No último domingo, 30 de novembro, a Arquidiocese de Juiz de Fora celebrou o Jubileu dos Coroinhas e Acólitos, reunindo cerca de 1300 crianças, adolescentes e jovens no Centro de Evangelização da Comunidade Resgate. O encontro, que coincidiu com o primeiro domingo do Advento.
O Assessor da Pastoral Vocacional Arquidiocesana, Pe. Miguel Souza Lima, destacou que o Jubileu foi pensado como uma grande peregrinação de esperança. “Queremos estar aqui em peregrinação junto com toda a Igreja, com a nossa Arquidiocese, mas especialmente com tantas crianças e jovens que servem o nosso altar em cada paróquia, em cada missa. Então, eles são essa celebração, essa esperança, mas também é uma mensagem que a gente deixa para a Igreja e também para a nossa igreja aqui de Juiz de Fora”, expressou.
Na ocasião, foi criada a Cápsula da Esperança, em que os participantes puderam escrever cartas para serem lidas em 2033, no próximo Jubileu da Igreja.
O evento culminou com a Missa presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, que ressaltou a alegria em ver tantos coroinhas e acólitos reunidos. “Foi uma festa maravilhosa para Jesus. Esses meninos e meninas vão sendo formados no amor de Cristo, servindo ao altar. A cápsula do tempo foi um gesto muito bonito: cartas escritas hoje serão entregues aos coroinhas do Ano Santo de 2033. Os que aqui estiveram já serão jovens, e outros estarão nascendo agora. É um sinal de esperança para o futuro da Igreja”, afirmou.
Testemunhos que inspiram esperança
Entre os destaques da programação, esteve também o testemunho sobre a vida de duas coroinhas da Arquidiocese que faleceram este ano: Maria Eduarda, da Paróquia São Mateus, e Nicoli Augusta, da Paróquia Nossa Senhora das Estradas. Ambas foram lembradas pela dedicação ao serviço no altar e pelo testemunho de fé.
Segundo Pe. Miguel, a homenagem às meninas teve forte impacto na vivência espiritual do encontro. “O testemunho da Duda, que faleceu recentemente, e da Nicole, que também partiu, deixou para nós um exemplo de serviço, amizade e esperança. Elas são uma mensagem para toda a Igreja”, afirmou.
A história de Duda foi apresentada com profundidade pela leiga Letícia Cristina Pereira, que emocionou os presentes ao relatar não apenas as virtudes da jovem, mas também os frutos espirituais que sua vida gerou na própria família e na comunidade.
A pregadora destacou que Duda foi um verdadeiro instrumento de conversão, despertando nos familiares um desejo renovado de aproximação com Deus. Um dos sinais dessa transformação, considerado por muitos como um dos “primeiros milagres” atribuídos à sua intercessão, foi a celebração do matrimônio dos pais da jovem — que, tocados pelo testemunho de fé da filha, decidiram oficializar sua união na Igreja.
Em sua fala, Letícia também recordou uma frase marcante da adolescente, que expressava a maturidade espiritual que ela alcançara mesmo em meio ao sofrimento. “Ela dizia que Jesus escolhe seus filhos prediletos para mandar os maiores sofrimentos, e ela se sentia a mais amada por Ele. Mesmo com dores fortíssimas, mantinha o sorriso no rosto e a certeza de que aquilo era o amor de Deus”, contou.
Segundo Letícia, esse movimento espiritual evidencia o quanto a vida de Duda, mesmo diante das cruzes, irradiou fé, esperança e amor. “Ela morreu em odor de santidade”, disse Letícia. “Era uma menina de comunhão diária, cheia de virtudes. Dom Gil chegou a dizer que ela é como uma versão feminina de Carlo Acutis — e nós acreditamos nisso”, concluiu.
Um reavivar vocacional
Para os coroinhas participantes, o Jubileu também foi ocasião de reencontro com a fé e de renovação do compromisso com o serviço ao altar. Emilly Vitória Gonçalves de Castro, do Santuário São Miguel e Almas, de Santos Dumont (MG), testemunhou sua experiência. “É meu primeiro Jubileu e está sendo incrível. Eu fiquei afastada da Igreja por um tempo e não pude vir em 2023. Hoje, estar aqui, escrever minha carta para a cápsula do tempo, viver tudo isso, mostra o quanto minha fé cresceu”, relatou.
A dimensão comunitária também foi destacada pela participação das paróquias. Mirielle Alves Moreira, da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Pedro Teixeira (MG), celebrou a organização do encontro e o entusiasmo das crianças e jovens. “Está tudo muito lindo e bem preparado. Esses momentos de espiritualidade, alegria e partilha são fundamentais. Eles mostram como é bom ser católico e servir a Deus”, pontuou.

O seminarista Wesley Vitor da Silva Souza, do 4º ano de Filosofia, ressaltou a importância da Pastoral dos Coroinhas e Acólitos para a vida vocacional. “É a porta de entrada para uma vida junto a Deus. Momentos como este fortalecem o senso de comunidade, de entrega e de serviço, e mostram que precisamos uns dos outros para servir ao Senhor”, destacou.
Ao final do evento, os coroinhas fizeram questão de demonstrar seu carinho e gratidão ao Arcebispo. Eles entregaram a Dom Gil uma faixa com mensagens escritas pelas crianças e jovens, expressando a alegria de caminhar sob os cuidados de tal pastor e agradecendo por sua presença, apoio e incentivo ao serviço no altar.
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