Cerimônia de Beatificação de Benigna Cardoso é adiada para 2021

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A Santa Missa com o rito de Beatificação da jovem mártir de Santana do Cariri (CE), Benigna Cardoso da Silva, prevista para o próximo dia 21 de outubro, foi adiada para 2021, em data a ser confirmada. A decisão leva em conta a atual situação de pandemia. A informação foi dada pelo bispo da Diocese de Crato, Dom Gilberto Pastana, no início deste mês.

“Hoje é muito improvável nós marcamos uma data. Vamos rezar, pedir a Deus que a gente vença essa pandemia, que se encontre logo uma vacina e, depois disso, sem dúvida, vamos remarcar essa data”, disse o pastor diocesano, ao mesmo tempo em que tranquilizou os fiéis: “Importante é saber que ela já foi beatificada, agora, precisa fazer a celebração”.

De acordo com Dom Gilberto, a cerimônia depende de Roma, da agenda e do calendário do Cardeal Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, representante do Papa Francisco. Desde 2005, os ritos da beatificação são presididos pelo Prefeito dessa Congregação e realizados, preferivelmente, nas dioceses.

“Vamos rezar, pedir a Deus que a gente vença essa pandemia, que se encontre logo uma vacina e, depois disso, sem dúvida, vamos remarcar essa data. Tão logo se marque, nós estaremos comunicando a todo o povo de Deus”, concluiu o pastor diocesano.

Em dois de outubro de 2019, o Papa Francisco autorizou a beatificação de Benigna, que há muito é invocada pelos fiéis como intercessora e “heroína da castidade”. Anualmente, uma romaria é organizada em sua homenagem, reunindo milhares de peregrinos.

A primeira beata do Ceará

Será a próxima beata brasileira e a primeira do Ceará. Ela é considerada “heroína da castidade”, após ter sido martirizada em 24 de outubro de 1941, aos treze anos. Seu testemunho de fé envolveu uma decisão muito corajosa ao encarar golpes de facões para não ter o corpo maculado. A jovem era assediada por um rapaz, seu colega de escola, com propostas de namoro. Como rejeitasse a todas, ele pôs em prática um fático plano.

Era uma tarde de sexta-feira. Tendo se escondido atrás do mato, o rapaz ficou à espreita de Benigna, que costumava apanhar água numa cacimba próxima à sua casa. Aproximando-se, tentou abusá-la sexualmente. Ela dizia “não” com tal veemência, que teve o corpo esfaqueado até a morte. Daí o título “Heroína da Castidade”. Era muito religiosa e temente a Deus.

Em janeiro de 2013, a Igreja Católica reconheceu esse gesto, concedendo o título de “Serva de Deus”. O postulador da causa foi Monsenhor Vitaliano Mattioli, formador no Seminário São José, falecido em dezembro do ano seguinte, incentivado por Dom Fernando Panico, hoje bispo emérito da Diocese de Crato. Benigna, portanto, será a quarta brasileira com o título de beata, depois de Nhá Chica, Padre Victor e Dom Othon Motta.

A devoção à “Heroína da Castidade” cresceu entre os católicos residentes no município de Santana, excedendo os limites das redondezas. Anualmente, milhares de féis realizam uma romaria no dia do martírio, principalmente no local onde ele ocorreu e onde foi erguido um pequeno santuário.

Para saber mais:

É com os ritos da beatificação e da canonização que a Igreja celebra a santidade como expressão das “maravilhas” realizadas pelo Senhor na vida do seu Povo. Com a leitura oficial da Carta Apostólica, feita por um representante, o Papa concede o título e as honras de Beato ao servo de Deus em questão. O rito é feito durante a Celebração eucarística, precisamente depois do ato penitencial e antes do cântico do “Glória”.

Fonte: Site Notícias Canção Nova

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