Uma das expressões do Papa Francisco que mais ficaram marcadas na história foi “Igreja em saída”. Destacava o amado Pontífice a missionariedade como verdadeira identificação dos cristãos, pois pelo batismo nos tornamos não só filhos de Deus, mas também discípulos missionários de Cristo Salvador.
Com esta expressão, o então Sucessor de Pedro manifestava seu desejo que todos assumissem a ação evangelizadora como própria, levando para todos a pessoa de Jesus, Verbo eterno do Pai.
Já Paulo VI, na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi (1975), incentivava a obra evangelizadora de cada cristão, também como sinal da identidade batismal, demonstrando que a Igreja existe não só para suas realidades internas, mas olha para fora, trazendo para dentro do Reino de Cristo todas as pessoas humanas. O referido Papa destacava que a evangelização hoje deve ter muito mais um caráter testemunhal, afirmando que o homem moderno não costuma ouvir as palavras, mas seguem os testemunhos e quando ouvem as palavras é porque são confirmadas pelo testemunho.
Papa Francisco, com seu olhar amplo para a realidade hodierna, chamava a atenção para o clericalismo que pudesse encerrar apenas na hierarquia o dever de pregar a Palavra, mas encorajava os leigos e leigas a anunciarem o evangelho, sobretudo com a força viva de seus testemunhos pessoais, inclusive através das mídias sociais.
Também nosso atual Leão XIV tem insistido na mesma direção, inclusive na mensagem recentíssima para o Dia Mundial das Comunicações Sociais.
É consolador observar como estes apelos da Igreja, emanados do espírito do Concílio Vaticano II (1962-1965), tem se concretizado efetivamente nos últimos anos. Hoje são inúmeros leigos e leigas que, fidelíssimos ao Magistério da Igreja, vem pregando a Palavra por todos os lados, sobretudo a partir de suas experiências pessoais de autênticas conversões, às vezes vindos do indiferentismo religioso, às vezes provenientes de correntes cristãs separadas da plena unidade da Igreja.
Entre tantos outros, gostaria de destacar a ação apostólica do Professor Eduardo Faria e de sua esposa, Dra. Natália, seja na mídia seja em palestras para as quais têm sido convidados em várias partes do Brasil. Atualmente, descobertos nas redes sociais, tem sido chamado por comunidades estrangeiras, como a Irlanda, onde estiveram mês passado, solicitados pelos freis capuchinhos, missionários naquelas terras.
Mais belo ainda é o convite oficial que receberam da Conferência Episcopal do Timor Leste para formação católica em suas dioceses, colaborando com os bispos locais na genuína evangelização daquela região tão carente de missionários católicos.
Abaixo, anexo a mencionada carta, como fraterna partilha com os irmãos e irmãs marcados pela força do Espírito Santo, a alma da Igreja nascida de Pentecostes.
(Clique aqui para conferir a carta na íntegra)
Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora