Dia de Finados é marcado por celebrações nos cemitérios e homenagens aos falecidos

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Na manhã dessa terça-feira, 2 de novembro, Dia de Finados, dezenas de pessoas participaram das duas Missas celebradas no Cemitério Municipal de Juiz de Fora. Na segunda delas o sol já estava bem forte, o que não impediu que os fiéis presentes demonstrassem a sua fé, procurando sombra embaixo da tenda montada no estacionamento e nas adjacências. A Eucaristia foi presidida pelo Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o juiz-forano Padre Leonardo Pinheiro, e concelebrada pelo Padre Laureandro Lima da Silva. O Diácono Álvaro Shwenck Spindula serviu ao Altar.

Celebração no Cemitério Municipal

Padre Leonardo refletiu sobre o principal sentido da data. “A mensagem de um Deus que nos ama, que nos criou para a vida e nos quer vivos, pertinho d’Ele. Ele manifestou isso para nós através de Seu Filho, Jesus, que nos disse: ‘Eu sou a ressurreição e a vida’. Então, hoje, celebrando essa comemoração de todos os fiéis defuntos, nós fazemos uma profissão de fé pública na vida eterna. Se Cristo ressuscitou, nós também ressuscitaremos com Ele.” O sacerdote afirmou que esse não deve ser um dia de tristeza. “Porque é o dia em que celebramos o grande mistério da nossa fé. A partir do Domingo da Páscoa podemos, com toda certeza, com toda alegria, com toda esperança do nosso coração, dizer que nossos irmãos que já passaram pela morte não estão aniquilados, não estão mortos, mas pelo contrário, estão vivos plenamente em Deus, que criou todos para a vida, e a vida plena n’Ele.”

Dienik Cícero da Silva, do Bairro de Lourdes, participou da Missa juntamente com sua esposa e sogra. “No feriado de Finados, vir ao cemitério visitar o ente querido é também um ato de amor que a gente tem para com aqueles que se foram, e também para sempre manter viva em nós essa fé na feliz ressurreição”, afirmou.

Ao final da Missa, a Coordenadora da Diaconia da Esperança do Cemitério Municipal, Ane Carolina Schuwarten Damasceno, explicou aos presentes o trabalho desenvolvido pelo grupo, cujo número de ministros de exéquias caiu de 22 para 8 durante a pandemia. Ela fez um apelo àqueles que se sentiram tocados pela missão da Diaconia, presente há 25 anos naquele cemitério, para que se unam ao grupo.

Durante o dia, além das missas, as pessoas que passaram pelo Cemitério Municipal puderam participar de orações do terço às 13h, às 15h e às 17h.

Celebração do Parque da Saudade

No Parque da Saudade, bairro Santa Terezinha, o movimento de pessoas também era intenso. A Eucaristia das 15h foi presidida pelo Padre Alessandro de Melo e contou com o auxílio dos Diáconos João Roberto da Silva e Mauri Kirchmaier.

Durante a celebração, Padre Alessandro explicou o significado da celebração, recordando que a palavra “Finados” quer dizer “aquilo que findou”, ele destacou que o dia é uma oportunidade de refletir sobre o modo como cada um vê a morte. “São Francisco de Assis chamava a morte de irmã, porque ele entendia que a morte estava também harmonizando a dimensão da vida, ter respeito pela morte é sinal que a gente respeita, e muito, a nossa vida. Nesse sentido, nosso Senhor diz que todos estarão reunidos na eternidade e felizes. Temos que preparar nossa vida, fazer dela um caminho bonito, viver bem a vida, não se assustar com a morte, integrá-la no nosso cotidiano. A morte não é essa dimensão violenta que, às vezes, é apregoado, não é só a dimensão trágica, mas alguma coisa que está inscrita na nossa condição humana”, esclareceu o sacerdote.

Missa no Parque da Saudade

Durante a homilia, também foi abordado o tema da saudade. “Que a gente possa também fazer memória, pois é também o dia da saudade. E a saudade é algo muito bonito. Depois da dor da perda, se celebramos bem nosso luto, o que surgirá é uma gratidão, que é alegria pelas coisas que a gente viveu e pelo que se transformou a nossa dor”, disse Pe. Alessandro.

Indulgência Plenária

Devido à duração da pandemia do coronavírus, a Penitenciária Apostólica decidiu estender a todo o mês de novembro de 2021 as facilidades decretadas em 22 de outubro de 2020 para lucrar a indulgência plenária no Dia de Finados. É importante recordar que os beneficiários destas indulgências são as almas dos fiéis falecidos que estejam no purgatório: neste caso, não é o fiel vivo que as obtém para si mesmo.

As condições específicas da indulgência por ocasião da data são: visitar piedosamente uma igreja ou oratório e ali recitar o Pai-Nosso e o Credo em qualquer dia do mês de novembro; e visitar um cemitério e rezar pelos defuntos, mesmo que seja apenas mentalmente. Já as condições habituais obrigatórias são: confessar-se, porque, para receber a indulgência plenária, é necessário estar em graça e desapegado de todo pecado; receber a Sagrada Comunhão; e rezar pelo Santo Padre e pelas suas intenções de oração.

*Colaboração: Danielle Quinelato

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