Em 2024, a Diocese de Juiz de Fora celebrou 100 anos de criação. Essa trajetória centenária não teria sido possível sem a dedicação de figuras importantes que, com fé e trabalho incansável, lançaram as bases dessa Igreja Particular. Entre esses nomes, destaca-se Monsenhor Domício de Paula Nardy, cuja atuação foi essencial para a estruturação da nova Diocese, desmembrada da então Arquidiocese de Mariana.
Uma missão para a Igreja em Juiz de Fora
Nascido no distrito de São Domingos da Bocaina, em Lima Duarte (MG), Monsenhor Nardy se destacou por sua dedicação à Igreja desde seus primeiros anos no sacerdócio. Ao longo de sua trajetória, exerceu diversas funções de grande responsabilidade, como Promotor do Arcebispado, Procurador da Mitra de Mariana e Secretário Arcebispo Metropolitano por doze anos. Posteriormente, assumiu os cargos de Vigário Capitular e Ecônomo, desempenhando papel fundamental na organização da Igreja na região.
Sua experiência e competência na gestão eclesiástica o levaram a ser escolhido por Dom Helvécio Gomes de Oliveira, então Arcebispo Metropolitano de Mariana, para preparar a estrutura da Diocese de Juiz de Fora. Essa foi uma tarefa árdua, pois exigia não apenas uma reorganização territorial, mas também a criação de um novo modelo administrativo e pastoral para a nova jurisdição eclesiástica.
Os primeiros passos da Diocese
Com dedicação incansável, o sacerdote trabalhou para estabelecer as bases da nova Diocese, organizando a Cúria Diocesana e o Arquivo Diocesano, que preservaria documentos fundamentais para a memória e identidade da Igreja local. Seu esforço foi essencial para preparar a chegada do primeiro Bispo de Juiz de Fora, Dom Justino José de Santana, que tomou posse em 1º de fevereiro de 1924.
Além de garantir que a administração diocesana estivesse estruturada, ele colaborou ativamente na organização do clero e das paróquias, ajudando a definir diretrizes que possibilitassem uma transição estável e bem organizada. Sua atuação garantiu que a Diocese de Juiz de Fora tivesse um início sólido e bem direcionado, o que permitiu seu crescimento ao longo dos anos.
Legado do Monsenhor Domício no Centenário Diocesano
Mesmo após a chegada do primeiro bispo, seguiu como um dos principais colaboradores da Diocese. Foi nomeado Vigário Geral de Juiz de Fora, cargo que exerceu com zelo e dedicação até seu falecimento, em 30 de junho de 1940. Sua atuação foi necessária para garantir a continuidade dos trabalhos pastorais e administrativos, sendo reconhecido como figuras importante na história da Diocese.
Além da administração eclesiástica, trabalhou na área do conhecimento professor do seminário diocesano, na Escola Normal Oficial e no Colégio S. José e foi também colaborar do jornal “O Lampadário”. Além disso, o compromisso de Monsenhor Domício com a Igreja não se limitou apenas à sua própria vocação, sendo ele tio de Domingos Nardy, o primeiro seminarista ordenado no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio.
Ao longo das décadas, a Diocese de Juiz de Fora cresceu, ampliando sua presença e atuação pastoral. Hoje, com dezenas de paróquias e diversas iniciativas de evangelização e ação social, a Igreja local celebra seu centenário e aqueles que foram pilares desta história, assim, o nome de Monsenhor Domício de Paula Nardy permanece na memória da Igreja juiz-forana.
Revista comemorativa
Para celebrar essa trajetória centenária, a Arquidiocese de Juiz de Fora preparou uma edição especial da Revista do Centenário, que narra a rica trajetória de nossa diocese, desde seus primórdios até as celebrações do centenário.
O lançamento acontecerá no dia 21 de fevereiro, na Cúria Metropolitana, a partir das 19h. Todos são convidados para este importante momento de celebração e memória da história da Igreja em Juiz de Fora.
*Com informações do Lampadário e da Folha Missionária