Liturgia da Paixão e Descendimento da Cruz acontecem na Catedral

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Na tarde desta Sexta-feira Santa, 02 de abril, a Catedral Metropolitana de Juiz de Fora sediou a Solene Ação Litúrgica das 15h, horário em que Cristo morreu crucificado. De portas fechadas, a celebração foi conduzida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, e contou com a presença dos padres da Catedral.

A Ação Litúrgica começou com a prostração dos religiosos diante do altar, momento em que se deitaram no chão, de bruços, lembrando a hora exata da morte do Senhor. Logo após, houve Liturgia da Palavra, Oração Universal – acrescida pela prece pelos que padecem a pandemia do Covid-19 – e Adoração à Santa Cruz, seguida da Comunhão Eucarística.  Novamente este ano, omitiu-se o beijo da cruz, sendo este substituído por um breve silêncio e inclinação da cabeça, no momento da Adoração, para comtemplar a cruz.

Dom Gil iniciou a homilia lembrando que a sexta-feira Santa é o dia de celebramos a salvação da humanidade, a grande misericórdia de Deus Pai e de nos convertermos. “Todos somos chamados, diante do Senhor, colocar e chorar, se preciso for, nossos pecados, traições, negações”. Usando o exemplo de Pedro, o Arcebispo orientou a todos a reconhecerem seus pecados e se converterem a cada queda.

Ele ainda falou que os pecados que mais ofendem ao Senhor são os cometidos pelos mais próximos, ou seja, nós cristãos, católicos. “O dia de sexta-feira santa é dia de conversão, de escutar a palavra e deixa-la cair no coração. Podemos nos aproximar do Senhor e ter um coração distante dele, como Judas”. Assim, ele pediu que neste dia, todos olhem para dentro de si mesmos e se perguntem: como anda minha vida espiritual? E meu cristianismo? Minha prática religiosa? Minha casa é verdadeiramente uma igreja doméstica?

Momento de Adoração no Ato Litúrgico

Mais uma vez recordando o momento difícil vivido pelo mundo, Dom Gil pediu a todos que não percam a esperança. “É preciso ter confiança em Jesus, fazer deste tempo, que as vezes te dá mais tempo, tempo conversão”.

Dirigindo aos que estão sofrendo mais diretamente por conta da pandemia, acometidos com o vírus, os que perderam entes queridos, ou que estão trabalhando de forma incansável no combate a pandemia, o Dom Gil os animou com suas palavras. “Com tudo isso, participemos da paixão do Senhor! Façamos disso uma participação no calvário do Senhor, mas nunca percamos a esperança. Porque o calvário não foi uma residência, é passageiro. O túmulo não foi uma residência, é transitório. Chegou para Cristo para os apóstolos o dia da ressureição, chegou a vitória dada por Deus. Pensemos, tudo passa!”

Descendimento da Cruz

Já a noite foi marcada pela cerimônia do descendimento da Cruz. O sermão foi realizado pelo Padre Leonardo Pinheiro, com a presença do Arcebispo, padres e diáconos. Dom Gil falou sobre o momento tão forte para a liturgia da Igreja. “Estamos representando aquele momento bíblico em que José de Arimatéia e Nicodemos desceram o corpo de Jesus do madeiro da cruz. Nossa senhora estava presente e recebeu-o em seus braços, ela o afagou com seu abraço de mãe. João Evangelista também estava presente com as santas mulheres.”

Devido ao momento delicado causado pela pandemia, Dom Gil lembrou que a tradição no Brasil é celebrar a data com procissões pela rua com a imagem de Jesus falecido. “Infelizmente não podemos fazer a procissão do enterro, celerada em todo Brasil. Por conta da pandemia temos que renunciar a isso, mas nossos corações acompanham Jesus e ele nos acompanha em nossa vida.”

O Pastor concluiu o momento reforçando que a espiritualidade da sexta-feira Santa possui um significado especial, pois recorda todos aqueles que estão sofrendo diante dos acontecimentos que estamos passando. “Nesse momento de pandemia o descendimento da cruz é muito importante, pois representa o sofrimento daqueles que estão padecendo e representa um afago do céu. Que Nossa Senhora nos acolha como mãe, como aquela que dá resposta à nossa fé e ao nosso sofrimento.”

Colaboração: Monalisa Lima

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