Em Santa Missa, nova Presidência da CNBB ressalta caráter desafiador da fé cristã

*Fotos Thiago Leon/Santuário Nacional

Na noite desta quinta-feira, 27 de abril, o Episcopado Brasileiro reuniu-se uma vez mais ao redor do Altar Central do Santuário Nacional de Aparecida (SP), para celebrar a Santa Missa com a participação dos bispos presentes na 60ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O evento, que teve início no último dia 18, compreendeu momentos importantes não só para os bispos do Brasil, mas para toda a caminhada da Igreja, que será acompanhada, pelos próximos quatro anos, por uma nova Presidência junto à instituição.

Pedindo uma vez mais as luzes do Espírito Santo, a celebração – com Vésperas – teve início sob a animação do Irmão Alan Patrick Zucherato, C.Ss.R., missionário redentorista, e foi presidida pelo novo Presidente da CNBB, Dom Jaime Spengler, eleito durante a Assembleia Geral. Ao seu lado, como concelebrantes, os membros da Vice-Presidência, Secretaria-Geral e presidentes das Comissões Episcopais.

*Novo presidente da CNBB, Dom Jaime Spengler | Foto: Thiago Leon/Santuário Nacional

Em sua homilia, Dom Jaime saudou o Núncio Apostólico do Brasil, Dom Giambatista Diquattro, e nele todo o clero e o povo de Deus presente na celebração. Em seguida, salientou a importância da Eucaristia para a vida cristã: “‘Eu sou o Pão vivo, o Pão da vida’, disse Jesus. As massas não reconhecem Sua origem divina, afinal é um homem como todos. Então Ele revela que a verdadeira vida vem justamente da Sua carne, dada ao mundo. Jesus é o Pão-Palavra tornada carne, para que Nele a carne reencontre a Palavra”, disse.

Para Dom Jaime, crer em Jesus, o Pão Vivo, “é mastigar e comer sua carne, assimilar o bom Deus até viver Dele”. Jesus oferece sua humanidade como alimento, e torna visível aquele Deus invisível, que é tudo, é só amor. Nele se celebra a aliança definitiva entre o céu e a terra. “Compreendemos, assim, por que a Eucaristia é fonte e ápice de toda a vida cristã”, pontuou.

O Arcebispo de Porto Alegre (RS) ainda salientou que “expressar essa fé, no contexto atual, implica desafios presentes, esperanças e sonhos ao qual nós somos enviados para anunciar o Evangelho, anunciar e propor a contemporaneidade de Jesus em sua natureza humana e divina”, disse.

“Somos corresponsáveis pela missão, participamos de um único mistério. Por isso, no fundamento da comunhão entre nós está a expressão da comunhão da Igreja. Tal realidade lança exigências e desafios, que se encontram no interior da própria CNBB e na sociedade em que estamos inseridos e fazendo parte”, afirmou.

Por fim, ele agradeceu o trabalho da gestão anterior e pediu “que Deus instigue-lhes e ajude-lhes para que possam levar de maneira eficiente e transparente aquilo que a Assembleia os outorgou”. Dom Jaime também lembrou que um aspecto importante da missão e da vida pessoal dos bispos é, nas palavras dele, “expressar que nós gostamos do que somos e amamos o que fazemos. Somos homens de Igreja, empenhados em levar com humildade a ordem de Jesus: ‘Ide e anunciai o Evangelho a toda criatura’, cuidando e promovendo a vida em todas as instâncias, inspirados pelas virtudes teologais da Fé, da Esperança e da Caridade”.

Ao motivar a Consagração à Nossa Senhora Aparecida no final da Santa Missa, Dom Jaime recordou suas tradições familiares, lembrando que, na infância, sua mãe costumava fazer doces em preparação para a Páscoa e o Natal, ao que ele pedia: “Mãe, me dá um docinho”? Em seguida, traçou o paralelo entre essa história e o momento de súplica à Mãe Aparecida: “Hoje estamos aqui diante de Nossa Senhora. Mãe, olha por estes seus filhos, pelas nossas igrejas!”

E convidou Dom Paulo Jackson, eleito segundo vice-presidente da CNBB, a fazer a Consagração nesse espírito: “Mãe, ajuda! Que Nossa Senhora Aparecida interceda por nós e nossas igrejas. Assim seja!”

*Fonte: A12.com

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