Almoço festivo recorda Dia do Padre no Lar Sacerdotal ‘Mater Christi’

Na última sexta-feira, 4 de agosto, a Igreja celebrou a festa litúrgica de São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes. Por esta razão, também foi recordado o Dia do Padre. Na Arquidiocese de Juiz de Fora, todo o Clero se reunirá em alusão à data no dia 22, mas isso não significa que a ocasião passou em branco.

Além das homenagens feitas aos sacerdotes em todas as paróquias nas missas do dia e também nas celebrações do final de semana, um almoço festivo reuniu alguns presbíteros no Lar Sacerdotal Mater Christi, com a presença do Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira. “Nós reunimos alguns padres para celebrar no Lar Sacerdotal, onde moram os padres idosos, este dia que é nosso, também para promover esse encontro de padres que estão na ativa e aqueles que já estão fora da ativa. É um momento de confraternização, de criarmos laços, aumentar a nossa fraternidade, os nossos laços de amizade e agradecer a Deus o grande dom do sacerdócio”, explicou o Pastor Arquidiocesano.

O Vigário Episcopal para Comunicação e Reitor do Seminário Santo Antônio, Padre Antônio Camilo de Paiva, esteve presente e comemorou a oportunidade de celebrar a data. “Não existe um padre sozinho, não há padre sem presbitério, padre não é uma solidão. E isso aproxima do sagrado, porque Deus também não é uma solidão. Estar com outros padres nos faz viver a experiência da comunhão.”

O Vigário Geral da Arquidiocese de Juiz de Fora, Monsenhor Luiz Carlos de Paula, também demonstrou alegria em celebrar com os irmãos sacerdotes. “É o nosso muito obrigado ao Senhor em comunidade, unido aos nossos irmãos e também àqueles que não puderam vir. É um dia de oração, agradecendo pelo dom do sacerdócio e pedindo a Deus que abençoe o nosso ministério hoje e todos os dias.”

A dádiva de ser padre

Quando perguntados do que mais gostavam no ofício de sacerdote, a resposta de todos os entrevistados foi unânime: a celebração da Eucaristia. “Eu pessoalmente gosto muito de pregar, mas é sobretudo na oração que recolhemos força e luz para fazer uma boa pregação. E na oração, nada substitui a Santa Missa: a entrega de Cristo que celebramos todos os dias e da qual nos alimentamos para viver a nossa missão”, ressaltou Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, Arcebispo Emérito de Sorocaba (MG), que reside no Lar Sacerdotal.

No mesmo sentido, Dom Gil apontou que a Celebração Eucarística é o centro da vida do padre, como é o centro da vida da Igreja. “A Missa é o grande presente que Deus me deu. Depois, todas as coisas que fazemos para Deus nos dão alegria. Se alguém me perguntasse: ‘se pudesse começar outra vez, começaria pelo mesmo caminho?’ Eu responderia que ‘sim’ com todo o meu coração.”

Monsenhor Luiz Carlos também falou da satisfação em ser sacerdote. “Eu sempre digo ‘é muito bom ser padre’. É uma alegria muito grande dizer ‘sim’ e saber que estamos no lugar onde Deus quer que estejamos. A alegria de poder celebrar a Eucaristia, de poder celebrar os sacramentos todos, a alegria de poder estar com o povo, caminhar com o povo, estar presente da vida das pessoas.”

Para Padre Camilo, o mais bonito de ser padre é o “sair para o outro”. Eu, como padre, não sirvo tanto para mim. Se eu precisar de uma confissão, é outro que terá que me absolver; de uma unção, é outro que terá que me ungir. Mas o Sacramento da Eucaristia, que é o ponto alto da vida eclesial, eu sirvo para mim, eu celebro a Eucaristia para mim. É bonita essa coisa transcendental que o padre vive: nós, na realidade tão humana, tão pecadora que somos, vivemos um mistério tão grande, que transcende qualquer realidade, como o fato de presidir a Eucaristia.”

“Ser padre é estar a serviço das pessoas. É ser um elo entre o povo e Deus”, afirmou o Padre Augusto Antônio da Silva, no auge de seus 58 anos de sacerdócio. “Nós somos sempre enviados de Deus para trazer uma palavra às pessoas que precisam e sabem onde encontrá-la, que é na pessoa do padre”, pontuou.

Santo Cura d’Ars

O 4 de agosto foi escolhido como Dia do Padre por conta de São João Maria Vianney, considerado o Patrono dos Párocos. Para o Arcebispo de Juiz de Fora, o Santo Cura d’Ars, como ficou conhecido, é o modelo do padre inteiro. “Ele lutou para ser padre; teve que enfrentar muitas dificuldades numa época muito difícil, que foi da Revolução Francesa, e ele foi com todo coração, com toda dedicação, sobretudo na oração, na penitência e no zelo pastoral. Esses são os grandes exemplos que São João Maria Vianney nos deixa: vida espiritual intensa, de oração e penitência, e zelo pastoral, uma dedicação total.”

Para Dom Gil, o padre não deve satisfazer-se com aquilo que faz, mas muito mais com aquilo que ele é. “Ele é um representante de Cristo e tudo o que o que ele faz é para Cristo”, finalizou o Arcebispo.

Notícias

Instagram

Facebook

Veja Também

Veja Também