Cardeal Tumi liberado após sofrer sequestro em Camarões

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Foi confirmada a libertação do cardeal Christian Wiyghan Tumi, 90 anos, Arcebispo emérito de Douala (Camarões) e primeiro purpurado camaronês. Segundo o Arcebispo Douala, dom Samuel Kleda, o purpurado foi libertado, embora ainda não tenha voltado para casa. O sequestro começou ontem à tarde pelas mãos de um comando armado, na estrada entre Bamenda e Kumbo.

Também envolvido no sequestro o rei de Kumbo, o Fon de Nso, uma autoridade moral tradicional. Elie Smith, um colaborador próximo ao cardeal, conseguiu contatar os sequestradores por telefone e obter algumas informações: o responsável pela ação armada teria sido o general dos Ambazonianos (separatistas anglófonos da problemática região de Ambazônia, no sudoeste do país) que se intitula Chaomao, um ex-pastor. Notícias também foram confirmadas por membros da família do rei de Kumbo.

As razões do sequestro podem ser encontradas no encorajamento dado pelo cardeal às crianças para irem à escola. Há alguns dias atrás, de fato, um grupo armado sequestrou alguns professores que tinham sido libertados ontem, 5 de novembro. No último dia 24 de outubro, oito crianças foram mortas num ataque armado à escola bilingue internacional Madre Francisca. O Papa Francisco expressou o seu pesar por este triste evento, apelando para o fim da violência e pedindo a garantia da educação e do futuro dos jovens.

O cardeal Tumi, nascido em 15 de outubro de 1930 em Kikaikelaki, na então paróquia de Kumbo, hoje diocese, como bispo e depois cardeal, esteve sempre na vanguarda das dificuldades do território situado no extremo norte de Camarões, na fronteira com o Chade, quase esquecido pelas autoridades centrais, e da pobreza, à qual se somam as profundas divisões étnicas nesta área. Por ter promovido a paz após o início da crise no norte e sudoeste de Camarões, e por ter lutado contra a discriminação contra a minoria de língua inglesa em Camarões (cerca de 20% da população), o cardeal Christian Tumi recebeu o Prêmio Nelson Mandela em julho de 2019.

Fonte: Site Vatican News

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