todo o processo do restauro e o que falta ainda para terminar, durante estas próximas semanas”, explicou o Pastor.

Fundada em 2010, a Comissão Arquidiocesana é composta de engenheiros, arquitetos, advogados e outros profissionais com conhecimento e experiência acerca de edificações e reformas. É a partir do aval do grupo que o Arcebispo autoriza, ou não, petições feitas pelos padres. “É ela que aprova os projetos de construção, de modificação, de restauro de qualquer igreja da nossa Arquidiocese”, comentou.

*Os visitantes prestaram atenção em cada detalhe da igreja

A revitalização da pintura artística interna da Catedral de Juiz de Fora teve início em 2016, tendo como principal objetivo estabilizar e reintegrar as obras originais. Segundo Dom Gil, a parte baixa da igreja estava pintada com tinta branco-gelo, que dava um aspecto de muita frieza ao espaço sagrado. “Sempre nos incomodou aquele tipo de pintura, não sabemos por que que houve essa decisão. A referida pintura branca e também as pinturas artísticas do teto já estavam bastante danificadas pela ação do tempo, pedindo reforma. Procuramos fazer uma prospecção para saber o que estava por trás dela e encontramos, do lado esquerdo de quem entra na igreja, uma parte muito elaborada, e do lado direito, praticamente nada. Então empreendemos a restauração, depois da aprovação do Conselho Paroquial, do Conselho da Arquidiocese e da Comissão de Bens Culturais, com a concepção de espelhar o que encontramos do lado esquerdo para o lado direito”.

*Depois da visita à Catedral, os membros da Comissão de Bens Culturais reuniram-se para tratar de outros temas

A finalização dos trabalhos está prevista para o início de março e, somente a partir da entrega das obras pelo seu coordenador, Marcos Monteiro, é que será definida uma data para a inauguração da pintura. Além disso, outro importante lançamento marcará o primeiro semestre de 2020 da principal igreja da Arquidiocese de Juiz de Fora: a Jornalista e Pesquisadora Rita Couto está produzindo, a pedido do Arcebispo Metropolitano, um livro sobre a história da Catedral e da crença em seu padroeiro.

“A devoção a Santo Antônio em Juiz de Fora remonta ainda ao tempo do Brasil Colônia, na década de 1740, quando é construída aqui a primeira capelinha dedicada a ele, mas ainda do outro lado do Rio Paraibuna. Somente cem anos depois, na década de 1840, nós vamos ter uma primeira igrejinha no local onde nós temos a nossa Catedral. Ela começou como uma capela muito singela, até porque a cidade estava no momento do seu nascimento, e foi crescendo juntamente com a cidade. Depois, no ano de 1924, com a criação da Diocese de Juiz de Fora, foi transformada em Catedral, mas ainda sem essa aparência física que nós conhecemos hoje. Somente na década de 1950 é que foram feitas obras que fizeram com que a igreja tivesse esse formato, esse volume que nós conhecemos”, adiantou Rita, que compõe a Comissão de Bens Culturais e já tem livros dedicados às igrejas São Pedro e Santa Ana, ambas localizadas na Cidade Alta.

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