Pastoral Familiar promove Formação Pré-Matrimonial por Acolhida

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Cento e cinquenta pessoas, entre agentes de pastorais e movimentos, cerimonialistas, catequistas e diáconos, estiveram reunidos na Paróquia São Mateus, no bairro homônimo, em Juiz de Fora, no último domingo (7), para a Formação Pré-Matrimonial por Acolhida. Promovido pela Pastoral Familiar Arquidiocesana, o evento contou com a participação de André Parreira, autor do livro “Matrimônio: encontros de preparação”, do casal Paulo Sérgio e Rosilene Rezende, Coordenadores do Setor Pré-Matrimonial da Pastoral Familiar, e do Vigário Episcopal para Vida e Família, Padre Laureandro Lima da Silva.

De acordo com Paulo Sérgio, a presença de André Parreira estava sendo esperada avidamente. “Há muito tempo, vínhamos planejando essa formação com o André em nossa Arquidiocese. Já havíamos realizado uma oficina de formação por acolhida no ano passado e com a aproximação do decreto de Dom Gil, nós achamos viável trazer o autor do guia matrimonial que utilizamos em nossas formações.”

O decreto citado pelo Coordenador do Setor Pré-Matrimonial se refere ao novo formato de catequese que será adotado em toda a extensão arquidiocesana a partir de junho e que irá guiar os noivos no caminho de preparação para o matrimônio. “Dom Gil elaborou o decreto determinando que, até o dia 31 de maio, todas as paróquias da Arquidiocese de Juiz de Fora se adequem a essa nova modalidade. Esses encontros de um dia, um dia e meio, não serão mais aplicados nas paróquias, e sim na modalidade por acolhida”, explicou Paulo.

A decisão vai ao encontro do que pede a Igreja Católica, na tentativa de fornecer aos casais elementos mais sólidos para iniciar a vida familiar. “Essa formação aos candidatos ao Sacramento do Matrimônio vem sendo pedida desde o Papa João Paulo II, na Exortação Apostólica ‘Familiaris consortio’, e agora o Papa Francisco só vem reforçar isso. Ele já falou no ‘Amoris laetitia’ e agora no catecumenato, no último documento dele, reforça mais ainda que essa catequese matrimonial venha desde a infância. Então, é algo que vem sendo pedido pela nossa Igreja”, disse Paulo.

Na avaliação do casal, o encontro formativo foi muito produtivo. “Oito das doze foranias estiveram presentes. Nós estamos muito satisfeitos com essa formação. Isso nos motivou e nos motiva, cada vez mais, porque é sinal de algo que vem dando certo em nossa Arquidiocese e que é necessário: uma catequese matrimonial mais concisa.”

Ainda no primeiro semestre de 2024, a Pastoral Familiar Arquidiocesana promoverá uma nova oficina de formação para aquelas paróquias que não puderam estar presentes no evento.

Preparação para o Matrimônio
André Parreira em sua palestra

Os participantes tiveram um dia inteiro de formação sobre a preparação para o matrimônio, com foco na realização da catequese matrimonial a partir do recente decreto arquidiocesano. Neste sentido, André Parreira, Agente de Pastoral Familiar da Diocese de São João del-Rei, contribuiu com suas experiências, especialmente a partir do livro “Matrimônio: encontros de preparação”, do qual é autor juntamente com sua esposa, Karina. O material de preparação para o matrimônio já atendeu a mais de 150 mil casais em todo o Brasil e também é utilizado nas formações da Pastoral Familiar da Arquidiocese juiz-forana. “Foi uma alegria retornar a Juiz de Fora, onde me senti muito acolhido”, declarou.

André iniciou sua palestra com uma “linha do tempo” sobre a preocupação da Igreja acerca da preparação para o matrimônio. “Parti de alguns documentos do Concílio Vaticano II até chegar à atualidade, mostrando que a catequese para o matrimônio é uma recomendação antiga e que a Igreja pede, há décadas, que não aconteçam ‘cursos de noivos’ condensados em poucos dias”, esclareceu.

O conferencista trabalhou, ainda, a importância da ação conjunta de toda a Arquidiocese para a divulgação e orientação dos casais, para que não procurem a catequese – ou “curso de noivos”, como ainda é conhecido – nos meses próximos ao casamento. “Pelo contrário, devem ser orientados e motivados a terem a catequese como apoio na decisão de se casarem e, assim, procurarem antes de marcarem o casamento ou, melhor ainda, antes mesmo do noivado. Isso vale também para aqueles que já moram juntos, pois mesmo convivendo há anos, precisam discernir se o matrimônio é realmente a vocação deles. E, para isso, há a catequese matrimonial.”

A importância da união entre os agentes de pastoral, os casais e os fiéis na compreensão de que a iniciativa arquidiocesana segue um caminho a favor de casamentos equilibrados e bem discernidos também foi ressaltado por André. “Entendo que a Arquidiocese está oferecendo um grande presente aos casais, pois receber formação aprofundada e ter acompanhamento é um grande benefício para todos que desejam se casar. É um trabalho de longo prazo e veremos os resultados nos próximos anos, com casais realizados na vida conjugal e menor demanda ao Tribunal Eclesiástico por investigação de nulidade matrimonial. Devemos reconhecer o zelo do Arcebispo, Dom Gil, do Vigário Episcopal para a Vida e a Família, Padre Laureandro, e de toda a Pastoral Familiar, especialmente o casal responsável pelo setor Pré-Matrimonial, Paulo e Rose”, pontuou.

*Colaboração: Brenda Melo – Jornal Folha Missionária

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