Descendimento da Cruz e Procissão do Enterro levam milhares de fiéis à Catedral Metropolitana

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Durante a tarde dessa Sexta-feira Santa (19), milhares de pessoas passaram pela Catedral Metropolitana de Juiz de Fora para contemplar e rezar diante da imagem de Jesus Crucificado, exposta em frente à igreja. No salão paroquial o movimento também foi grande. Aqueles que por lá passaram puderam velar, olhar mais de perto e até tocar as imagens do Cristo morto e de Nossa Senhora das Dores.

À noite, o adro da Catedral também ficou repleto de fiéis para o rito do descendimento da cruz. O responsável por proclamar o sermão foi o Padre Pitágoras de Paula Bandeira, que deu destaque às últimas palavras pronunciadas por Jesus na cruz antes de entregar o seu espírito. “As sete palavras são as últimas mensagens de amor de Cristo em nome do Pai para a nossa humanidade, para cada um de nós, seus irmãos e irmãs amados, em que ele oferta a sua vida por amor ao Pai, por amor a nós, nos trazendo a salvação. São palavras de amor, de misericórdia, de esperança, palavras ainda atuais que nos consolam e nos entusiasmam na caminhada para segui-Lo”.

Em entrevista, o sacerdote deu destaque a duas frases. A primeira, “Tenho sede” (cf Jo 19,28b): “Cristo tem sede do nosso amor, da nossa presença, do nosso seguimento”, afirmou Padre Pitágoras, que ainda ressaltou a palavra na qual Jesus nos dá Maria como mãe (cf. Jo 19, 26-27). “Maria, Senhora das Dores, que carinhosamente, como mãe, a cada momento da nossa vida, cuida de nós como seus filhos queridos”.

Nos últimos momentos da meditação, os presentes assistiram ao descimento de Jesus da cruz. Primeiro, foi retirada a placa com a inscrição “INRI”; depois, a coroa de espinhos, seguida dos cravos pregados nas mãos e nos pés do Crucificado. Após o canto de Verônica, a imagem do Cristo Morto foi levada para o esquife que acabara de ser abençoado pelo arcebispo metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira.

Carregado por integrantes de pastorais e movimentos da Catedral, o esquife e a imagem de Nossa Senhora das Dores percorreram as ruas da região Central na tradicional Procissão do Enterro. Segundo Dom Gil, que fez todo o trajeto a pé, o momento de acompanhar o Senhor até a Sua sepultura é um sinal de fidelidade a Ele e de confiança na ressurreição. “Jesus morreu de verdade, mas não foi derrotado pela morte, Ele ressuscitará no terceiro dia. Então, quando nós acompanhamos a Procissão do Senhor Morto, não acompanhamos com derrotismo, nem fazemos o sepultamento puro e simples. Nós fazemos um acompanhamento do Senhor que vai ressuscitar. Portanto é uma procissão de esperança, de gratidão; o Senhor deu a vida por nós”.

O arcebispo ainda convocou os fiéis a participarem da Santa Missa da noite deste sábado (20). “Quem acompanha a Procissão do Enterro deveria voltar amanhã à noite para a mãe de todas as vigílias, que é a Vigília Pascal, quando se benze o Fogo Novo, a água batismal e depois se anuncia a ressurreição do Senhor com as aleluias. No sábado à noite, nós celebramos esta vigília para anunciar a vitória de Cristo sobre a morte”.

Após a Procissão do Enterro, as imagens do Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores foram acolhidas no interior da Catedral, onde ficaram expostas para veneração e oração dos presentes.

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