Desde o último dia 7 de julho, oito jovens da Arquidiocese de Juiz de Fora – Alan Daniel, Bernardo Brigolini, Brenda Fonseca, Caio, Gabriella Fernandes, João Vitor Faceroli, Laura Braga e Vivian Laura -, estão em missão na Paróquia São Martinho de Lima, pertencente à Diocese de Óbidos (PA). A iniciativa, promovida pelos Jovens Missionários Continentais (JMC), segue até o próximo dia 30 de julho e proporciona aos participantes uma intensa vivência de evangelização junto às comunidades amazônicas.
Inseridos na realidade local, os missionários percorrem comunidades ribeirinhas e urbanas, realizando visitas às famílias, momentos de oração, partilhas e ações de evangelização. Ao longo da missão, os jovens também têm a oportunidade de conhecer de perto a cultura, os desafios e a riqueza da fé vivida pelo povo amazônico.
Até meados da programação, a missão passou pelas comunidades de Ananizal, Arapucu, Curumu — incluindo as comunidades Vila de Santo Antônio, Santa Rosa de Lima e a comunidade da Dona Elsa —, além de Pedreira, Nova Jerusalém e São José Operário. Em cada localidade, a acolhida das famílias e o testemunho de fé marcaram a experiência dos participantes.
Igreja sem fronteiras
A missão também ganhou um caráter internacional com a participação de três jovens da Diocese de Girona, na Catalunha (Espanha): Alan Reyes, Martí Coll Gatell e Eloi Terricabras. Eles estão em experiência missionária na Diocese de Óbidos até setembro e se uniram aos Jovens Missionários Continentais nas visitas às comunidades e nas atividades pastorais.
A convivência entre brasileiros e espanhóis evidencia a dimensão universal da missão da Igreja, fortalecendo a comunhão entre diferentes povos e culturas unidos pelo anúncio do Evangelho.
Missionários testemunham transformação pessoal
Entre os missionários está Alan Daniel, integrante do Departamento de Comunicação da Arquidiocese de Juiz de Fora, que compartilha como a experiência transformou seu olhar sobre a missão e a simplicidade da vida.
“Óbidos me ensinou que a felicidade mora na simplicidade. Em cada comunidade encontrei pessoas que, mesmo tendo tão pouco, transbordavam amor, acolhida e esperança”, pontua.
Ao recordar os dias vividos na Amazônia, ele afirma que retorna com um olhar renovado sobre a vida. “Volto para casa diferente de quando cheguei. Levo muito mais do que fotos: levo amizades que ultrapassaram fronteiras, histórias que vou contar por muitos anos e a certeza de que Deus também se revela nos pequenos gestos, nos encontros e na simplicidade da vida”, reflete.
Outra participante é Gabriella Fernandes, que retorna a Óbidos após ter vivido uma primeira experiência missionária na região em 2024.”Por que voltar para Óbidos? Foi a pergunta que mais escutei desde quando souberam que eu retornaria. Mas a verdade é que o meu retorno já estava previsto desde quando fui embora em 2024. Uma terra, um povo e Santana atravessaram meu coração, e eu precisava voltar”, conta.
Ela destaca que a missão transforma não apenas quem é evangelizado, mas também quem se dispõe a servir. “É em cada visita, em cada abraço e em cada partilha que aprendemos a amar um pouco mais. A missão cura parte de nós que nem imaginávamos que precisava ser curada. Se Deus permitir, voltarei quantas vezes Ele me enviar, porque a missão continua dentro de nós”, avalia.
Enquanto a missão segue até o fim do mês, a Arquidiocese de Juiz de Fora acompanha, em oração, a caminhada dos jovens missionários, que continuam visitando comunidades e testemunhando o Evangelho na realidade amazônica. A experiência reforça o chamado da Igreja para ser cada vez mais missionária, próxima das pessoas e comprometida com o anúncio de Cristo em todos os lugares.
*Com a colaboração de Alan Daniel