Na manhã da última quarta-feira, 4 de março, o Administrador Apostólico da Arquidiocese de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, presidiu no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio a Missa que marcou sua despedida da casa formativa após 17 anos de acompanhamento próximo aos seminaristas. Na ocasião também foi inaugurado e benzido o painel comemorativo pelos 100 anos do seminário.
O Arcebispo destacou a sua presença constante na vida do seminário ao longo deste período, com a celebração semanal da Eucaristia, encontros formativos e conversas pessoais com os seminaristas. Ele também agradeceu a homenagem recebida do Reitor, Pe. Antônio Camilo de Paiva, em nome da comunidade acadêmica.
“Quero celebrar e agradecer ao Senhor por toda essa caminhada de 17 anos que fizemos juntos. Agradecer também a palavra do reitor que me fez essa homenagem em nome dos seminaristas, dos acadêmicos, dos professores e todos os demais, me oferecendo uma linda flor. Eu agradeço, portanto, a Santo Antônio e a Nossa Senhora a proteção nesses 17 anos”, expressou.
Painel marca os 100 anos do Seminário

Durante a programação, foi inaugurado e abençoado o painel comemorativo do centenário do Seminário Santo Antônio, fundado em 1926. O elemento visual foi preparado para marcar de forma permanente a data história da instituição. Segundo Dom Gil, o painel simboliza a longa trajetória e formação sacerdotal vivenciada ali ao longo de um século. “É um tempo longo, de muito trabalho e serviço à Igreja. Quantos padres do passado e do presente passaram por esta casa formativa”, ressaltou.
O Administrador Apostólico também recordou que o seminário continua sendo espaço de preparação não apenas para o ministério presbiteral, mas também para outros serviços na Igreja. “Que Deus continue abençoando esta casa e todos aqueles que por aqui passam, ou ainda passarão, para servir ao Reino de Deus, seja como padres, diáconos ou também como leigos que estudam conosco”, destacou.
O chamado ao serviço
Durante a homilia, Dom Gil refletiu sobre o Evangelho do dia, que apresenta Jesus anunciando aos discípulos seu sofrimento, morte e ressurreição. Segundo ele, o texto recorda que o caminho do discípulo passa pela cruz, mas também pela esperança da ressurreição.
O Arcebispo destacou ainda a importância de cuidar das palavras, lembrando que a difamação e a calúnia podem ferir profundamente as pessoas. “Matar uma pessoa com a língua é muito grave. A calúnia e a difamação podem destruir a vida de alguém. Por isso é preciso ter muito cuidado com aquilo que falamos”, reforçou.
O Pastor Arquidiocesano também recordou que a missão do discípulo de Cristo não é buscar prestígio ou destaque, mas viver a lógica do serviço. “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir. Essa deve ser também a lógica do discípulo”, afirmou.
Ao concluir a reflexão, Dom Gil convidou os seminaristas a contemplarem o exemplo de Santo Antônio de Pádua, patrono da casa formativa. Ele recordou a dedicação do santo à missão da Igreja, mesmo tendo vivido pouco tempo. “Santo Antônio morreu jovem, mas dedicou totalmente sua vida à obra de Deus. Sua grande preocupação era fazer a vontade do Senhor e conduzir as pessoas ao Reino”, refletiu.
Confiando o futuro da casa formativa à intercessão do santo padroeiro, Dom Gil rezou para que o Seminário Santo Antônio continue sendo lugar de discernimento, formação e serviço à Igreja.
Clique aqui para conferir alguns registros da celebração.