Diário de Missão: sacerdote de Juiz de Fora compartilha vivência em Angola

Padre Welington com freis franciscanos em Luanda

Entre 30 de junho e 23 de julho deste ano, o Pároco da Paróquia Divino Espírito Santo e Assessor Arquidiocesano da Pastoral Carcerária, Padre Welington Nascimento, esteve em experiência missionária no país da costa atlântica da África, em Angola. Passando por diferentes cidades, igrejas, conhecendo a diversidade de cultura, culinária e de manifestar a fé, o sacerdote teve uma experiência muito rica e de muito serviço.

Desde os primeiros momentos em território africano, o sacerdote fez registro do serviço do local. Foram muitas missas, confissões, atendimento aos doentes, às famílias. Para registrar tudo isso, criou uma série nas redes sociais de sua paróquia com fotos e descrições das atividades, chamada de Diário de Missão – é possível conferir clicando aqui.

Para além da novidade de conhecer uma cultura diferente, Padre Welington conseguiu observar uma vivência distinta da fé. “É um povo piedoso, que participa. Angola tem a característica da maioria das missas serem na parte da manhã, muito cedo. E muitas comunidades têm que andar bastante para chegar à igreja. Boa parte do povo passa por uma dificuldade para chegar à igreja mais próxima da casa dele, são grandes distâncias e, muitas vezes, estradas de chão, mas isso não impede o povo de rezar. Começam o dia com as missas e, quando estão indo para casa, passam ali na igreja para fazer uma adoração, rezar o terço… A fé do povo é muito forte, participativa, presencial e vivida em tudo que eles fazem”, contou ele.
Ele frisou a participação maciça dos fiéis nas missas, sempre com as igrejas cheias. Além disso, avaliou muito bem sua experiência devido ao povo que encontrou. “Foi uma experiência riquíssima, porque o povo africano é um povo de fé, que reza… muito carinho, acolhedor, inteligente, generoso”, afirmou em entrevista.

Outros momentos em Angola
Apoio e novo projeto

A articulação dessa missão foi feita com o apoio do Regional Leste 2 da CNBB, Dom José Carlos de Souza Campos, presidente do Regional e bispo de Divinópolis, incentivando e buscando se inteirar de cada passo da iniciativa, e também da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, que possui a missão em Angola e acolheu o padre do clero juiz-forano.
Segundo Padre Welington, ele conheceu bispos que gostariam de estabelecer uma parceria com o Regional Leste 2. “Conheci dois bispos e eles querem esse intercâmbio com o nosso Regional e nosso presidente também está muito interessado em conhecer essa realidade, em ver como o Regional pode estar junto com as igrejas da África”.

Pastoral Carcerária

Durante a missão, o Assessor da Pastoral Carcerária pôde conhecer outros sacerdotes que realizam este trabalho junto aos encarcerados e trocar experiências. “A primeira diocese que eu visitei, Viana, tem um grande presídio e uma Pastoral Carcerária forte, organizada. Tem um padre que faz um trabalho muito bonito, muito forte no presídio. Eu não tive a oportunidade de ir ao presídio por conta de datas de visitas, mas conversei bastante com o padre. Já em Malanje, eu visitei um presídio e conversei com o padre assessor. Em Angola existe a pastoral e tem os desafios que a gente também tem aqui. Foi muito interessante conhecer e trocar experiências e ver como eles fazem esse trabalho, foi muito gratificante”, relatou ele.

“Um povo que quer rezar”

Em entrevista, quando questionado sobre a forma demonstrada pelo povo de encarar as dificuldades, o padre acabou contando, através de suas lentes, como são os angolanos. “O que mais me chamou atenção foi no interior, onde a pobreza é maior, mas nem por isso o povo deixa de rezar. Isso é muito bonito. É um povo que quer rezar. […] Você não vê povo angolano angustiado, chorando pelos cantos. É um povo que canta, musical, é um povo feliz, um povo forte, decidido e muito vibrante. Eles têm dificuldade e pobreza, mas não se lamentam, eles correm atrás”.

A evangelização é sempre um processo comunitário ao qual todos os cristãos são chamados, inclusive através de ações missionárias como a relatada. Ademais, o continente africano é o que mais expande a fé católica no mundo, mesmo que ainda não seja a religião majoritária, e isso é uma das motivações para novas missões.

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