A oração especial do Papa pelas vítimas anônimas da pandemia

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Nesta “fase de transição”, em que “a emergência pandemia não terminou”, “prudência e sabedoria invocadas pelo Papa são decisivas. Por isso, como Igreja, não podemos, de maneira alguma, justificar precipitações”, afirma, em síntese, o Pe. Ivan Maffeis, à agência de notícias Adn-Kronos. O subsecretário da Conferência Episcopal Italiana (CEI) recorda, dessa forma, as palavras de Francisco na missa da Casa Santa Marta da última terça-feira (28).

Diálogo construtivo

A vontade dos bispos, explica Pe. Ivan, é de “seguir adiante com o diálogo construtivo” com o governo no momento em que se luta para que a pandemia não volte aos níveis que foram apenas superados. O subsecretário explica que “a palavra do Papa é importante, é a palavra de um padre, decisiva e oportuna”. “O chamado do Papa à prudência e à sabedoria é realmente a cifra que nos serve para ponderar duas exigências que não podem ser opostas”, acrescenta o porta-voz dos bispos italianos.

A saúde de todos não pode ser subestimada, dessa forma, reforça o subsecretário, não observar as disposições hoje significaria “ignorar as dificuldades e os sofrimentos do país”, significaria, “de fato, irresponsabilidade que nenhum cidadão pode se permitir, seria como ignorar os tantos mortos, médicos, enfermeiros, os próprios sacerdotes e todos que, de uma forma ou outra, ficaram expostos para cuidar dos doentes de coronavírus, comprometendo a própria saúde. Uma subestimação que seria uma irresponsabilidade sem desculpas”.

Por esse motivo, conclui o subsecretário da CEI, olhando para o período vivido e àquele que nos espera, “se nas semanas que ficaram para trás, cada um, com responsabilidade, aceitou as regras impostas, agora é preciso lembrar que não estamos fora da emergência. O percurso que temos pela frente deve, certamente, prever uma fase transitória para retomar gradualmente o trabalho, as atividades diárias e a vida eclesial”. Uma fase na qual, “prudência e sabedoria são decisivas. Por isso, como Igreja, não podemos, de maneira alguma, justificar precipitações”.

A Fase 2 da quarentena

O novo plano do governo que flexibiliza a quarentena obrigatória a partir de 4 de maio permite, entre outras medidas, a realização de cerimônias fúnebres, mas não de missas com a participação dos fiéis. A Conferência Episcopal da Itália (CEI), ainda no domingo (26), através de uma nota pública se posicionou contra a decisão ao afirmar: “não podemos aceitar ver comprometido o exercício da liberdade de culto”.

O ministro da Saúde, Roberto Speranza, afirmou ao jornal italiano “Corriere della Sera” nesta quarta-feira (29) que o decreto para a nova fase “foi assinado e tem prazo até 18 de maio”, e que o confronto para as novas medidas continuará sendo feito com os especialistas da área de saúde e com os próprios bispos italianos sobre a possibilidade de retomar as missas, voltando à vida comunitária e aos Sacramentos. Uma primeira possibilidade, como descrevem as agências de notícias e que estaria sendo estudada pelo governo, seria retomar com missas ao ar livre a partir de 11 de maio.

A única certeza, porém, parte do testemunho dos frades capuchinhos do convento de San Giovanni Rotondo, que hospeda as relíquias do santo italiano, o Padre Pio de Pietrelcina. Eles convidam “a esperar com esperança o momento em que poderão novamente se aproximar da mesa eucarística” e “a respeitar as medidas de prevenção para que se possa diminuir o tempo de espera”.

Fonte: Site do Vatican News

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