59ª AG: Igreja Sinodal e CF 2022 são destaques do terceiro dia

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Na manhã da quarta-feira (27), terceiro dia da 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o episcopado brasileiro começou a trabalhar sobre o Tema Central: “Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão”. A apresentação foi feita pelo arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da Comissão para o Tema Central, dom Leomar Antônio Brustolin.

Partindo do método: “ESCUTAR, DISCERNIR e AGIR”, o grupo analisou o contexto atual, discerniu sobre os sinais dos tempos, os processos sinodais em curso e a importância da comunidade, e indicou pistas de ação, a partir dos desafios.

Reflexão sobre o tema central nos 19 regionais da CNBB

Parte da sessão da tarde foi dedicada à reflexão entre a relação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-2023) e o Sínodo 2023. O bispo da diocese de Cristalândia (TO), dom Wellington de Queiroz Vieira, motivou o trabalho de grupo com perguntas sobre as DGAE e reforçou a importância da reflexão e a atualização delas a partir da Sinodalidade da Igreja.

Após a reunião em salas específicas, os regionais apresentaram a reflexão sobre as perguntas: “Em que medidas as atuais DGAE contribuem para uma Igreja Sinodal? Que aspectos devem ser mantidos e repensados? Que outros aspectos devem ser considerados?”.

De um modo geral, os regionais confirmaram a importância da continuidade das DGAE para o próximo quadriênio, com ênfase de que elas já expressam a sinodalidade na Igreja no Brasil e que, contudo, precisam ser atualizadas de forma ainda mais participativa e sinodal, incluindo os organismos do povo de Deus em sua elaboração. A missão, apontaram os regionais, precisa ser um elemento central na vida da Igreja.

Os regionais apontaram ainda que a pandemia da Covid-19 dificultou o aprofundamento e a vivência das ideias expressas nas diretrizes e que o aspecto da caridade foi muito vivenciado em razão do avanço do coronavírus. Os regionais também apontaram que elas precisam ser atualizadas à luz do Sínodo 2023, da questão querigmática, da ministerialidade, da iniciação à vida cristã, da animação bíblica da Pastoral, da questão urbana e dos novos desafios da realidade em vista de um reencantamento dos fiéis à vida comunitária.

Novos passos do aprofundamento

Posteriormente, a Comissão prevê entregar, até o mês de julho, um texto com os destaques da escuta que será realizada. Na segunda etapa da Assembleia Geral, a ser realizada de 29 de agosto a 2 de setembro, em Aparecida (SP), acontecerá o aprofundamento do tema e as indicações para as próximas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, a serem publicadas em 2023.

Dois desafios para a construção de todo esse processo foram apresentados por dom Leomar. “O primeiro é o de fortalecer a comunidade cristã numa sociedade em rápida mudança, que gera comportamentos inéditos e apresenta problemas éticos totalmente novos. O segundo é que não há receitas prontas e nem fórmulas universais diante da complexidade e pluralidade dos contextos atuais”, disse o arcebispo.

CF 2022

A avaliação da Campanha da Fraternidade (CF) 2022 é positiva, a partir das partilhas realizadas na manhã da quarta-feira. Após breve relato do secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, os bispos reagiram com partilhas e elogios à ressonância do tema trabalhado neste ano.

Segundo o padre Patriky, a CF 2022, cujo tema é “Fraternidade e Educação”, teve uma acolhida “positiva e significativa” e “ajudou a potencializar o Pacto Educativo Global”, proposto há três anos pelo Papa Francisco. Em todo o país, há várias iniciativas programadas para realização nos próximos meses. O lema, “Fala com sabedoria, ensina com amor”, foi “de singular beleza”.

A Pastoral da Educação também teve destaque por sua missão de tornar a Igreja presente no mundo da educação. A CF 2022, segundo a avaliação, foi oportunidade de valorizar a Pastoral para que esteja bem estruturada em todas as dioceses do país.

Durante a sessão desta manhã também foi apresentada a prestação de contas do Fundo Nacional de Solidariedade e o processo de preparação da Campanha da Fraternidade 2023, que abordará o tema “Fraternidade e fome” e o lema “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14, 16).

Grandes eventos do ano

Além disso, foram apresentados ao plenário da 59ª Assembleia Geral da CNBB os três grandes eventos que acontecerão em 2022 e que marcarão a vida e caminhada da Igreja no Brasil. São eles: a 10ª Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus, o 18º Congresso Eucarístico Nacional e a abertura do 3º Ano Vocacional.

  • 10ª Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus

O bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, falou sobre o andamento da programação da 10ª Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus, que se realizará em Brasília (DF), de 14 a 16 de outubro. O evento tem por tema “Comunhão e missão: caminho para a Igreja no Brasil”, com o lema “Preservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (cf. Ef 4,3), e deve acolher cerca de 300 participantes.

  • 3º Ano Vocacional do Brasil

O andamento e as preparações para o 3º Ano Vocacional do Brasil foram apresentados pelo bispo da diocese de Novo Hamburgo (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, dom João Francisco Salm. Ele iniciou apresentando a identidade visual, que já foi divulgada em março, e destacou que “o ano vocacional é oportunidade para redescobrir a Igreja e sua missão: dinamizar as pequenas comunidades eclesiais missionárias com uma injeção vocacional”.

  • 18º Congresso Eucarístico Nacional

O último grande evento apresentado foi o 18º Congresso Eucarístico Nacional, que se realizará em Recife (PE), de 11 a 15 de novembro. O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, afirmou que toda a preparação, apesar do adiamento de dois anos, devido à pandemia, está sendo uma experiência muito envolvente em todo o Regional Nordeste 2 da CNBB.

Fonte: Site da CNBB

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