II Sínodo Arquidiocesano: primeira Sessão Sinodal reúne missionários de Juiz de Fora e do interior

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O último sábado, 8 de fevereiro, marcou o início efetivo do II Sínodo Arquidiocesano. A primeira Sessão Sinodal, realizada no Edifício Christus Lumen Gentium, contou com a presença de cerca de 250 pessoas, entre leigos, padres, diáconos e religiosos. O Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, conduziu os trabalhos.

*Dom Gil abençoa guarita, portões e muros no espaço conhecido como “Colina da Fé”

Após o café da manhã de acolhida, os missionários sinodais – como serão chamados os representantes de paróquias, vicariatos, novas comunidades, pastorais, movimentos e associações – reuniram-se na entrada do terreno que abriga o Seminário Santo Antônio, o prédio da Cúria e o Lar Sacerdotal. Os portões, as pinturas dos muros e a guarita, reformados nos últimos meses, foram abençoados por Dom Gil.

Do local, saiu uma caminhada orante até a entrada do Seminário, símbolo da formação dos presbíteros, diáconos e leigos de nossa Igreja Particular. Durante toda a procissão foi levada a réplica da imagem de Nossa Senhora em Saída, produzida pelo Movimento dos Focolares inspirado no pedido de uma “Igreja em Saída” feito por Papa Francisco. Na chegada, o Arcebispo de Juiz de Fora foi presenteado pelos padres com uma Cruz Peitoral com o símbolo do II Sínodo. O Secretário-executivo de Pastoral e coordenador desta iniciativa pastoral, Padre Everaldo José Sales Borges, teve a incumbência de entregar a lembrança.

*Dom Gil ganhou uma Cruz Peitoral em celebração aos seus dez anos na Arquidiocese JF

“Nós tivemos a intenção de marcar os dez anos que ele está na nossa Arquidiocese e foi um presente dos padres, que fizeram uma oferta pessoal. É a cruz que está na logomarca do Sínodo: se observada bem de pertinho, percebe-se que aqueles raios que aparecem na cruz é um conjunto de pessoas de mãos dadas. São os padres ao redor do bispo, é a Igreja ao redor do bispo, é o bispo integrado com todo o seu povo”, contou Padre Everaldo.

A última parada do cortejo foi a entrada do prédio da Cúria, onde os presentes receberam sacolas contendo uma camisa que os identificarão como missionários sinodais. A sessão aconteceu no Auditório Mater Ecclesiae e foi iniciada com testemunhos de voluntários que atuam na Obra dos Pequeninos de Jesus e na Fazenda da Esperança.

Logo após, houve explanação de Dom Gil, que explicou o significado de Sínodo. “Caminhar juntos é aquilo que identifica o espírito sinodal. O que nós estamos iniciando aqui agora, ou reiniciando, é todo um esforço de caminhada, caminhada de Igreja. O Concílio Vaticano II definiu a Igreja como ‘o povo de Deus em marcha’. Jesus vai à frente e nós todos vamos atrás, unidos. Todos nós temos um sacerdócio batismal e a partir daí vai crescendo na nossa Igreja essa consciência sinodal”. O Arcebispo ainda ressaltou o motivo de sua realização. “Para que a gente possa melhorar sempre nossa Igreja, nunca ficar parado, mas sempre melhorar, porque nós, na verdade, somos missionários de Cristo. Ele nos enviou para evangelizar, e evangelizar não é outra coisa senão levar Jesus para as pessoas”.

A parte da manhã ainda contou com momento de espiritualidade bíblica conduzido pelos professores Davi Maçaneiro e Mariana Venâncio. Eles abordaram o lema do II Sínodo – “Proclamai o Evangelho pelas ruas e sobre os telhados” (cf. Mt 10,27) – com base no documento “Sinodalidade e missão na vida da Igreja”.

*Dom Eduardo falou sobre os principais desafios da Igreja na atualidade

Após o almoço, as atividades foram retomadas com uma palestra do Arcebispo Emérito de Sorocaba, Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, sobre o tema “Um olhar sobre a Realidade Urbana e seus desafios Pastorais – A Igreja de Juiz de Fora diante da urbanização”. O Bispo, filho da Arquidiocese de Juiz de Fora, se baseou no Documento de Aparecida e nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

Dom Eduardo apontou o principal desafio da Igreja nos dias atuais. “A presença naquilo que São João Paulo II chamou dos areópagos modernos: universidades, colégios, instituições que cuidam de saúde, uma série de espaços onde a religião já não se faz mais presente como estava numa sociedade rural. Hoje, nas cidades, tem-se espaços mais diversos, formas de pensar, formas de viver, e a Igreja tem que encontrar meios de se fazer presente”.

*Padre Dondici (à esquerda) e Padre Everaldo (à direita)

Em seguida, o Assessor Teológico do II Sínodo, Padre Geraldo Dondici Vieira, e o Secretário-executivo de Pastoral e Coordenador do II Sínodo, Padre Everaldo José Sales Borges, conduziram explicação prática sobre o trabalho dos missionários sinodais. Durante sua fala, Padre Dondici encorajou os presentes. “Devemos encontrar no Sínodo um lugar para crescer na fé”. E completou: “Essa é uma oportunidade que temos de oferecer à nossa Igreja um caminho, uma luz”.

Padre Everaldo, por sua vez, ressaltou que o Sínodo é feito pelo esforço espiritual e pastoral dos leigos e consagrados, que representam as forças vivas da Igreja de Juiz de Fora. Os missionários sinodais devem ser elo de ligação: dar notícias do andamento dos trabalhos em suas respectivas comunidades e, ao mesmo tempo, levar à Comissão Sinodal as reações do lugar onde estão atuando.

O sacerdote também explicou a dinâmica do II Sínodo. “Esta é a primeira de uma série de sessões que vão acontecer ao longo do ano, mais direcionadas à cidade de Juiz de Fora. Ela acontece para nós nos conhecermos, nos inteirarmos do que vai ocorrer ao longo do ano e em 2021, porque o Sínodo vai acontecer em duas fases: a primeira na cidade de Juiz de Fora e a segunda, no ano que vem, nas cidades do interior da Arquidiocese. A sessão de hoje é uma motivação geral para a gente fazer a caminhada sinodal, tanto na cidade quanto no interior”.

*Leigos e consagrados acompanharam com atenção as formações e orientações do dia

De acordo com o Secretário do II Sínodo, Padre Vanderlei Santos de Sousa, CSsR, nas próximas sessões sinodais os missionários terão contato com os questionários respondidos por paróquias, escolas e instituições em 2019. “Esses questionários nos voltaram quais os apelos, as necessidades, os desafios que a Igreja de Juiz de Fora tem enfrentado nos últimos dez anos. Nas próximas sessões sinodais nós vamos estudar esse material com os missionários e, a partir desses estudos, vamos estabelecer as prioridades que a Igreja de Juiz de Fora vai assumir enquanto seu trabalho evangelizador daqui para frente”.

A primeira Sessão Sinodal, para Padre Vanderlei, também teve o objetivo de despertar nos missionários a consciência de saber corresponder com diálogo aos apelos que chegam da sociedade. “Qual é a realidade da Igreja hoje, quais são os desafios que a Igreja tem enfrentado, onde a Igreja está presente, como ela tem respondido a esses desafios e como a cidade, como o mundo hoje apela, ou provoca, a nossa evangelização”.

*O Arcebispo de Juiz de Fora abençoou e aspergiu água benta nas cruzes entregues aos missionários sinodais

A Sessão Sinodal foi encerrada com a bênção e entrega, aos missionários, das cruzes sinodais. O segundo encontro está marcado para o dia 7 de março, no auditório do Seminário Santo Antônio, sendo voltado para os voluntários de Juiz de Fora.

Missionários Sinodais

O grupo de Missionários Sinodais é composto de sacerdotes, diáconos, religiosos e leigos, que representam paróquias e grupos de Juiz de Fora e do interior. O Vigário Episcopal para a Família, Padre Laureandro Lima da Silva, que também é o Administrador da Paróquia São João Paulo II, do Bairro Nova Era, afirma que o Sínodo vai despertar a Igreja local para ter um olhar sempre renovado no campo da evangelização. “O Sínodo vem como uma grande força para a gente otimizar os nossos trabalhos, desenvolver atividades e, sobretudo, trabalhar a dimensão missionária da Igreja. Então nós queremos que a nossa Igreja de Juiz de Fora possa trabalhar na obra da evangelização, chegar às pessoas, levar a boa notícia, estar presente junto às famílias, jovens, adolescentes”.

Já o Pároco da Paróquia São Pedro Apóstolo, de Pequeri (MG), Padre Ivanir Pedrosa Pereira, comenta que as discussões acerca da realidade urbana afetam diretamente as cidades do interior. “Muitas pessoas que moram no interior trabalham nos grandes centros urbanos. Então, essa mobilidade e a questão do próprio pensamento, das transformações sociais e tecnológicas acontecendo, influenciam também o pensamento e o direcionamento nas pequenas e médias cidades”.

A leiga Júlia Henrique Gomes, Atendente da Paróquia Santo Antônio de Goianá (MG), conta que o aprendizado da primeira Sessão Sinodal será replicado junto aos fiéis de sua cidade. “É um conhecimento a mais que a gente está tendo. É importante eu estar aqui para também levar esse conhecimento para o povo de Goianá. Vou tentar chegar lá e repassar para o povo, não é só para mim. Eu acho que esse é o papel de todo cristão, pegar as informações e levar para todos, evangelizar desta forma”.

Próximos eventos sinodais

1º Retiro Sinodal – Leigos sinodais de Juiz de Fora
29 de fevereiro a 1º de março
Ceflã

2ª Sessão Sinodal – Missionários Sinodais de Juiz de Fora
7 de março, de 8h às 17h
Auditório do Seminário Santo Antônio

Catequese Sinodal – Com o Arcebispo Dom Gil Antônio Moreira
28 de março, de 8h às 12h
Catedral Metropolitana

3ª Sessão Sinodal – Missionários Sinodais de Juiz de Fora
9 de maio, de 8h às 17h
Auditório do Seminário Santo Antônio

4ª Sessão Sinodal – Missionários Sinodais de Juiz de Fora
20 de junho, de 8h às 17h
Auditório do Seminário Santo Antônio

2º Retiro Sinodal – Leigos sinodais de Juiz de Fora
1 e 2 de agosto
Ceflã

5ª Sessão Sinodal – Missionários Sinodais de Juiz de Fora
29 de agosto, de 8h às 17h
Auditório do Seminário Santo Antônio

6ª Sessão Sinodal – Missionários Sinodais de Juiz de Fora
Novembro (dia a definir), de 8h às 17h
Auditório do Seminário Santo Antônio

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