A Missa do Galo, o que é?

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A missa do Natal é muito importante para os cristãos católicos. Uma celebração de amor, encontro, união entre divino e humano. É importante, porque vamos ouvir os relatos bíblicos da promessa de Deus, que os profetas já anunciavam no Antigo Testamento. É o tempo de recordar o mistério do amor de Deus, da sua encarnação que desceu à Terra e assumiu nossa humanidade para curar a todos, por amor.

Segundo o administrador da Paróquia Bom Pastor, Padre Rafael Neves, pode-se dizer que a solenidade é um memorial do amor de Deus. Este dia santo é como um domingo, dia de preceito. Quem não participa incorre de pecado, ao menos que tenha uma justificativa grave (doença, impossibilidade de andar, dentre outros). É importante pontuar que não se trata do aniversário de Jesus: Deus não está completando mais um ano, pois Ele é a eternidade em si mesmo.

O Natal se compõe de três celebrações com liturgias diferentes. Uma na noite do dia 24, uma na manhã do dia 25 e outra à noite. A primeira delas, há algumas décadas realizada à meia-noite – tradição mantida em alguns locais – é chamada “Missa do Galo”. O termo ficou fixado na memória do povo.

Padre Rafael conta que ela foi instituída por volta do ano 100, pelo Papa São Telesforo, que desejou celebrá-la em tal horário porque é quando termina um dia e começa outro. Como o galo era, na época, tido como um animal sagrado e também é um vigilante, o primeiro a saudar o sol, tornou-se símbolo. “É a simbologia para dizer que Cristo encerra um dia para começar um novo, o dia eterno”, completa o sacerdote.

Tal ato litúrgico é celebração da vigília, é tempo da espera do Cristo que vai nascer. Após às 18h já se considera o novo dia, o novo tempo. O cristão deve necessariamente participar da Missa do Natal. Para vivenciar o Natal de modo cristão, com Jesus no centro, é importante que os cristãos participem da eucaristia em pelo menos uma das três celebrações.

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