Trabalho Pastoral de seminaristas é avaliado por padres e Conselho de Formação

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

No dia 8 de novembro, os padres que acolhem seminaristas em suas paróquias reuniram-se com o Conselho de Formação do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio. O momento foi conduzido pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, e pelo Reitor, Padre Antônio Camilo de Paiva.

O momento de avaliação do trabalho pastoral é realizado duas vezes ao ano, a cada semestre. “Os padres acolhem seminaristas para ajudá-los, mais ou menos como um estágio. Eles ajudam e avaliam como o seminarista se comporta na pastoral, como ele interage com o povo”, explicou Padre Camilo. Dom Gil completou, apontando a importância dessa avaliação semestral. “A gente ouve cada padre a respeito do seminarista, vê as suas qualidades, alguma coisa que tenha que melhorar. Tudo isso é muito importante, porque vem como colaboração na formação integral do seminarista que pretende, amanhã, ser padre.”

Segundo o Arcebispo, esse aspecto da formação não era comum. “Após o Concílio Vaticano II foi valorizada esta formação pastoral para que, desde o tempo de estudo, o seminarista tenha contato com as comunidades, com o povo e vá aprendendo também, seja com o padre, seja com a comunidade. Isso é uma contribuição imensa para a formação do seminarista. É ali que muitas vezes ele se encontra, é ali que ele se prepara. A formação não pode ser apenas intelectual, nem pode ser apenas espiritual, mas ela tem que ser também pastoral. O seminarista será no futuro um pastor e na pastoral ele aprende a ser pastor.”

Atualmente, 24 seminaristas fazem Pastoral em paróquias da Arquidiocese de Juiz de Fora; ao todo, 19 paróquias acolhem os aspirantes ao sacerdócio. De acordo com o Animador da Dimensão Pastoral, Padre José de Anchieta Moura Lima, esse é um eixo integrador da formação dos jovens. “Além do estudo, da vida comunitária, da vida de oração, eles também devem participar desse aspecto missionário vocacional, colaborando nas paróquias, com os padres. Nesse espírito sinodal é ainda mais importante a gente poder contar com os seminaristas e saber que eles também são protagonistas na missão evangelizadora da nossa Igreja de Juiz de Fora.”

O Padre José Crispim Filho, Administrador da Paróquia Santa Ana, de Santana do Garambéu (MG), e Pároco da Paróquia Santa Rita de Cássia, de Santa Rita de Ibitipoca (MG), conta com o trabalho de um aspirante ao sacerdócio e avalia de forma positiva a experiência. “A presença do seminarista vem para somar, para ajudar nos trabalhos pastorais. Ele conhece a vida das comunidades, a questão administrativa, então é muito importante, tanto para o seminarista quanto para o padre e para a paróquia que recebe; é uma riqueza muito grande.” Padre Crispim ainda faz um relato da experiência que teve no trabalho pastoral antes de ser ordenado. “Aprendi muito no Seminário, mas aprendi muito mais nas paróquias, com os padres, com os leigos, na vida de comunidade.”

Veja Também