7 mil pessoas participam da Via-Sacra Sinodal da Juventude

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Na manhã do último domingo (8) aconteceu a 11ª edição da Via-Sacra Jovem, o tradicional encontro da juventude de toda a Arquidiocese de Juiz de Fora para juntos celebrar a Eucaristia e refazer a caminhada rumo ao Morro do Cristo, refletindo sobre a Paixão de Nosso Senhor. 

Logo cedo diversos ônibus chegavam a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no bairro de mesmo nome, na Cidade Alta, trazendo grupos de jovens de variados locais, a grande maioria entre 13 e 17 anos. Eles eram acolhidos nos portões da Igreja por jovens paroquianos do grupo Jovens Unidos Descobrindo o Amor de Cristo (JUDAC) e seguiam para os fundos da paróquia onde havia a condução de uma animação, com música e oração. No local ainda também um estante com livros sobre o Servo de Deus Guido Schäffer e outros mais artigos a venda.

Na sequência, todos voltaram-se a celebração da santa Missa presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, concelebrada por vários padres, e com a presença de diáconos e seminaristas. Estima-se que estiveram presentes 7 mil pessoas, muitos tiveram que se acomodar do lado de fora da igreja, em todo o seu entorno.

O evento este ano foi apelidado de “Sinodal”, pois acontece em meio aos trabalhos do II Sínodo Arquidiocesano. Em vista disso, teve o mesmo lema da iniciativa pastoral: “Proclamai o Evangelho pelas ruas e sobre os telhados” (cf. Mt 10,27). Além disso, outro diferencial foram os testemunhos sobre Servo de Deus Guido Schäffer, contando assim sua história.

Dom Gil explicou sobre essas novidades. “Nosso sínodo fala sobre evangelizar no mundo urbano, santificar-se no mundo urbano. Nós temos um exemplo muito bonito que é do jovem Guido que se santificou no meio da juventude, no mundo atual. Saber que nós podemos subir o morro da santidade, em qualquer situação, em qualquer cultura, então é muito importante nós esse ano vermos o exemplo de um jovem que subiu de fato a santidade.”

Um dos padres presentes foi o Padre Miguel Campos, que está à frente da Pastoral Universitária e da Pastoral Vocacional Arquidiocesana. Segundo ele a Via-Sacra é uma ferramenta importante no processo de Evangelização. “Para a gente levar esse Jesus é necessário o jovem perceber (aqui) a linguagem do dia. Para o sacerdote o momento da via-sacra deveria ser como um diálogo. “A gente ouve, a gente olha a realidade do jovem, eles trazem no seu coração e nós levamos Jesus Cristo nesse diálogo de amor, nesse diálogo de filhos para com o pai, diálogo de irmão, de amigo”, explicou ele. 

A jovem Marina, do grupo Jovem JUC (Jovens Unidos em Cristo), da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Juiz de Fora, participou pelo terceiro ano e falou de sua satisfação com o momento. “O evento reúne sempre muita gente. A gente vê que é uma arquidiocese muito movimentada em relação a juventude e graças a Deus é muito bom estar aqui e ter essa experiência, todo mundo em prol, mostrar que realmente somos uma igreja viva.” 

Lawillia Vitória participou pela primeira vez do evento junto com seu grupo jovem JUPAC (Jovens Unidos por Amor a Cristo), da Paróquia Nossa Senhora das Dores, do Bairro Grama. Com boas expectativas ela contou o que a motivou estar presente. “A gente veio principalmente para fazer uma caminhada de penitência mesmo, reviver um pouco do que Cristo passou indo em direção ao calvário.  Estamos botando muita expectativa numa caminhada que seja de fé, de oração.”

Durante a celebração o Arcebispo falou sobre a importância do sínodo. Na homilia ele explicou como tem sido as atividades do ano sinodal e pediu a todos para “caminharmos juntos”. 

Além disso, o Pastor fez, aos presentes, o seguinte pedido: “não tenham medo!” Lembrou da necessidade que temos de estar com Jesus. “Juventude você é a luz do mundo mas para vocês ser a luz, você tem que estar ligado a usina central: Jesus.”  

Ao final da celebração, Dom Gil chamou os familiares do Servo de Deus Guido Schäffer para darem testemunho. Sua mãe, Maria Nazareth França Schäffer, seu irmão, Maurício França Schäffer e um amigo, Eduardo da Silva Martins.

Guido Shäffer, modelo para a juventude

*Stand para venda de livros sobre o futuro santo carioca

Médico, surfista, seminarista e filho muito dedicado a Deus. Ofereceu sua medicina aos pobres assistidos pelas Irmãs Missionárias da Caridade e, muito especialmente após a leitura do livro “O irmão de Assis”, quando decidiu largar tudo para seguir o forte chamado ao Sacerdócio.

Uma das pessoas a testemunhar seu serviço a Deus de amor ao próximo foi Eduardo Martins. Eles se conheceram na praia. “Me impressionou muito ele, tão jovem, conhecer tanto sobre Deus. Você imagina, um surfista que namora, conhece muito de Deus, e tem um grande amigo que é um padre.” Ele o conquistou. Em pouco tempo entrou para um grupo de oração fundado por Guido.

Sua mãe fez um breve resumo de sua vida, descrevendo alguns momentos em que ele cuidava do corpo e da alma de todos que pudesse, sem reservas. Dentre os exemplos, relatou que certa vez Guido estava em um ônibus e viu alguém passando mal na rua, ele imediatamente saltou do ônibus e foi atendê-lo. 

Em entrevista, ela contou o que significa para a família, hoje Guido estar em processo de beatificação. “Para nós é uma consolação muito grande, ver que as pessoas e a igreja reconhecem a vida do Guido, reconhecem as virtudes dele. É uma consolação em meio a dor, pois a dor de perder um filho é muito grande. Nos sentimos felizes, honrados e consolados por este processo de beatificação dele, sabendo que vai ajudar a chamar muitos outros jovens para Cristo, que era o desejo do coração dele.”

Em entrevista, Dona Maria Nazareth contou o que significa para a família, hoje Guido estar em processo de beatificação. “Para nós é uma consolação muito grande, ver que as pessoas e a igreja reconhecem a vida do Guido, reconhecem as virtudes dele. É uma consolação em meio a dor, pois a dor de perder um filho é muito grande. Nos sentimos felizes, honrados e consolados por este processo de beatificação dele, sabendo que vai ajudar a chamar muitos outros jovens para Cristo, que era o desejo do coração dele.”

Padre Miguel Campos já vinha fazendo um trabalho de difundir a devoção desse Servo de Deus. Para ele este momento é muito especial. Seu irmão participou, no Rio de Janeiro (RJ) de grupos jovens em que ele ouviu falar sobre o Guido. “A pessoa do Guido me cativa desde muitos anos, especialmente agora com esse trabalho com os jovens, vocacional, a história dele, os livros que são lançados dele. Acho que é uma maneira de coroar essa devoção. Especialmente porque eu falo que a gente não escolhe nosso santo de devoção é ele que nos escolhe. Eu percebo esse guido que me escolheu, ele hoje é meu santo de devoção.” 

Segundo Maurício, irmão do futuro santo, ele entendeu muito cedo o propósito da vida dele: salvar almas. Guido faleceu aos 34 anos, no último ano do seminário.

Subida ao Monte

Dom Gil fez um paralelo entre o monte citado no Evangelho e o Morro do Cristo, pontuando a necessidade de afastar-se para estar em oração, assim como Jesus fazia. 

Ao percorrer as estações todos eram convidados a meditar sobre os passos de Cristo do calvário até a ressurreição e o chamado feito pelo sínodo através de seu tema. 

Durante todo o trajeto, jovens carregaram as 15 cruzes referentes as estações da Via-Sacra. Eles vestiam camisetas que formavam o nome do servo de Deus. 

Antes da benção final, dada pelo Arcebispo, Maurício e Eduardo convidaram a todos para o “D.I.A. na praia 2020“, um evento será realizado em 1º de maio, a partir das 8h, na praia do Guido, no Posto 11 do Recreio, na cidade do Rio de Janeiro. Será uma manhã de oração, louvor, adoração e animação. 

*Com informações do site oficial do Servo de Deus

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