“Entre rosas e espinhos, 25 anos de sacerdócio”: Pe. Erelis celebra Jubileu de Prata em Juiz de Fora

Em uma celebração marcada pela emoção, gratidão e testemunhos de fé, o Pe. Erelis Camilo Resende de Paiva celebrou, na última terça-feira, 28 de abril, seu Jubileu de Prata Sacerdotal, completando 25 anos de ordenação presbiteral. A Missa festiva aconteceu no Santuário São Judas Tadeu, em Juiz de Fora, local carregado de significado para o sacerdote, já que foi ali que ele recebeu a ordenação sacerdotal, em 28 de abril de 2001.

A celebração foi presidida pelo próprio jubilando e concelebrada pelo Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Marco Aurélio Gubiotti; pelo Arcebispo Emérito, Dom Gil Antônio Moreira; além de sacerdotes do clero arquidiocesano, entre eles Monsenhor Luiz Carlos, Pe. Carlos Augusto, Pe. José Domício, Pe. Antônio Camilo — irmão do jubilando —, Pe. Ivair Carolino e Pe. Elílio de Faria.

“O bom pastor conhece suas ovelhas”

Em sua homilia, Dom Gil Antônio Moreira refletiu sobre o Evangelho do Bom Pastor, relacionando-o diretamente à missão sacerdotal. O Arcebispo Emérito destacou que a vocação do padre nasce da escuta da voz de Cristo e da disposição de entregar a própria vida pela Igreja.

“As leituras desta terça-feira da quarta semana da Páscoa são particularmente iluminadoras para esta celebração em que comemoramos, com alegria, os 25 anos de vida sacerdotal do nosso estimado Padre Erelis. A imagem do Bom Pastor, que ama as suas ovelhas e dá a vida por elas, é modelo para todo padre que oferece a si mesmo para conduzir o rebanho de Jesus”, afirmou.

Dom Gil recordou ainda a trajetória simples e dedicada do sacerdote, destacando sua proximidade com os pobres e seu serviço junto ao povo de Deus. “Todos somos testemunhas de sua fé profunda, de sua bondade para com todos, sobretudo para com os pobres e pequeninos de Jesus. Conhecemos sua simplicidade de vida, sua alegria de ser padre e sua disponibilidade para servir”, ressaltou.

Durante a homilia, o Arcebispo também recordou a origem vocacional do sacerdote e a alegria da família por ter dois filhos sacerdotes: Pe. Erelis e Pe. Antônio Camilo. “Feliz é o senhor Olímpio e Dona Tereza, que receberam esta graça de ter dois sacerdotes no rebanho de Jesus”, destacou.

Os “três segredos” do sacerdócio

Ao refletir sobre o ministério presbiteral, Dom Gil citou palavras recentes do Papa Leão XIV durante a Missa do Crisma, destacando três dimensões essenciais da vida sacerdotal: o desapego, o encontro e a perseverança diante da cruz.

Segundo ele, o primeiro segredo é o desapego, inspirado em Cristo que “esvaziou-se de si mesmo”. “O sacerdote é chamado a renunciar não apenas ao dinheiro, mas também ao poder, aos lugares e às vaidades. A alma desapegada é a imagem do sacerdote que Jesus deseja”, afirmou.

O segundo segredo, segundo o Arcebispo, é a capacidade do encontro: com Deus, com os irmãos sacerdotes e com o povo. “A lógica do encontro deve estar presente na vida sacerdotal. O bem nunca nasce da imposição, mas da proximidade, da delicadeza e do serviço”, pontuou.

Já o terceiro segredo é a perseverança diante das provações. “Como Jesus, o sacerdote também pode ser incompreendido. A cruz faz parte do caminho. Mas é justamente ela que nos aproxima de Cristo”, disse.

Ao final, Dom Gil dirigiu palavras de carinho ao jubilando e recordou o dia de sua ordenação sacerdotal, celebrada no mesmo santuário há 25 anos. “Toda esta Igreja particular quer hoje elevar a Deus ações de graças por estes 25 anos de vida sacerdotal”, concluiu, sendo seguido por uma calorosa salva de palmas dos fiéis presentes.

“Um momento de ação de graças”

Também presente na celebração, Dom Marco Aurélio destacou o significado espiritual do jubileu sacerdotal, comparando a data às bodas de prata celebradas pelos casais.

“É um momento muito especial na vida do padre quando ele celebra 25 anos de sacerdócio. Ele olha para trás e relembra desde o primeiro chamado, passando pela ordenação diaconal e sacerdotal. Passa um filme diante daquele que celebra este dia”, afirmou.

O Pastor Arquidiocesano ressaltou ainda que as dificuldades vividas ao longo da caminhada sacerdotal são iluminadas pela fé e pelo mistério pascal de Cristo. “Quando o bispo entrega o cálice e a patena ao novo sacerdote, diz para ele conformar sua vida ao mistério da cruz de Cristo. Assim, as dificuldades se tornam oportunidade de viver a vocação e a missão de seguir Jesus também na paixão e na cruz, para com Ele ressuscitar”, explicou.

A devoção a São Judas Tadeu

Em sua mensagem final, Pe. Erelis partilhou seu testemunho vocacional e sua profunda devoção a São Judas Tadeu, santo que acompanha sua caminhada desde a infância. “O que me traz mais alegria é celebrar meus 25 anos aqui no santuário onde fui ordenado. Eu sempre fui devoto de São Judas. Rezei durante 24 anos para vir para cá. São Judas é meu padrinho”, contou.

O sacerdote recordou que ainda menino experimentou graças atribuídas à intercessão do santo e que, desde o seminário, alimentava o desejo de ser ordenado no Santuário São Judas Tadeu. “Quando entrei para o seminário, ganhei uma pequena imagem de São Judas com uma oração. Eu rezava todos os dias e dizia que, se um dia fosse padre, queria ser ordenado no dia 28 e no santuário dele”, contou.

Pe. Erelis também recordou um grave acidente sofrido no início deste ano, quando seguia para o retiro do clero. Segundo ele, viveu naquele momento uma forte experiência da proteção de Deus por intercessão de São Judas.

“Quando o carro saiu da pista, achei que perderia a vida. Então eu disse: ‘Padrinho, se o Senhor quiser me levar, me leve em paz; mas se não quiser, não me deixe cair quebrado’. E ele me salvou. Saí ileso”, testemunhou.

O sacerdote ainda relacionou sua caminhada sacerdotal à imagem das rosas e dos espinhos, inspirando-se em uma mensagem recebida na madrugada do dia do jubileu.

“As rosas são lindas, mas para alcançá-las precisamos passar pelos espinhos. Assim foram meus 25 anos de sacerdócio: muitas flores, mas também espinhos. E hoje quero agradecer tanto às rosas quanto aos espinhos, porque ambos fizeram parte da minha caminhada”, refletiu.

Pe. Antônio Camilo e Pe. Erelis
“Uma árvore só dá frutos se tiver raízes sólidas”

O Pe. Antônio Camilo de Paiva, irmão do jubilando, também prestou homenagem ao sacerdote, recordando as raízes religiosas da família. “Uma árvore só dá frutos se tiver raízes sólidas. Nosso bisavô era sacristão e hoje nossa família tem sacerdotes servindo à Igreja. Para mim, como irmão mais velho, é uma honra celebrar os 25 anos de vida sacerdotal do Pe. Erelis”, afirmou.

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