Na Catedral, fiéis participaram da Ação Litúrgica da Paixão do Senhor

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Em profundo silêncio foi iniciada Ação Litúrgica Solene da Paixão do Senhor, na Sexta-feira Santa, na Catedral de Juiz de Fora. Sob a presidência do Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, a liturgia teve início às 15h, recordando a morte de Jesus segundo o evangelho de São João.

Foi concelebrada pelos Padre João Paulo Teixeira Dias e Leandro Monaia, e contou com a ajuda dos diáconos Antônio Valentino da Silva Neto e Waldeci Rodrigues da Silva. O pároco local, Pe. João Paulo, comentou sobre o dia e esclareceu o que todo católico deve ter em mente neste dia. “Choramos sua morte, mas não é um choro de tristeza, é um choro de esperança na ressurreição de todo aquele que permanece firme com o Senhor. Mesmo nas tribulações, mesmo nas dificuldades que enfrentamos todos os dias para anunciar e pregar o Evangelho, a nossa certeza é a certeza feliz da páscoa, da vitória do Senhor Jesus. Por isso, vamos viver o mistério da sua morte [até a vigília pascal].  O grão de trigo que cai na terra, ele morre, mas ele germina e produz muito fruto”.

Dividida em três partes – Liturgia da Palavra, adoração da Cruz e Comunhão Eucarística – a Ação Litúrgica foi marcada pelo silêncio, pela oração e pela adoração ao Cristo crucificado. Na homilia, o Pastor Arquidiocesano recordou que João Evangelista foi o único dos apóstolos que testemunhou a Paixão do Senhor até o fim, portanto é capaz de nos contar com detalhes tudo que se passou naquela tarde.

“Eles não sabiam, mas, no alto do Gólgota, um cordeiro diferente estava sendo sacrificado para uma Páscoa definitiva, da alma de todos aqueles que seguissem a Cristo. No alto do calvário, a profusão do sangue do Senhor fazia aquilo que o sangue dos animais não podia fazer, lavar o coração, a alma, a vida das pessoas. Sobre madeiro da cruz, a profusão de sangue era sinal da imensa profusão do amor de Deus para conosco. Os sofrimentos de Cristo que Jesus passou, nós os merecíamos, mas ele se ofereceu em nosso lugar e por isso somos lavados pelo sangue de Cristo”, afirmou Dom Gil.

Ele ainda falou sobre o diferencial dos detalhes contados por São João. “Esclarecem nossa mente. Os detalhes que São João narra servem para nossa conversão, para pergunta diária ao nosso coração: tenho sido fiel? Quanto me falta para ser fiel ao sangue que Cristo derramou por mim?”

Logo após a homilia, foi rezada a Oração Universal, respondida pelos fiéis. As preces deste dia são pelo Papa, pela Igreja, pelos que sofrem, pelos que creem em Deus e também pelos que não creem. Depois da oração universal, foi entronizada a cruz, velada, e adorada pelos membros do clero, servidores do altar e ministros.Ao final da celebração, todo o povo formou uma longa fila para poder chegar perto e fazer a sua reverência também.

Mais fotos na celebração em nossa galeria: clique aqui.

Veja Também