Tríduo celebra os 100 anos do Seminário Santo Antônio em clima de fé e solidariedade

Segundo dia do Tríduo

Entre os dias 25 e 27 de fevereiro, foi realizado o tríduo festivo em comemoração aos 100 anos do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio. A capela da casa de formação recebeu seminaristas, reitores, formadores e padres que têm uma história com o local.

Primeiro dia com toda a comunidade formativa

Na abertura das comemorações, o Administrador Apostólico, Dom Gil Antônio Moreira, presidiu a celebração, com a presença dos Reitores do Seminário São Tiago, Pe. Javé Domingos da Silva, do Seminário Dom Orione, Pe. André Sabino, e do Seminário São João XXIII, Pe. Gétero Rangel da Costa Júnior.

No primeiro dia, o tema foi “100 anos aprendendo e ensinando o Evangelho”, com a liturgia nos convidando ao tema da conversão. No entanto, a celebração foi marcada também pela dor que a cidade de Juiz de Fora está enfrentando. “A cidade está, portanto, entristecida, mas sobretudo muito confiante em Nosso Senhor. Ao lado da tragédia vem a solidariedade. Nossas paróquias, nossos padres, muitos deles formados aqui nessa casa, fazem hoje das suas paróquias um verdadeiro hospital, recebendo pessoas e recebendo doações para atender aqueles que estão sofrendo. Talvez essa seja a vocação também do seminário, preparar ministros da caridade, ministros da consolação para aqueles que sofrem. Nosso Senhor nos ajude para que esse Seminário Santo Antônio continue cada vez mais formando padres, mas não só formando padres, formando santos, sábios padres para o Reino de Deus”, rogou Dom Gil.

No segundo dia, o tema foi a força da oração. Presidida por Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, a Santa Missa contou com a liturgia que dizia: Todo aquele que pede, recebe. Em vista disso, o Arcebispo Emérito de Sorocaba, oriundo de nosso clero, falou sobre a importância da oração. “Quando entro em contato com minha pobreza radical e a coloco diante de Deus, com confiança, estou me abrindo para o que Deus, diante da sua misericórdia infinita, tem para me entregar”, afirmou ele

Padre Liomar à esquerda, ao seu lado, Pe. Joaquim de Jesus R. Cavalcante, ex-aluno e ex-professor do Seminário

Dom Eduardo ainda recordou Santo Agostinho, destacou que é necessário fervor e reconhecimento dos pecados, para ter uma experiência profunda com o Senhor. “Que transformada em confiança, podemos crescer em santidade e ter a luz necessária para transformá-la em caminho.”

O terceiro dia, sexta-feira (27), a Missa foi presidida pelo Reitor do Seminário, Padre Antônio Camilo de Paiva. O dia foi dedicado aos amigos colaboradores do seminário: aqueles que fazem a festa de Santo Antônio, as famílias que acolhem os seminaristas e os funcionários do local.

Segundo Pe. Camilo, o balanço da festa foi diferente do esperado. “Existem dois vértices para analisar o tríduo: a espiritualidade, aquilo que significa dentro do coração do seminário, dos seminaristas, dos formadores, dos bispos. A nossa gratidão a Deus, por tantas vidas de professores, de formadores, de leigos, de alunos. Rendemos graças pela vida de cada um. De outra parte, o luto. O tríduo não foi aquilo que a gente preparou em nível de participação, porque nós quisemos nos recolher na intimidade do seminário, porque não temos clima para celebrar a festa.

No entanto, o papel do seminário como celeiro de vocações foi recordado pelo reitor. “No balanço geral, a gente vê que mais de 16 dioceses estudaram aqui no Seminário. Esse coração juiz-forano pulsa em várias cidades do Brasil”.

 

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