Câmara Municipal homenageia centenário do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio

A Câmara Municipal de Juiz de Fora realizou, na noite da última quarta-feira, 17 de junho, uma Sessão Solene em homenagem aos 100 anos do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio. A iniciativa, proposta pelo vereador Juraci Scheffer por meio do Requerimento nº 586/2026, reconheceu a importância da instituição para a formação de sacerdotes, para a evangelização e para o desenvolvimento da Igreja Particular de Juiz de Fora ao longo de um século de história.

A cerimônia reuniu autoridades civis e religiosas, entre elas o Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Marco Aurélio Gubiotti, o Reitor do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio, Padre Antônio Camilo de Paiva, o Vigário Geral, Monsenhor Luiz Carlos de Paula, o coordenador do curso e Filosofia, Pe. Elílio Faria de Matos Júnior, seminaristas e convidados.

Fundado em 1º de março de 1926 por iniciativa de Dom Justino José de Sant’Ana, primeiro bispo da então Diocese de Juiz de Fora, o Seminário Arquidiocesano Santo Antônio nasceu com a missão de formar sacerdotes para a Igreja local. Ao longo desses cem anos, consolidou-se como uma das principais casas de formação do país, acolhendo seminaristas de diversas dioceses, religiosos de diferentes congregações e também leigos interessados na formação filosófica e teológica.

Formação que fortalece a missão da Igreja

Durante seu pronunciamento, Dom Marco Aurélio Gubiotti destacou a alegria de participar das comemorações do centenário e recordou sua própria trajetória de formação sacerdotal. O Arcebispo lembrou que também viveu a experiência em um seminário centenário, o Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, em Pouso Alegre, onde foi seminarista, professor e formador.

Ao assumir a Arquidiocese de Juiz de Fora, afirmou, uma das responsabilidades mais importantes confiadas pelo Santo Padre é justamente acompanhar a formação dos futuros sacerdotes. O Pastor Arquidiocesano ressaltou que logo nos primeiros meses de seu ministério episcopal pôde perceber, na prática, a importância do trabalho realizado pelo Seminário ao longo das décadas. Como exemplo, recordou a mobilização da Igreja durante as fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora no início deste ano.

Segundo ele, a rápida resposta das paróquias e comunidades, que colocaram suas estruturas e seus agentes a serviço das famílias atingidas, revelou a presença capilar da Igreja em todo o território arquidiocesano e evidenciou o trabalho realizado pelos sacerdotes formados no Seminário.

“Tenho certeza de que o Seminário, neste início do próximo centenário, continua tendo força, continua tendo relevância e poderá continuar prestando esse serviço à Igreja e à sociedade, preparando novos presbíteros para a animação da fé em toda a nossa Arquidiocese”, afirmou o Arcebispo.

Dom Marco Aurélio também recordou que a influência do Seminário ultrapassa os limites da Arquidiocese, citando como exemplo Dom João Justino de Medeiros Silva, formado na instituição e atualmente arcebispo em outra Igreja Particular, como sinal da qualidade da formação oferecida ao longo da história.

Uma casa aberta ao diálogo e à formação integral

Em sua fala, o Reitor do Seminário, Pe. Antônio Camilo de Paiva, apresentou um panorama da missão desenvolvida pela instituição desde sua fundação. Segundo ele, a visão de Dom Justino sempre foi formar não apenas sacerdotes, mas uma Igreja viva, em que clero e leigos caminhassem juntos na missão evangelizadora.

Pe. Camilo lembrou que o Seminário foi pioneiro ao ampliar sua atuação para a formação de leigos e leigas, oferecendo cursos de Filosofia e Teologia que, ao longo das últimas décadas, contribuíram para a formação de agentes de pastoral, religiosos e estudiosos de diferentes regiões do Brasil.

O Reitor destacou ainda que a instituição recebe atualmente estudantes das dioceses da Província Eclesiástica de Juiz de Fora — formada pelas dioceses de Leopoldina, São João del-Rei e Juiz de Fora — além de seminaristas da Diocese de Valença e de membros de diversas congregações religiosas, como os Orionitas e os Sacramentinos.

Ao recordar nomes que passaram pelo Seminário, Padre Camilo citou bispos, cardeais, sacerdotes, professores e teólogos que hoje prestam relevantes serviços à Igreja no Brasil e no exterior, demonstrando o alcance da missão desempenhada pela instituição.

Segundo ele, mais do que uma casa de estudos, o Seminário é um espaço de espiritualidade, inteligência pastoral e formação humana. “Quando o Seminário diz ao arcebispo que determinado jovem está apto para o ministério, estamos formando líderes religiosos e também líderes sociais, preparados para servir às comunidades e colaborar com a sociedade”, pontuou.

O sacerdote ressaltou ainda que a formação busca preparar homens capazes de construir pontes, promover o diálogo e responder aos desafios da realidade contemporânea, mantendo viva a missão evangelizadora da Igreja.

Reconhecimento pelo legado centenário

Autor da homenagem, o Vereador Juraci Scheffer destacou que celebrar o centenário do Seminário é reconhecer uma instituição que marcou profundamente a história da cidade e da Arquidiocese.

Em seu pronunciamento, recordou a fundação da casa de formação por Dom Justino José de Sant’Ana e percorreu os principais momentos de sua trajetória, lembrando a criação dos cursos de Filosofia e Teologia, a acolhida de seminaristas de diversas dioceses e o constante aperfeiçoamento da formação humana, espiritual, intelectual e pastoral.

O parlamentar também destacou que inúmeros bispos, sacerdotes, diáconos e agentes de pastoral passaram pelos bancos do Seminário Santo Antônio, levando a missão evangelizadora da Igreja para diferentes regiões do Brasil e do mundo.

Ao concluir sua fala, Juraci ressaltou que o reconhecimento prestado pela Câmara Municipal expressa a gratidão da sociedade juiz-forana por uma instituição que, há cem anos, contribui para a promoção da fé, da educação, da solidariedade e do bem comum.

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