Balanço da viagem ao Cazaquistão

O Papa Francisco diante do ícone da Salus Populi Romani na Santa Maria Maior/Foto: Vatican Media
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Como de costume ao término de suas viagens apostólicas, o Papa Francisco concedeu uma entrevista coletiva aos jornalistas que o acompanharam no voo de retorno a Roma nesta quinta-feira (15). Francisco viajou ao Cazaquistão nesses últimos dias, de 13 a 15 de setembro, e se colocou à disposição para responder às perguntas no voo de retorno.

Entre os assuntos, um balanço da viagem, a guerra na Ucrânia e o direito à defesa, a questão do tráfico de armas, a crise de valores no Ocidente e a situação na Alemanha.

O Papa contou que não conhece a Ásia Central – exceto pela música de Borodin, e que se surpreendeu positivamente com tudo que encontrou, não esperava encontrar os representantes dessas nações, nem ver tanto desenvolvimento em pouco tempo, afinal passaram-se apenas trinta anos desde a independência da Cazaquistão. “Eu sabia que é um país, é uma cidade, que se desenvolveu bem, com inteligência. Mas encontrar, após, tal desenvolvimento, eu não esperava. Então, um país tão grande, com dezenove milhões de habitantes… Inacreditável. Muito disciplinado, e bonito. Com muitas belezas: a arquitetura da cidade bem equilibrada, bem disposta. Uma cidade moderna, uma cidade que eu diria talvez ‘do futuro’”, disse o Pontífice.

Ele também elogiou a realização do congresso, que está em sua sétima edição. Já que a iniciativa promove o diálogo com países que muitas vezes não são ouvidos. Ele ainda mostrou o desejo de participar de futuras edições.

O Santo Papa foi questionado sobre a violência na Ucrânia. Ele reforçou seu posicionamento a favor da paz e do diálogo. “Porque há sempre a possibilidade de que no diálogo se possam mudar as coisas, e também oferecer outro ponto de vista, outro ponto de consideração. Não excluo o diálogo com qualquer potência, seja em guerra, que seja o agressor… às vezes o diálogo se deve fazer assim, mas se deve fazer, ‘tem mau cheiro’, mas tem que ser feito. Sempre um passo à frente, uma mão estendida, sempre! Porque, ao contrário, fechamos a única porta racional para a paz”.

Agradecimento à Salus Populi Romani

Por ocasião de seu retorno, na quinta-feira (15), de sua viagem apostólica ao Cazaquistão, o Papa Francisco foi na manhã desta sexta-feira (16), à Basílica Papal de Santa Maria Maior para rezar diante do ícone da Virgem Salus Populi Romani. No final da oração, o Pontífice retornou ao Vaticano

É uma tradição consolidada a visita de ação de graças a Maria que o Papa Francisco faz na véspera e depois de cada viagem apostólica internacional. Também nesta 38ª viagem que o levou ao Cazaquistão, o Pontífice quis reiterar sua gratidão à Virgem, pelos frutos que esta viagem, marcada pela participação do Santo Padre no VII Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais, poderá produzir no futuro.

Desde o início de seu pontificado, em março de 2013, Francisco antes e depois de cada viagem ao exterior, se detém por alguns minutos em oração diante do ícone mariano conservado na Capela Borghese, tão querido ao povo romano.

Fonte: Site Vatican News

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