Romaria e 4º Congresso da Pastoral da Sobriedade são realizados no último final de semana em Aparecida (SP)

Aconteceu, nos dias 14 e 15 de setembro, a Romaria e o 4º Congresso da Pastoral da Sobriedade, no Santuário Nacional em Aparecida do Norte (SP). O encontro se encerrou com a Santa Missa, no Altar Central. A celebração foi presidida pelo Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, e concelebrada pelo Bispo Referencial da Pastoral da Sobriedade na Conferência Nacional dos Bispos (CNBB), Dom Nélio Domingos Zortea.

Com a temática “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt 23,8), o evento teve como objetivo a promoção de um encontro fraterno entre os agentes, assessores eclesiásticos, membros que participam dos grupos de autoajuda, membros de comunidades terapêuticas e todas as pessoas que tenham o interesse comum na prevenção e recuperação de dependências químicas e outras dependências comportamentais.

A Arquidiocese de Juiz de Fora foi representada pelos agentes Ricardo Bento Pereira e Francisca Romana da Rocha, que expressaram a relevância deste momento. Para Francisca, é uma oportunidade de encontrar fortalecimento no movimento de outros estados, mas com o mesmo objetivo: vida, amor e esperança. Ricardo complementa que isto vem da unidade que deve existir entre a Pastoral da Sobriedade em diferentes níveis.

“[O evento] mostrou a importância de estarmos mais unidos como uma pastoral que acolhe e traz de volta ao ambiente familiar muitas pessoas que, pelos vícios e dependências, se afastam ou se perdem na vida por não terem em quem se apoiar. Isto tem que começar na proximidade dos grupos de pastorais, temos que ser família entre nós para podermos ajudar os que necessitam de ajuda. Assim como Cristo é a cabeça da Igreja e nós somos o corpo místico de Cristo, também a Pastoral Nacional seria a cabeça e a Arquidiocesana seria o corpo, todos ligados entre si para um perfeito funcionamento”, explicou Ricardo.

Além de ser importante para o futuro da Pastoral Arquidiocesana, o encontro também se destaca pelo impacto pessoal nos agentes participantes. Para Francisca, falar deste movimento é falar da vida. “Faço parte de onde sei que todos ali tinham problemas como eu, mas, com a pastoral, descobrimos que somos, nós os agentes, que precisam estar em nossa família, paróquia e arquidiocese, seguindo os passos de nosso Senhor Jesus Cristo”, pontuou.

Já para Ricardo, o mais marcante são os testemunhos de outros irmãos. “Ouvir aqueles que estavam perdidos e que, através da pastoral, conseguiram resgatar sua dignidade, proporcionar aos seus familiares o devido respeito, uma vida plena de amor, convívio familiar e social, reinserção ao mercado de trabalho e, acima de tudo isto, a comunhão de amor com Deus em suas vidas”, expressou.

Criada em 1998, a Pastoral da Sobriedade tem o objetivo de, não apenas responder à questão de uso de drogas, mas também de tratar qualquer tipo de dependência, química ou não, como vícios, manias, compulsões ou pecados. Neste sentido, busca a integração entre todas as Pastorais, Movimentos, Comunidades Terapêuticas Parceiras e Casas de Recuperação.*

*Fonte: Diocese de União da Vitória

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