Arcebispo Metropolitano e Vigário Geral participam de reunião na Câmara Municipal de Juiz de Fora

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Na tarde da última quinta-feira, 4 de junho, a Câmara Municipal de Juiz de Fora sediou discussão sobre o enquadramento das atividades religiosas como essenciais. Durante a reunião, pedida pelo vereador Rodrigo Mattos, foi debatida a proposta de lei apresentada pelo pastor e também parlamentar André Mariano (PSL), cujo intuito é possibilitar a realização de celebrações religiosas em todas as ocasiões nas quais o município estiver em estado de emergência e/ou calamidade pública.

O Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, e o Vigário Geral da Arquidiocese, Monsenhor Luiz Carlos de Paula, estiveram presentes. Ao tomar a fala, Dom Gil agradeceu o convite e cumprimentou os parlamentares. “Eu venho com muita disposição como líder religioso e quero manifestar aos queridos irmãos não-católicos aqui presentes, mas cristãos, como nós, a alegria de estar com vocês”.

O Arcebispo demonstrou apoio ao projeto de lei no ponto em que a fé é colocada como algo prioritário e de grande importância frente a outros segmentos, mas pontuou que o direito de frequentar as igrejas não pode ser maior do que a segurança das pessoas. “O direito de participar não pode ser absoluto em situações especiais, como a calamidade. Nós, da Igreja Católica, não só em Juiz de Fora, mas no mundo inteiro, temos nos baseado nesta premissa. Agora é momento de obedecer às autoridades sanitárias. Os médicos é que têm que nos dizer, porque eles é que são doutores naquela área. É um gesto de humildade o reconhecer que há momentos em que não se pode ter regras normais; não posso abrir as igrejas independentemente de qualquer restrição e levar meus fiéis para dentro dela, porque estou colocando-os em risco e Deus não quer o risco para ninguém”.

Dom Gil também comentou as orientações enviadas às (arqui)dioceses pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para a reabertura gradual das Missas à participação dos fiéis e apresentou ao presidente da Câmara, Luiz Otávio Fernandes Coelho (Pardal), as normas publicadas pela Arquidiocese de Juiz de Fora durante a pandemia. “Que nós nos unamos sempre na oração, na fé em Deus. Ele não está de braços cruzados, mas sempre pronto a nos atender. Aquilo que Jesus disse, nós cremos e pregamos: ‘Tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá’”, finalizou.

Também foram convidados para participar da extensão da mesa da reunião o Presidente de Conselho dos Pastores, Charles Marçal; o secretário de Governo e Comunicação, Ricardo Miranda; e o Procurador do Município, Edgar Souza Ferreira.

*Com informações do site da Câmara Municipal de Juiz de Fora

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