Pastoral do Menor lembra 13 anos do falecimento de Dom Luciano Mendes de Almeida, um de seus fundadores

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Nesta terça-feira, 27 de agosto, faz-se memória dos 13 anos do falecimento de Dom Luciano Mendes de Almeida. O jesuíta foi bispo auxiliar de Dom Paulo Evaristo Arns, em São Paulo, antes de ser nomeado Arcebispo de Mariana, em 1988, onde permaneceu até 2006, quando faleceu aos 75 anos.

Dom Luciano foi também secretário-geral (de 1979 a 1986) e presidente por dois mandatos consecutivos (1987 a 1994) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Seu processo de canonização e beatificação foi concluído a nível diocesano, pela arquidiocese mineira, em junho de 2018, sendo enviado para a Congregação para a Causa dos Santos da Santa Sé.

Relação com a Pastoral do Menor

Entre as marcas que Dom Luciano deixou, segundo a CNBB, destacam-se o dinamismo, a inteligência privilegiada, a dedicação incansável e o testemunho de amor à Igreja. Além disso, foi um dos fundadores e esteve entre os grandes apoiadores do trabalho da Pastoral do Menor.

Recordando-se com carinho da trajetória do agora Servo de Deus, a coordenadora arquidiocesana da Pastoral do Menor, Alessandra Cristina de Castro, também lembra o aniversário de 42 anos de criação da Pamen. “Dom Luciano trazia sempre com ele o provérbio africano ‘gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares pouco importantes, consegue mudanças extraordinárias’. Com a sua intectualidade e, ao mesmo tempo, humildade e carisma, deixou esse legado desafiador para nós mediante um cenário que nos instiga a fazer enfrentamentos em prol da efetivação de políticas públicas para as nossas crianças, adolescentes e suas respectivas famílias”.

Alessandra também destaca a bonita missão dos agentes da Pastoral do Menor. “Somos gente simples e temos a clareza que fazemos muito pouco mediante a esse cenário desafiador, em que estamos perdendo, a cada dia, tantos adolescentes e jovens para o consumo e comercialização das drogas. Mas temos fé e acreditamos que, através das nossas ações afetivas e efetivas, sejam elas nos núcleos de base ou na assistência religiosa, podemos acolher, ser presença e provocar mudanças extraordinárias na vida das nossas crianças, adolescentes e suas famílias”.

Hoje, na Arquidiocese de Juiz de Fora, atuam 23 voluntários da Pamen, distribuídos nas paróquias São João Paulo II, no Bairro Nova Era, e Imaculada Conceição, em Benfica, e na Quase-Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Granjas Betânia. “Precisamos ampliar esse número de paróquias e conscientizar a todos sobre a importância do trabalho preventivo e pedagógico que é realizado nos núcleos de base, para que não seja necessária a nossa assistência nos Centros Socioeducativos, onde os adolescentes que cometem ato infracional cumprem a medida socioeducativa”, ressalta a coordenadora da pastoral arquidiocesana.

Saiba mais sobre a Pamen

A Pastoral do Menor é um serviço da Igreja Católica voltado para o atendimento de diferentes situações, como saúde, terra, trabalho, moradia, crianças e adolescentes. O grupo começou em São Paulo, em 1977, tendo como missão a “promoção e defesa da vida da criança e do adolescente empobrecido e em situação de risco, desrespeitados em seus direitos fundamentais”. Seu lema é “Quem acolhe o menor, a mim me acolhe”.

Alicerçada na ação evangelizadora da Igreja no Brasil e orientada pelas Diretrizes Gerais da CNBB, a Pamen tem mística e identidade próprias, além de um projeto político pedagógico cujo objetivo é nortear, promover e defender a vida das crianças e dos adolescentes que se encontram em tais situações. Como acontece nas Pastorais Sociais, é uma missão difícil e silenciosa, mas muito gratificante para quem faz parte.

“Agradecemos a Deus por esta caminhada de 42 anos e pedimos força e sabedoria para continuarmos firmes no propósito de ajudarmos nossas crianças e adolescentes a se tornarem cidadãos de bem e, principalmente, fazerem parte do Reino de Deus”, finaliza Alessandra.

*Com informações dos sites da CNBB, Arquidiocese de Mariana e A12

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