Comissão da Campanha da Fraternidade 2019 dá início aos seus trabalhos

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No último sábado, 23 de fevereiro, ocorreu na Cúria Metropolitana a primeira reunião da Comissão da Campanha da Fraternidade 2019. Guiados por Dom Gil Antônio Moreira e com o Padre Everaldo José Sales Borges também a frente, o grupo iniciou os trabalhos de planejamento de ações de divulgação e difusão da campanha, cujo o tema é “Fraternidade e Políticas Públicas”.

Durante a reunião algumas preocupações se destacaram. Dom Gil pontuou a necessidade de cuidados para não se reduzir a Quaresma apenas a Campanha da Fraternidade, ou parecer que a campanha é maior que a Quaresma. “A Campanha da Fraternidade entra de maneira especial como um auxílio à Caridade, a fim de que a pessoa seja respeitada em sua dignidade e possa encontrar meios mais eficientes, mais dignos para viver”, completou o arcebispo.

Ele ainda esclareceu que políticas públicas são instrumentos que os governantes têm, ou a legislação, para a resolver problemas, e que ao tratar deste tema a Igreja não busca fazer oposição a um governo. Na realidade, ela “está olhando o bem da pessoa humana e oferecendo contribuição aqueles que nos governam, para que possam, em parceria, ajudar a resolver essas situações que precisam ser resolvidas”, afirmou ele. A Campanha da Fraternidade, portanto, visa a reflexão a respeito do tema.

O secretário-executivo de Pastoral, Padre Everaldo José, e demais membros da comissão

O secretário-executivo de Pastoral, Padre Everaldo, afirmou que o trabalho da comissão será estendido por todo o ano, “para isso a gente conta com a colaboração de, guiados por nosso arcebispo, padres, leigos, pessoas externas aos trabalhos da igreja, mas que tem comunhão com os princípios da Igreja e podem ajudar na implementação das propostas da Campanha da Fraternidade”.

Em entrevista, padre Everaldo referiu-se a ao tempo da campanha como um tempo em que a igreja é chamada a conversão. “A CNBB procura guiar a igreja nessa direção da conversão pessoal e da colaboração, para que a conversão das estruturas que construímos na sociedade também aconteça. Eu penso que os bispos optaram, de maneira mais estratégica, por essa temática porque estamos iniciando um período de novos governos na esfera federal e nas esferas estaduais”, declarou o padre.

Os primeiros passos foram dados, com direcionamentos, ideias e estratégias a serem utilizados. O próximo encontro será logo após ao início oficial da Campanha da Fraternidade, este último Quarta-feira de Cinzas, às 19h, na Catedral Metropolitana.

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