Dom Vilsom Basso celebra recorde de participação juvenil em consulta nacional que guiará a evangelização dos jovens no país

Dom Vilsom e Dom Paulo Cezar durante a coletiva dessa quarta-feira, 22 / Foto: Daniel Xavier

Neste oitavo dia da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP), a coletiva organizada pelo evento com os bispos brasileiros recebeu o bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, Dom Vilsom Basso, e o arcebispo de Brasília (DF), Cardeal Paulo Cezar Costa.

De acordo com Dom Vilsom, precisamente 11.498 jovens foram ouvidos pela comissão responsável pela atualização do Documento 85 da CNBB, “Evangelização da Juventude: desafios e perspectivas pastorais”, que oferece um norte à evangelização juvenil. “Formamos a comissão de redação e começamos a elaborar”, explicou. “Começamos com 3 mil, com uma régua [um número fixo], já que 2 mil no Brasil é suficiente para ter validade. Subimos para 5, para 7, para 10 e paramos em 11 mil”, celebrou.

O meio digital ainda é um terreno inédito à Igreja, mas muito fértil à Palavra de Deus, como o bispo atestou. “É, ao mesmo tempo, um enorme desafio, mas também uma enorme possibilidade. Se usarmos isso de maneira positiva, pode ser uma grande ferramenta para chegarmos especialmente às universidades”, asseverou.

Dom Vilsom disse ainda que a juventude mora no coração da Igreja e que os jovens têm espaço amplo no processo de evangelização. “A comunicação e o mundo digital são elementos novos. Estamos acolhendo o novo. Vamos acolher tudo que há de bom no documento de 2007, trazer a novidade à realidade juvenil e às novas linhas de ação”, finalizou.

Bicentenário entre Santa Sé e Brasil

Dom Paulo Cezar abordou o tema do bicentenário entre Brasil e Santa Sé, ressaltando as contribuições da Igreja ao país nestes 200 anos de cooperação mútua. “Se analisarmos [com cuidado] a presença da Igreja foi muito positiva, acrescentou ao Estado brasileiro”, observou. Segundo ele, o acordo traz um ar de esperança à Igreja e à sociedade, conferindo cidadania à Igreja. “Reconhece o direito da Igreja de exercer sua ação educativa, sua ação religiosa, sua ação cultural, suas ações sociais com liberdade. Essa é a verdadeira laicidade do Estado”.

A relação estabelecida entre o país e a Igreja dá suporte para que o trabalho missionário, para que a Palavra de Deus chegue à população sem entrementes. “O Estado dá, assim, condições para que as religiões possam exercer suas atividades educativas, suas atividades sociais, suas atividades religiosas, porque onde há liberdade é estabelecida uma parceria”, analisou.

Fonte: CNBB

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