A solenidade de Corpus Christi foi celebrada com grande participação dos fiéis na última quinta-feira, 4 de junho, em Juiz de Fora. A programação teve início com a tradicional Missa na Paróquia Bom Pastor, presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Marco Aurélio Gubiotti, e reuniu as paróquias da Forania Santo Antônio.
Em seguida, os participantes seguiram em procissão até a Catedral Metropolitana, em um percurso marcado por momentos de oração, bênçãos e manifestações públicas de fé. Neste ano, a chegada ao templo-mãe da Arquidiocese teve um significado ainda mais especial, pois marcou a abertura da novena em honra a Santo Antônio.
Segundo o Pároco da Paróquia Bom Pastor e Vigário Forâneo da Forania Santo Antônio, Pe. Gil Condé da Silva, a celebração já se tornou uma tradição para as comunidades da região. Ele destacou que, além da Missa, a procissão contou com três momentos de bênção ao longo do trajeto — na Santa Casa, no Cenáculo e na Catedral — e que os fiéis foram convidados a levar um pano branco como sinal do desejo de paz diante dos conflitos que afetam o mundo. O sacerdote também ressaltou a importância da Eucaristia como alimento espiritual para a caminhada cristã.
A expressiva participação dos fiéis chamou a atenção do Arcebispo. Ao final da procissão, Dom Marco Aurélio manifestou sua alegria ao ver a multidão reunida e afirmou que a celebração evidencia o amor do povo por Jesus Eucarístico. Para ele, a adoração ao Santíssimo Sacramento deve conduzir os cristãos ao compromisso missionário e ao testemunho concreto da fé no cotidiano.
Em sua homilia, refletiu sobre o mistério da presença real de Cristo na Eucaristia, recordando que, independentemente do tamanho ou da simplicidade da comunidade que celebra a Missa, o mistério permanece o mesmo: Jesus continua presente e acompanha o seu povo. O Arcebispo destacou ainda que os fiéis se alimentam de Cristo tanto pela Palavra de Deus quanto pelo Pão Eucarístico, e que a comunhão não pode ser separada da vida concreta, das relações familiares, do trabalho e do compromisso com os irmãos.
Ao aprofundar o significado da solenidade, Dom Marco Aurélio recordou que a Eucaristia é fonte e ápice da vida cristã. Segundo ele, quem recebe o Corpo de Cristo é chamado a tornar-se presença de Cristo no mundo, transformando a fé celebrada no altar em atitudes de solidariedade, fraternidade e promoção da dignidade humana.
Entre os participantes, a emoção era visível. Ministra extraordinária da Sagrada Comunhão na Paróquia Bom Pastor há dez anos, Joelma Ishii afirmou que Corpus Christi é sempre uma celebração marcada pela espiritualidade e pela fé do povo, destacando a força do testemunho dado pela multidão que percorre as ruas da cidade.
Também presente na celebração, Lucas Roque, ministro extraordinário da Catedral Metropolitana, ressaltou que a cada ano a solenidade se torna uma renovação da fé e da espiritualidade. “É como se a gente estivesse falando para o mundo que é muito bom ser católico, é muito bom estar do lado de Cristo”, destacou.
A emoção também marcou a participação dos fiéis. Dona Marina Borges Azevedo, de 84 anos, contou que o momento que mais a toca durante a celebração é a consagração. “É quando o padre diz: ‘Isto é o meu corpo, este é o meu sangue’. Aí me toca o coração”, relatou.
Ao final da procissão, o Pastor Arquidiocesano manifestou sua alegria ao ver a participação dos fiéis. “É muito bonito ver o amor, o carinho que o nosso povo tem por Jesus Eucarístico”, afirmou o arcebispo. Segundo ele, a adoração ao Santíssimo Sacramento deve conduzir os cristãos ao compromisso missionário e ao testemunho concreto da fé no cotidiano.
Com a chegada da procissão à Catedral Metropolitana e a bênção final, a celebração de Corpus Christi encerrou-se em clima de oração e unidade, dando início à novena em honra a Santo Antônio, um dos momentos mais aguardados pela comunidade católica de Juiz de Fora. Clique aqui para conferir a programação dos festejos em honra ao padroeiro da Arquidiocese.