Portas fechadas, esperança aberta: Arquidiocese celebra encerramento do Ano Jubilar

No último dia 28 de dezembro de 2025, a Arquidiocese de Juiz de Fora celebrou o encerramento do Ano Jubilar da Esperança, em âmbito arquidiocesano, com Missa solene na Catedral Metropolitana, presidida pelo Pároco local, Pe. João Paulo Teixeira Dias. A celebração reuniu fiéis em um momento de ação de graças, marcados pela renovação da fé e pelo chamado a seguir como peregrinos de esperança.

O Ano Jubilar da Esperança foi vivido pela Igreja como um tempo especial de graça, conversão e renovação espiritual. Inspirado pelo convite do Papa Francisco para que os fiéis se reconhecesse como “peregrinos de esperança”, o Jubileu convocou toda a comunidade cristã a intensificar a oração, atravessar as portas santas, praticar obras de misericórdia e fortalecer a comunhão com Deus e com os irmãos.

Na Arquidiocese de Juiz de Fora, o Ano Santo foi marcado por celebrações, peregrinações, momentos formativos e vivências comunitárias. Em comunhão com a Igreja em todo o mundo, o Jubileu será oficialmente concluído com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro, no Vaticano, no dia 6 de janeiro de 2026, Solenidade da Epifania do Senhor.

“As portas da esperança não se fecham”

Durante a homilia, Pe. João Paulo destacou que suas primeiras palavras vinham a pedido do Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, que não pôde estar presente, mas manifestou sua comunhão espiritual com a celebração. “As portas físicas do Ano Santo se fecham, como acontece em Roma, mas as portas da esperança não se fecham jamais. Esta é a nossa certeza e a nossa alegria”, transmitiu o sacerdote, ecoando a mensagem do Pastor Arquidiocesano.

O pároco ressaltou ainda que, embora o mundo muitas vezes decepcione, a esperança cristã é o próprio Deus, que permanece fiel, caminha com o seu povo e nunca abandona aqueles que nele confiam.

Ao recordar o significado histórico do Ano Santo, Pe. João Paulo explicou que o Jubileu é, desde sua origem, um tempo de libertação, perdão e reconciliação. Durante um momento de oração, os fiéis foram convidados a pedir a Deus a libertação de tudo aquilo que escraviza: os vícios, o pecado, a falta de diálogo, o excesso de acúmulos e a pressa que afasta da oração e da intimidade com o Senhor.

O sacerdote também ressaltou a importância do descanso e da centralidade de Deus na vida cristã, recordando que o domingo é dia de encontro com o Senhor e de renovação da fé.

A Sagrada Família e a esperança vivida no cotidiano

Celebrando a Festa da Sagrada Família de Nazaré, a liturgia conduziu a uma reflexão sobre a família como igreja doméstica, primeiro espaço de vivência da fé, da oração e da transmissão dos valores cristãos.

Inspirados nas leituras do dia, especialmente no livro do Eclesiástico e na Carta de São Paulo aos Colossenses, Pe. João Paulo destacou a importância de honrar pai e mãe, viver o perdão, a harmonia e o amor mútuo, mesmo diante das imperfeições e desafios enfrentados pelas famílias ao longo da história. “Na família encontramos um grande tesouro: a presença de Deus. É ali que aprendemos a amar, a perdoar e a viver a esperança que não decepciona”, afirmou.

O pároco recordou ainda as dificuldades vividas pela própria Sagrada Família — o deslocamento, a pobreza, a incerteza — e como, mesmo em meio às provações, Maria e José mantiveram a confiança em Deus, tornando-se exemplo para as famílias de hoje.

Peregrinos de esperança

Encerrando a homilia, Pe. João Paulo reforçou que o fim do Ano Jubilar não representa um ponto final, mas um envio missionário: continuar vivendo e anunciando a esperança cristã no cotidiano, nas famílias, no trabalho e na missão da Igreja.

“Somos peregrinos de esperança. A esperança é o nosso Deus, que permanece de braços abertos, conduzindo-nos como uma grande família: a Igreja do Senhor”, concluiu.

Clique aqui para conferir alguns registros da celebração.

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