Encerra-se hoje a 59ª Assembleia Geral da CNBB: dever cumprido

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Encerram-se nesta sexta-feira os trabalhos da 59ª Assembleia Geral da CNBB que tiveram início no último domingo, 28 de agosto, com a Santa Missa no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Uma semana vivida de forma muito intensa com orações, encontros e votações de vários documentos.

Um clima de muita alegria e fraternidade marcou as atividades durante a Assembleia Geral. Abraços, apertos de mãos, risadas, e muita conversa demonstrou que o reencontro fora muito esperado pelos bispos. Depois de dois anos e meio sem reuniões presenciais, devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, o episcopado brasileiro voltou a se reencontrar em Assembleia.

A Assembleia Geral se conclui com o objetivo cumprido, ou seja, a votação de documentos que devido à pandemia e a exigência da presencialidade do Estatuto da CNBB não puderam ser votados durante a primeira etapa da Assembleia Geral.

Foi sem dúvida uma semana vivida na experiência da comunhão como reafirmaram inúmeras vezes os bispos aos microfones da Rádio Vaticano. ”Trabalhamos, oramos e convivemos, nos fortalecemos para servir mais e melhor o povo Deus e a Igreja Católica no Brasil, disseram.

Dom Walmor de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB já na missa de abertura dos trabalhos recordava: “nossos corações não são de gente que participa de uma convenção, mas de servidores do povo de Deus, coração de peregrinos, como o dessas pessoas que aqui nos cercam e que vêm pela fé, porque confiam na proteção da Mãe, Maria. Estamos aqui com o coração de discípulos e missionários”.

Nesta segunda etapa da Assembleia Geral da CNBB diversos temas foram votados e discutidos. O tema central para aprofundamento foi “Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão”. Um caminho que a Igreja está construindo em comunhão com o Papa Francisco e o mundo todo para que a Igreja se torne mais forte e obtenha mais vigor missionário.

Trabalhos do último dia

O primeiro ponto da pauta na manhã dessa sexta-feira, 2 de setembro, na 59ª Assembleia Geral da CNBB, foi o anúncio do resultado das votações realizadas pelos bispos. As votações foram realizadas com cédulas de papel, na qual o bispo escolhia entre as opções: sim, não ou abstenção. Então, as cédulas eram encaminhadas a uma equipe de trabalho, designada pela CNBB, para fazer a contagem dos votos.

O resultado dos escrutínios foi apresentado aos bispos pelo secretário-geral da CNBB, dom Joel Protela Amado. O primeiro anúncio foi a aprovação final da tradução da terceira edição típica do missal romano. Ela obteve 270 votos positivos e uma abstenção. Agora, o texto segue para o Vaticano, para ser submetido à aprovação final pelo Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

O segundo resultado anunciado foi sobre a aprovação do Estatuto da CNBB. A aprovação se deu com 214 votos positivos e duas abstenções. Em seguida foi a vez do Estudo 114, cujo título é: “E a Palavra habitou entre nós” (Jo 1,14): Animação Bíblica da Pastoral a partir das comunidades eclesiais missionárias”. Os bispos aprovaram que o Estudo passe a ser um documento da CNBB com 263 votos positivos, dois negativos e três abstenções.

Por fim, a aprovação do subsídio com os critérios e itinerários para a instituição do Ministério de Catequistas. O texto foi aprovado com 259 votos e cinco abstenções. Cada resultado anunciado foi aclamado pelos bispos com palmas.

Mais tarde, foi divulgada da Mensagem ao Povo Brasileiro, que pode ser conferida no seguinte link (clique aqui)

Última coletiva

A última coletiva de imprensa da 59° Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) contou com a participação dos membros da presidência da CNBB. Na ocasião, eles fizeram um balanço geral dos trabalhos realizados ao longo da semana e apresentaram a mensagem ao povo de Deus, divulgada na manhã dessa sexta-feira, 2 de setembro.

Na ocasião, o arcebispo de Porto Alegre (RS) e primeiro vice-presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, destacou que Assembleia é uma experiência muito bonita de colegialidade. “Acompanhar os bispos, provenientes de várias realidades diferentes, rezando, discutindo. O que conseguimos, eu creio, que é obra de Deus. O desejo de cada um colaborar é imensa”, ressaltou.

Nesse sentido, dom Jaime falou sobre a “Mensagem da CNBB ao povo brasileiro sobre o momento atual”, aprovadas pelos bispos e divulgada nesta sexta-feira, 2 de setembro, na parte da manhã. “Optamos por divulgar uma mensagem ao nosso povo. Um texto sobre esse momento que estamos vivendo que é desafiador”.

“O que nos move é o Evangelho. As alegrias, as angústias de nosso povo são as nossas. E os bispos trazem isso muito presente diante dos olhos e do coração”, enfatizou.

Dom Jaime salientou que a fé traz para os bispos exigências éticas que se traduzem em compaixão e solidariedade e encontram inspiração no Evangelho de Jesus Cristo. Na sequência, o arcebispo destacou os principais eixos da mensagem: família, cuidado com a Casa Comum, com os pobres, a vida, democracia. “Constatamos o descuido com a Casa Comum, a violência latente e crescente entre nós e certamente potencializada pela flexibilização do porte de armas, que não promove o bom convívio entre as pessoas”, afirmou ele.

*Com informações de Vatican News e CNBB

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