No último domingo, dia 2 de novembro, a Igreja celebrou o dia dos Fieis Defuntos. Na ocasião, a Diaconia da Esperança esteve nos cemitérios de Juiz de Fora para acolherem aqueles que foram rezar pelos seus entes queridos. Eles também organizaram quatro no Cemitério Municipal e duas missas no Parque da Saudade e, neste primeiro o Arcebispo Metropolitano presidiu a última Eucaristia do dia.
Mesmo com o tempo chuvoso, os fiéis participaram na Missa das 16h e puderam rezar e refletir sobre a Vida Eterna. “A Igreja convida todos para, nesse dia, lançar os olhos para o alto. Recordar que a nossa vida não termina aqui, mas tem prosseguimento definitivo no céu. Essa é primeira mensagem de rezar pelos mortos. Nós acreditamos que os mortos estão, de certa forma, vivos. Devemos rezar por eles, assim como eles também rezam por nós”, afirmou Dom Gil Antônio Moreira.
Durante a homilia, o Pastor Arquidiocesano destacou a certeza na vida eterna, na ressureição, e na importância de dar testemunho destas crenças. “Viver sem crer na vida eterna é sem sentido. Deus preparou vida eterna porque ele é bom. Nós devemos propagar àqueles que não têm fé esta verdade: A eternidade existe. Então, também rezar pela conversão de todos aqueles que ainda não crêem em Cristo” afirmou.
Além disso, falou também sobre nos prepararmos para nossa partida. “Também devemos pensar no dia da nossa morte, como Jesus nos alerta, estar sempre preparados. Então esse dia também funciona dessa forma, nos ajudar a pensar que um dia vamos morrer, não sabemos quando, nem onde, nem que maneira. Então preparar a vida futura é um dever sagrado de quem tem fé”.
Em entrevista, ele ainda explicou que a visita aos túmulos do cemitério é uma coisa louvável, que homenagem aqueles que morreram é um dever, seja da forma que a pessoa fizer. No entanto não é obrigatório celebrar na Missa no Cemitério, não há diferença da Missa lá e na igreja, apenas o fato de facilitar a visita daqueles que possuem familiares no local.
Diaconia da Esperança
Esta é a ação da Igreja voltada aos enlutados. “Ser presença orante e solidária da Igreja no momento da morte, ajudando especialmente a familiares e amigos a se fortalecerem na fé nesta hora de dor e despedida”, este é o objetivo desta diaconia, conforme registrado no documento Sinodal da Arquidiocese.
No dia de finado o trabalho do grupo é intenso, acolhem aqueles que participam nas missas ou, confortam aqueles que estão nas capelas mortuárias, recebem pedidos de orações. No entanto eles marcam presença nos cemitérios todas as semanas em esquema de plantão.
“Todos os dias da semana nós temos um ministro, diácono ou padre que atende as famílias e enlutada nas celebrações das exéquias, levando conforto, a presença da Igreja nesses momentos que as famílias perdem seus entes, seus entes partem para a casa do Pai. Nós estamos juntos com eles nesses momentos de dor, de sofrimento, para ajudar a confortar, trazer a mensagem de Deus para cada um deles”, explicou o coordenador da Diaconia da Esperança, Diácono Álvaro Spindula.
Os plantões ocorrem tanto no Parque da Saudade quanto aqui no cemitério municipal, com visitas há todas as capelas. Além disso, nas secretarias existem os contatos dos agentes das diaconia, basta a família pedir o número e entrar em contato.