No último domingo, dia 10 de agosto, o Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, presidiu a Missa de Abertura da Semana da Família na Catedral de Juiz de Fora. A celebração também marcou o Jubileu dos Diáconos, na data em que a Igreja presta homenagem a estes servidores. Na ocasião, além do povo de Deus, estiveram presentes membros do Vicariato para Vida e Família e diáconos de diversas paróquias.
O Vigário Episcopal, Padre Laureandro Lima da Silva, recordou a importância da Semana Nacional da Família. “É um momento que também é muito importante também, para rezar pelas famílias que estão passando por desafios, dificuldades. Esta semana é um convite para que possamos fortalecer nossa esperança. O tema desta Semana Nacional nos coloca em uma experiência de júbilo – reconhecer que a família revela a beleza de Deus -, cada pessoa que compõe a família traz esses traços do mistério da beleza de Deus. Precisamos sempre trabalhar em favor da família, defender a família e viver esta semana em sua comunidade, em sua paróquia, celebrando, participando da programação que cada paróquia preparou com muito carinho”, explicou o sacerdote que acompanha os movimentos ligados às famílias.
Citando Romanos 5, 5, que diz “E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”, o Arcebispo destacou que a esperança é a base para a reflexão deste tempo. Esperança esta, deixada como herança pelo Papa Francisco.
O Pastor Arquidiocesano também recordou que a Arquidiocese está celebrando o Ano Jubilar de diversos grupos, como Jubileu dos enfermos, dos religiosos, da Juventude, entre outros. “E hoje celebramos o Jubileu dos diáconos permanentes. Temos na Arquidiocese de Juiz de Fora 48 diáconos permanentes e uma turma de 24 homens que está se preparando para a ordenação. Momento alegre para a nossa diocese, de júbilo. […]A nossa celebração de hoje foi bastante ampla e agradecemos a Deus por tudo aquilo que Deus nos dá de presente, a paternidade, o serviço diaconal, que é justamente a construção da família, a vocação familiar”, afirmou Dom Gil.

Dentre os diáconos permanentes um se destaca por ser o mais experiente, Ruy Figueiredo Neves, ordenado há 20 anos. O diácono formado em Magistério, é um servidor de Cristo há mais de 50 anos. Ele já participou da Congregação São Vicente de Paulo, já pregou em diversas diocese como Diocese de Caratinga, Governador Valadares, Itabira, e atualmente serve na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, no bairro Mundo Novo.
Em entrevista, Diácono Ruy explicou o que é o diaconato. “Vocação é um chamado. O primeiro chamado, que está no livro do Gênesis, um chamado para toda a humanidade: cuidar da casa do Pai, da casa comum, como dizia o Papa Francisco. A vocação à santidade é todo batizado e a vocação cristã específica – para a família é um chamado-, a vida religiosa, para presbiterato, diaconato e episcopado. Então o diaconato é uma vocação, um chamado, foi instituído nos Atos dos Apóstolos, foram escolhidos os primeiros diáconos para servir ao povo. Então ao diácono cabe a diaconia da palavra do Senhor, a diaconia do altar do Senhor e principalmente a diaconia da caridade.
Ele contou ainda que os papas antigos tinham uma série de diáconos para cuidar da caridade fraterna, e esta é, primordialmente, a função do diácono. Também explicou que, com o Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI restaurou o diaconato permanente como um grau próprio e permanente da hierarquia da Igreja Católica. “Porque nós podemos estar em locais que o padre não está. Nosso local de trabalho aí no mundo, vivendo no meio das famílias, que o padre não tem acesso e que nós temos. […]E então, comecei a trabalhar de diácono há 20 anos, de pregação do Evangelho, 60. É minha vocação, servir”, confessou ele.
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