Neste final de semana, a Arquidiocese de Juiz de Fora se une em oração para celebrar o Jubileu dos Enfermos. Tradicionalmente, o Dia do Enfermo é celebrado em 11 de fevereiro, dia de Nossa Senhora de Lourdes, padroeira dos enfermos. Contudo, devido ao Retiro do Clero, que acontecerá durante a próxima semana, a celebração foi antecipada para domingo, 9 de fevereiro.
Vivendo este Ano Santo da Esperança, somos chamados a voltar nosso olhar com mais atenção e compaixão para aqueles que enfrentam a dor e a fragilidade da doença. O Chanceler da Arquidiocese de Juiz de Fora, Padre Eder Luiz Pereira, pontuou que a Igreja deseja que todos os enfermos sintam, mesmo em meio às suas dores, a brisa suave da esperança, fortalecidos pelo conforto dos Sacramentos e da oração.
Unção dos Enfermos x Bênção dos Enfermos: qual a diferença?
O Jubileu dos Enfermos ressalta a importância do Sacramento da Unção dos Enfermos, um dos Sacramentos de Cura, juntamente com a Confissão. Sua base bíblica se encontra na Carta de São Tiago, que ensina: “Alguém dentre vós está sofrendo? Recorra à oração. Alguém está alegre? Entoe hinos. Alguém dentre vós está doente? Mande chamar os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo no nome do Senhor. A oração feita da fé salvará” (Tg 5,13-15).
A Unção dos Enfermos não é apenas para os que estão em estado terminal, mas para todos os que enfrentam enfermidades sérias e também para os idosos a partir dos 60 anos, como forma de fortalecer a alma e o corpo. “Ser curado não apenas dos males do corpo, o que Deus pode fazer, mas principalmente dos males da alma. Pela reconciliação encontramos o abraço do Pai, e neste Sacramento da Unção sua força vivificadora para carregar a cruz da enfermidade”, refletiu o Chanceler.
A fórmula sacramental expressa essa graça: “Por essa santa unção e pela Sua infinita misericórdia, o Senhor venha em seu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos seus pecados, Ele o salve e, na Sua bondade, alivie os seus sofrimentos”.
Além da Unção, a Igreja concede a Bênção dos Enfermos, que não é um sacramento, mas uma oração especial pedindo a Deus o alívio e a cura para os doentes. Padre Eder destacou que a Igreja sempre foi chamada a ser um instrumento de compaixão e solidariedade, seguindo o exemplo de Cristo, que sempre se aproximou dos enfermos com amor e misericórdia. “O Jubileu dos Enfermos é um tempo especial de oração por aqueles que unem suas dores à Cruz de Cristo. Que possamos ser Cirineus, auxiliando-os com nossas orações e com uma presença amorosa e fraterna”, enfatizou.
Um chamado à esperança e à comunhão
Ambas as práticas refletem o cuidado pastoral da Igreja e sua missão de levar conforto espiritual aos que sofrem. A celebração do Jubileu dos Enfermos será um momento de graça e comunhão, recordando que a fragilidade humana é abraçada pelo amor infinito de Deus. Ao final das celebrações, em todas as paróquias da Arquidiocese, haverá uma bênção especial aos enfermos. Fique atento à programação do Jubileu em sua paróquia e participe deste momento.